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[Resenha] Réquiem - Lauren Oliver


Réquiem é o último livro da trilogia Delirium de Lauren Oliver. Este post pode conter spoilers dos dois livros anteriores, Delírio e Pandemônio, cujas resenhas você pode ler aqui e aqui.

Depois de gostar bastante dos dois livros anteriores, chegou a hora do desfecho dessa trilogia que surpreendeu pela originalidade do plot. Uma sociedade onde o amor é uma doença e tem cura, mas, que não é aceita por todos. E é disso, principalmente, que Réquiem vai tratar, utilizando a linha narrativa de Pandemônio. Dessa vez, porém, temos duas narradoras: se em Delírio era apenas a Lena, em Pandemônio era a Lena de antes e a Lena de depois, em Réquiem, as narradoras são Lena e  Hana. A primeira narra do ponto de vista da Selva; a segunda, prestes a casar-se, mostra como é a vida entre os curados. A alternância dos dois pontos de vista foi genial, levando a dinamicidade do enredo ao próximo nível. Você acompanha a história dos dois lados, o que fica especialmente interessante no final do livro, quando os eventos são rápidos.

A autora foi inteligente ao fazer realmente uma distopia, ao contrário de outros livros como a Seleção; o foco é predominante na luta e na revolução, e apesar de o livro tratar da "doença" do amor, o romance ficou em segundo plano. Apesar disso, foi bem trabalhado durante a leitura, o que é bom. Seria ótimo, no entanto, se não acontecesse o que aconteceu no final, no qual Oliver não encerrou a história como deveria. Veja bem, eu entendo que não é necessário que tudo acabe perfeitinho e com um lacinho vermelho pra enfeitar, que o futuro sempre será incerto, mas ela poderia ter feito melhor.

SPOILER DO LIVRO
Me incomodou bastante o fato de ela não ter encerrado o romance da Lena. Apesar de termos uma pista de com quem a mocinha vai ficar, ela não mostrou como o outro reagiu a isso, o que me irritou profundamente. Afinal, eu queria muito saber como a protagonista resolveria essa questão e por que foi do jeito que foi.
FIM DO SPOILER

Quanto ao desenvolvimento das personagens, a protagonista só se torna mais e mais forte. Apta à luta, não quer saber de ficar parada. Julian também se torna um guerreiro, o que me faz admirá-lo bastante, além de ser super compreensivo com a confusão de Lena. Alex me irritou. Sinceramente, não lembro o que eu achava dele em Delírio, mas sei que a partir de Pandemônio comecei a torcer muito para que Lena escolhesse o primeiro (e, não, não vou dizer quem ela escolheu ou se escolheu algum)

Apesar dos prós e contras, a trilogia me agradou muito e acho que Lauren Oliver soube trabalhar muito bem naquilo que ela se propôs a realizar. É uma distopia de mão cheia, que só poderia ter sido melhor se o leitor tivesse uma melhor noção do que acontecia no resto do país. Sinto que a narração era muito focada no grupo da Selva, então a revolução não alcançou um maior dinamismo. Esse problema seria facilmente resolvido com algumas menções aos Inválidos escutando rádio ou lendo um jornal perdido, informando-se do que acontecia em outras cidades.
Bem, foi isso. Espero que tenham gostado! Deixe sua opinião nos comentários!
Informações sobre o livro
Título: Réquiem
Título original: Requiem
Autora: Lauren Oliver
Páginas: 304
Skoob
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[Resenha] Amy e Matthew - Cammie McGovern

Avaliação: 4/5

Depois de ler uma resenha, coloquei este livro na minha lista de leitura. A capa traz uma associação com Eleanor & Park - que eu nunca li -, e o título provavelmente foi mudado propositalmente. Então, comecei a ler sem nem lembrar do que se tratava, esperando uma leitura bem leve, e fui positivamente surpreendida.

Amy é uma adolescente no último ano do Ensino Médio com uma doença que paralisa grande parte de seu corpo. Então não consegue falar, sofre de alguns espasmos em determinados membros, e há sempre o medo de sua mãe de que ela volte a ter uma convulsão. Matthew estudou com Amy a vida inteira, e assim como ela, ele tem os seus problemas. A diferença é que Amy é inteligente, quase um gênio, e é boa em quase tudo. Já Matthew é tímido e calado. Porém, a sinceridade de Matthew diante de Amy e de sua vida faz com que a garota logo tenha uma curiosidade com relação a ele, e ela dá um jeito de se encontrarem mais. E é assim que inicia o livro.

Logo no início, levei um susto com a condição de Amy. Não lembrava de nada do enredo, então foi uma surpresa ver que a protagonista do livro tinha certas partes do corpo paralisadas. Logo no início, descobrimos a sua personalidade, e como eu gostei dessa garota. Apesar de tudo, Amy tinha uma vida muito certa, um futuro promissor pela frente. Porém, a presença de Matthew muda suas perspectivas e o modo como enxerga a si mesma. Ela é muito forte, determinada e sincera. Matthew é muito tímido e sofre com TOC, mas, por algum motivo, ele faz essa nova amiga e se sente extremamente à vontade com ela. É lindo ver como se ajudam e como seu relacionamento cresce de forma suave, sem sentimentos jogados na cara do leitor para nós apenas "engolirmos". Isso aconteceu apenas uma vez durante o livro, mas no geral, não fez muita diferença, com tudo ficando bastante sutil e real. Amei esse ponto em particular, porque detesto histórias e personagens forçadas. Nenhuma das duas situações aconteceu. A primeira, já comentei, e quanto à segunda, o que posso dizer é que Amy tinha tudo pra ser aquelas personagens """""""""diferentes""""""""" de YA que na verdade são todas iguais, mas ela é verdadeiramente única! E isso é muito difícil de encontrar.

Quanto a Matthew, sua personalidade cresce durante a leitura e no clímax da estória, ele se mostra extremamente maduro. Suas ações demonstram a esse mundo deturpado o que é amar. Amor não é paixão, não é simplesmente querer estar perto, dar uns beijos e segurar na mão, mas é principalmente uma decisão. Além disso, ele vai ficando mais confiante, o que é muito legal de ver.

TRECHO COM SPOILER
Apesar de tudo, não gostei de como os personagens tratavam a questão do sexo, principalmente Amy. Realmente não concordo com o ponto de vista dela, principalmente quando ela expõe que vê como uma coisa tão banal quanto um abraço.
FIM DO TRECHO COM SPOILER

Bem, foi isso. Espero que vocês tenham gostado da resenha!

Informações sobre o livro
Título: Amy & Matthew
Título original: Say What You Will
Páginas: 336
Skoob

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[Resenha] Pandemônio - Lauren Oliver


Avaliação: 3.5/5

Pandemônio é o segundo livro da trilogia Delírio. Esta resenha pode conter spoilers do primeiro livro, Delírio.

Em Pandemônio, encontramos novamente com Lena. Porém, é uma Lena mudada. Após fugir com Alex de Portland e pular a cerca, ela se encontra sozinha na Selva, sendo desconhecido o paradeiro daquele que a infectou com a amor deliria nervosa. Ao chegar em sua nova casa, Lena precisou aprender a sobreviver, dividir e principalmente, amadureceu. Aos poucos, ela vai descobrindo o que existe além da cerca de sua cidade, e como ela pode participar desse além. Ela se junta à resistência, e é colocada para estudar em uma escola na cidade de Nova York. É lá que ela conhece Julian, filho de uma autoridade do movimento que luta contra o amor.

Faz muito tempo que li Delírio, mas felizmente, o que eu lembrava deu pra levar o livro com maior tranquilidade. Uma coisa que eu provavelmente não tinha notado anteriormente é a escrita poética de Lauren Oliver, que por vezes é bonita, por vezes parece meio forçada. Além do mais, ela sabe usar muito bem a expectativa, ajustar o texto de uma maneira que você fica tenso. Na verdade, esse livro é muito dinâmico, o que é ajudado pela sequência dos capítulos: um capítulo retrata a vida de Lena antes, na Selva, e o seguinte retrata sua vida já como participante da resistência. Aparecem novos personagens, e apesar de não ser tão forte como no primeiro, a sociedade sem amor se torna um pesadelo para aqueles que lêem. Sem amor, não há humanidade. Não há beleza, não há alegria, apenas cobiça e automatismo. E isso, essa perspectiva, é uma das coisas que mais gosto nos livros dessa trilogia.

 COMENTÁRIO COM SPOILER 
Gente, quanto ao romance da Lena com Julian, eu não sei direito o que achei. Eu não tinha esses ships todos dela com o Alex, e acho que prefiro mais ela com o Julian. Eu nunca pensei que diria isso, porque pra mim, é regra que num triângulo amoroso se fique com o primeiro amor. Mas Delírio, junto com outras distopias que li, provam o contrário. Apesar disso, acho que não me agrada muito o fato de Julian ser tão sensível, sabe? Por vezes, parece uma criança. Tudo bem que o meio no qual cresceu não ajudou muito, mas isso me deixou meio agoniada. E a cena dele observando a Lena tomando banho não é romântica, mas esquisita. 
FIM DO TRECHO COM SPOILER

Eu não lembrava se gostava da Lena ou não em Delírio, porque não tinha muito o costume de atentar nas personagens, e sim no enredo. Na verdade, ainda não tenho esse costume todo, que precisa ser treinado. Mas com a leitura deste segundo livro, gostei dela. Tirando o fato que ela criticava os membros da ASD e do governo por serem frios e matarem as pessoas sem compaixão, em nome de uma ideia, mas de vez em quando ela torrava de ódio e queria que todo mundo morresse. Achei isso meio contraditório.

Bem, de qualquer forma foi um livro que gostei, e que tem um cliffhanger gigantesco no final. Tava só esperando fazer essa resenha pra ler sua continuação, Requiem, ou correria o risco de misturar as histórias. E você, já leu algum livro dessa trilogia? Não esqueça de deixar seu comentário!

Informações sobre o livro
Título: Pandemônio
Título original: Pandemonium
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 304


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[Resenha] Coraline - Neil Gaiman

Avaliação: 4/5
Depois de ler O Oceano no Fim do Caminho, do mesmo autor, fiquei fascinada pela criativa e totalmente diferente escrita de Neil Gaiman. Então, fui falar com a Lu Tazzinazzo de Aceita um Leite?, que é uma apaixonada pelo escritor, e pedi recomendações de outros livros para ler. Ela respondeu, por sua vez, que eu deveria começar por Coraline. E assim fiz.

Talvez muitos de vocês conheçam a história pelo filme. Eu sou uma dessas. Porém, não lembrava de muitos detalhes, o que foi de muita ajuda ao ler o livro. Para aqueles que não sabem de nadica de nada, aqui vai um pequenino resumo: Coraline acabou de se mudar com os ocupados pais, e em uma das suas explorações pela casa devido ao extremo tédio que sentia, ela encontra uma porta que dá para uma parede de tijolos. Porém, no meio da noite, ela vê uma sombra para lá se movendo. E percebe que a porta dava, sim, em outro lado. E o que ela ali encontrou é um mistério que você só descobrirá lendo o livro.

O que mais me maravilha em Neil Gaiman é como o que ele escreve é totalmente diferente de qualquer coisa que você vá ler. Procure em todos os escritores de ficção, fantasias, sci-fi, o que for, e provavelmente não encontrará nada tão original. São coisas estranhas, diferentes, mas que fazem dos universos criados por eles totalmente únicos. Foi o que senti em O Oceano no Fim do Caminho, e também em Coraline. As suas personagens, criaturas e ambientes são curiosos, assustadores, espertos, diferentes, um por um, ou tudo ao mesmo tempo. Coraline, por exemplo, é uma criança extremamente corajosa - com o dobro da coragem que eu não teria mesmo hoje, com o dobro de sua idade. 

A leitura só não foi mais prazerosa porque já tinha uma ideia do que aconteceria, e por experiência própria, tirei uma estrela. De qualquer forma, valeu muito a pena, com trechos que me fizeram refletir sobre seu verdadeiro significado e quotes que valeram estar aqui na resenha. 

Uma pedra igualzinha uma rã, e uma rã igualzinha uma pedra.

(Será que as duas eram rãs? Ou as duas eram pedras? É o tipo da coisa!)

Bem, foi isso. Espero que tenham gostado! Deixem comentários do que acharam da resenha e se já leram Coraline ou algo do Neil Gaiman. Até a próxima!

Você realmente não entende, não é? Eu não quero tudo que eu quiser. Ninguém quer. Não realmente. Que graça teria ter tudo que se deseja? Em um piscar de olhos e sem nenhum sentido. E daí? (Coraline)



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[Resenha] Teshuvá - Josefa Alves


Avaliação: 5/5

O livro foi uma cortesia com as Edições Shalom.

Teshuvá vai contar a história de Lisa, uma menina brasileira, mas adotada por uma família italiana. Sua amiga Giulia se suicidou, mas ninguém na cidade se interessa em investigar o que aconteceu de forma mais aprofundada. Então ela decide fazer isso. Só não esperava que sua curiosidade a levasse a caminhos que nunca pensou que seguiria. 

Meus irmãos, esse foi um livro muito difícil de ler. Demorei bastante mesmo. Ao me falarem sobre ele, pensei que seria um livro de ficção permeado de valores cristãos, de leitura rápida e resenha fácil. Foi exatamente o contrário.

Enquanto eu pensava ter encontrado uma leitura leve, cujo foco era o mistério, vi um livro cheio de valores eternos, mas que ainda deixa espaço para que você pondere, concordando ou não. Uma ótima mudança de ponto de vista, quando o mundo está sempre gritando a mesma coisa. À princípio, tive dificuldade ao perceber que o foco não era o que estava por trás do suicídio de Lisa, não diretamente. Não sabia como resenhar. Mas então, fui percebendo para que o livro veio.

Depois que a Lisa decide buscar respostas acerca do suicídio de sua amiga, tudo toma um rumo que ela não queria. Há muito mais envolvido. O grande ponto do livro é que ele mostra sem reservas o que significa perder-se. A protagonista tem 18 anos, eu tenho 17, então eu estava sempre me colocando no lugar dela. O que é perder o chão, não ter onde se segurar, e a única alternativa ser cair mais. O que é estar rodeado de escuridão, sem alternativa, movido pelo "não ter mais nada a perder". Ao que a humanidade está exposta, mas principalmente, nós, jovens. E o que é se reencontrar, e a única maneira de fazê-lo. Fora isso, que é gritantemente belo e profundo, há narrativa da autora, tão bela quanto. Quão lindo foi enxergá-Lo com outros olhos, sem gritos, de forma suave? E ela escreve de forma reflexiva, cheia de ponderações, e como eu disse anteriormente, uma nova visão de mundo. Acredito que isso seja muito mais importante do que um livro apenas para divertir, que apesar de ser bom, não traz o que é essencial, o que fica, o que é decisivo. 

Bem, Teshuvá está super recomendado para, simplesmente, todos os seres humanos. Falar mais não faria sentido, já que é muito. Será uma ótima forma de você ver as coisas de outra forma, conhecer mais do outro lado, ou do lado que você pensava ser o seu. E aí, vai ter coragem? 

PS.: O significado do nome do livro? Só na leitura!


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[Resenha] O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman


Avaliação: 5/5

Primeiramente, obrigada pra Lety e pro Caio fofos que me deram esse livro de aniversário, e lembraram de mim mesmo com menos de um ano de amizade! Amo vocês!

Bem, eu nunca tinha lido nada, nada do Neil Gaiman. Sempre achei o nome desse livro super misterioso, mas nunca fui além. Estava na minha lista de desejados, mas não era um livro "prioridade". Sendo ele curtinho, estando eu de férias, e Neil Gaiman tendo uma ótima reputação, fui me aventurar sem saber o que esperar.

O Oceano no Fim do Caminho era pra ser inicialmente um conto. Ao começar, o protagonista está indo a um local de sua infância. Minha primeira reação foi de confusão. Logo vi Letty como uma louca, mas as páginas foram passando e o livro foi mostrando o porquê de ser especial. É uma história relativamente simples, se você olhar por cima, mas são os elementos que impressionam - é um mundo completamente novo e nem um pouco parecido com qualquer outra fantasia que tenha lido. Nada de fadas, mas pragas e pulgas, algo totalmente diferente! É como uma explosão de novidade, criativa e curiosa. Poderia ter um novo livro só explicando a imensidão, o oceano dessa realidade alternativa. E foi isso que mais me impressionou nessa minha primeira experiência com as obras de Gaiman. Mas não a última.

O livro foi uma surpresa muito boa, uma leitura marcante e positiva. Se o resto do ano for assim, mesmo com o número reduzido de leituras, ficarei muito agradecida!

Informações do livro
Título: O Oceano no Fim do Caminho
Título original: The Ocean At The End of The Lane
Autor: Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Páginas: 208


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[Resenha] The Statistical Probability Of Love At First Sight - Jennifer E. Smith


Avaliação: 3/5

Oi, gente! Vamos ver a resenha que trouxe pra vocês hoje!

Um livro bem falado na blogosfera, prometia ser um romance leve e extremamente fofo. Achei na casa da minha amiga, e ainda por cima, em inglês. Então, era a minha chance de ter a minha primeira leitura no idioma!

The Statistical Probability of Love at First Sight é a história de Hadley, uma adolescente de 17 anos, obrigada a ir para o segundo casamento do seu pai em Londres. Após discutir com sua mãe, a garota perde o vôo por apenas 4 minutos. E é aí que tudo muda. No aeroporto, ela conhece Oliver, um britânico que irá embarcar com ela no próximo avião para, enfim, chegar ao Reino Unido. 

Lê-lo foi uma experiência bem diferente, já que eu precisava de um dicionário perto de mim. Dava para entender pelo contexto, mas preferia traduzir as palavras que não conhecia. Foi bom, mas já esqueci. Nota: na minha próxima leitura em Inglês, anotar as palavras novas que conheci. Enfim, até me surpreendi, porque esperava muito mais foco no romance. Mas temos como uma das prioridades da autora explicar o relacionamento da protagonista com seu pai.

Eu não acredito em destino. Acredito que quando nós colocamos tudo nas mãos de Deus e realizamos verdadeiramente a Vontade Dele, tudo concorrerá para o nosso bem. Essa minha crença não me impediu de gostar do livro; vi o encontro dos dois como uma das maravilhas das coincidências. Hadley tem a minha idade, então eu tentava me colocar no lugar dela e suas experiências pareciam perfeitamente reais: conhecer alguém novo, a emoção de que talvez esteja interessado em você, a curiosidade do que pode acontecer no futuro. Conversar e se sentir compreendido, esquecer por um momento que estaria para encontrar com alguém que significa tanto pra você, mas que te magoou muito. E então, ter que separar-se do novo conhecido. Gostei como foi tudo bem próximo da realidade, e como consegui me identificar com ela. Sem falar no seu relacionamento com o pai. Eu amo muito meu pai, não tenho nenhuma ferida do tipo com ele, mas eu imagino a dor dele trair sua mãe e então casar-se novamente. Mas aí está uma das belezas do livro: apesar de não concordar, apesar do seu pai reconhecer que errou, o amor ganha. E existem poucas relações nas quais haja tanto amor quanto entre um pai e um filho(a). Devo salientar que não concordo de forma alguma com o divórcio e etc, mas como eu disse, achei bonito como os dois reagiram e passaram por isso.

Quanto ao romance, é bastante fofo. Um aprende com o outro, o relacionamento de Oliver com o pai foi um alerta para Hadley. Um final que promete muita coisa, mas que o leitor pode apenas imaginar. A beleza não de um amor, mas de uma paixão, à primeira vista, e como alguém pode significar tanto em tão pouco tempo.

Informações sobre o livro
Título nacional: A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista
Título original: The Statistical Probability Of Love At First Sight
Autora: Jennifer E. Smith
Editora nacional: Galera Record
Editora original: Poppy
Páginas: 320
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[Resenha] Poseidon - Anna Banks


Avaliação: 2.8/5
Oi, pessoal.
Bem, estou de férias! Tem uns posts saindo do forno pra vocês! Estou super animada com a disponibilidade de tempo e por tudo de legal que esse período pode trazer. Hoje temos a resenha de Poseidon, de Anna Banks, um livro que não tem sido muito bem falado aqui na blogosfera. Vamos ver o que eu achei?

Emma McIntosh é uma adolescente de 17 anos, moradora da Flórida. Um dia, passeando na praia com Chloe, sua melhor amiga, ela esbarra em Galen Forza, um cara alto, musculoso e muito bonito. Depois de pedir desculpas, elas vão nadar, e Chloe é morta pelo ataque de um tubarão. Algo que foi muito estranho em tal acidente é como o tubarão reagiu diante de Emma, só um pouco mais esquisito que seu fenótipo: alta, cabelos loiríssimos quase brancos, e olhos violeta, característica também de Galen. Enquanto descobre o que sente por ele, Emma depara com muito de sua vida que ela não sabia existir.

Pois é, depois de ver umas resenhas do livro não falando muito bem, fui sem expectativas e procurando me decepcionar. Foi o que aconteceu? Não totalmente. Vamos especificar.

Os personagens principais, Emma e Galen, são muito instáveis. Emma parece uma criança, extremamente teimosa, com meltdowns e ataques, nos quais ela sai andando e deixa Galen falando só, sem poder se explicar. Ele, por sua vez, é extremamente ciumento e mandão, por mais que use a desculpa de "estar preocupado". Seria fofo, se não fosse meio doentio e infantil. Se isso é verossímil com um relacionamento entre uma moça de 17 e um rapaz de 20 (não lembro quanto ele tem, acho que é isso)? Não sei. Eu tenho a mesma idade de Emma, e não sei bem como reagiria. Gostei particularmente de Rayna, irmã de Galen, que apesar de ser mimada, é engraçada, e de Toraf, melhor amigo de Galen. O resto dos personagens não tem muita notoriedade.

Quanto ao enrendo em si, não é muito empolgante, nem muito inovador. Na verdade, foi mesmo a última frase que me deixou mais curiosa e me fez ir falar e compartilhar meus feelings com minha amiga, que leu o livro por coincidência. Ela viu debaixo da minha carteira e leu durante as aulas. Apesar disso, Banks conseguiu dar um bom desenvolvimento durante a ocorrência dos fatos: foi explicando as ligações entre os fatos, como funciona esse mundo e porquê Emma reagia de tal forma. E apesar de termos relações de causa e consequência bem definidas (considero assim porque levei muito tempo para ler o livro, sempre enrolando, e ainda dei uma entendida), elas não são muito emocionantes.

O trabalho gráfico da editora está muito bom. Encontrei alguns erros, nada que eu me recorde especificamente agora, a não ser a junção de palavras que acho que foram propositais. De qualquer forma, a capa foi mantida como a original e as páginas tem lindos detalhes.

Bem, era isso. Espero que vocês tenham gostado da minha resenha!

Informações sobre o livro
Título: Poseidon
Título original: Of Poseidon
Autora: Anna Banks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Skoob 
Série: O Legado de Syrena
1. Poseidon (Of Poseidon)
2. Tritão (Of Triton)
3. Netuno (Of Neptune)

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[Resenha] Amor em Jogo - Simone Elkeles


Avaliação: 2.5/5
Oi, gente!
Finalmente, consegui terminar um livro pra fazer uma resenha pra vocês. Antes eu colocava a sinopse, mas acho que ninguém lê (pelo menos, eu nunca leio), e decidi fazer um resumo (sem spoilers, claro) da obra na própria resenha. Fica mais dinâmico, e dá menos trabalho.

Amor em Jogo é um romance estilo YA sobre Ashtyn Parker e Derek Fitzpatrick. Ashtyn é a única jogadora de seu time de futebol americano. Vive entre homens, sendo durona por fora, mas é uma jovem que tem uma grande carência interior, já que sua mãe a deixou, seu pai não lhe dá atenção e sua irmã, Brandi, saiu de casa. 7 anos depois ela retorna, casada com um homem que está viajando pela Marinha, acompanhada de seu filho e grávida de outro, carregando seu enteado, Derek, um garoto que foi expulso de sua antiga escola, perdeu a mãe e agora depende de sua madrasta. Dessa forma, os dois se conhecem e suas vidas se veem interligadas, já que estão morando na mesma casa. Ambos sentem uma atração e uma implicância imediata, já que Derek tem aquele jeito de espertinho, e Ashtyn, acidentalmente, o feriu na primeira vez que se viram.

Pense no resumo grande! Pois é, mas é que sem ele, não dá pra entender o básico da história. Percebe-se que é um livro bem simples, sem grandes reviravoltas. E eu gostei muito de um ponto, mas detestei outro. Inicialmente, as personagens são ótimas, mas quando estão sozinhas. A autora soube trabalhar muito bem cada uma delas: Ashtyn, como uma garota que é aparentemente forte, tem que ser forte, e entrega tudo para o futebol, mas que sente falta de alguém que permaneça sempre com ela, já que não pôde contar nem com a própria família. E Derek, traumatizado por algo que aconteceu em seu passado, não consegue se empenhar para algo, apostar suas cartas, dar o melhor de si, e vive de ficas, pessoas passageiras, já que ele tem horror ao permanente. Percebem? São pessoas comuns, que muitos podem se identificar. Simone apresentou a causa e a consequência da forma como eles são, dando uma complexidade maior a um livro inicialmente clichê.

Por outro lado, não gostei do romance entre eles. Quando eles se viam, pareciam dois bichos! Eu sei que na adolescência os hormônios estão a flor da pele, mas era tão difícil assim o cara apreciar mais a garota, não o que é DA garota? E vice-versa! A carência dos dois se transformava em um relacionamento corporal, meio desesperado, e que não me convenceu. Eu sei que estava implícito o que um significava para o outro, mas não consegui deixar de achar artificial a conclusão do romance. Como se ambos dessem uma dimensão maior para seu relacionamento que o que a autora deixou transparecer durante a história.

Quanto a edição, o livro é bem cuidado, com páginas amareladas, uma lombada fofa, e uma capa que mostra bem pro que o livro veio: YA, leve. Não me recordo de ter havido problemas na revisão.

Bem, é isso! Espero que tenham gostado do meu retorno tanto quanto eu :) 

Informações sobre o livro
Título: Amor em Jogo
Título original: Wild Cards
Autora: Simone Elkeles
Editora: Globo
Páginas: 360
Skoob 
Série: Wild Cards
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[Resenha] Por toda a eternidade - Kristin Hannah - Firefly Lane #2




Avaliação: 3/5
Essa resenha contém spoilers de Amigas para Sempre. Para ler a resenha, clique aqui.
Tully sempre foi uma mulher ambiciosa, cheia de sonhos e ávida para dar a volta por cima, depois de ter sido abandonada por sua mãe e ter perdido a avó ainda jovem. Seu grande apoio sempre foi sua melhor amiga, Kate, que faleceu por causa de um câncer. Agora, Tully se encontra com depressão e sofrendo ataques de pânico. Sua afilhada, Marah, abandonou a familia e está com problemas ao se cortar para aplacar a dor. John está quebrado. Juntos, terão que descobrir como fazer para se reconstruírem e aplacarem a falta que Kate, o laço que unia a todos, faz.

Quem acompanha o blog, sabe que gosto muito dos livros de Kristin Hannah. As resenhas de O Caminho para Casa, O Jardim de Inverno e Amigas para Sempre mostram isso. E, claro, não poderia deixar de ler Por toda a eternidade, continuação de Amigas para Sempre e da história de Tully e Kate. Ou melhor, de Tully.

Após a morte de Kate, Tully está destruída. Sua melhor amiga era sua base. Quando viva, Kate buscou uma família, amar e ser amada, e apesar de não ter uma carreira grandiosa como de Tully, era feliz. Buscando o sucesso, Tully não teve tempo para os outros, e ao perder quem era a pessoa que mais amava, ficou sem ninguém, já que sua mãe, viciada em drogas, nunca foi uma verdadeira mãe. Desesperada, por ter perdido tudo, já que sua afilhada a odeia e seu cunhado também, Tully toma a decisão de jogar seu carro contra um poste. E é em coma que sua reflexão sobre a vida começa.

O que eu gosto nos romances de Kristin Hannah é que são romances de vida. Não são apenas histórias de amor. Eles trazem lições preciosas, em um mundo onde tudo é mecânico e baseado nos interesses. Tully é a figura do humano buscando a realização por meio do trabalho. Sempre querendo mais, investindo, e no fim, não conseguindo nada. Como dito em Amigas para Sempre:
Eu posso incendiar o mundo, nasci para isso. E agora eu tenho um fósforo! Mas de que adianta incendiar o mundo se terei que assistir ao brilho sozinha?
Tais reflexões são extremamente verdadeiras e nunca se tornarão clichês, já que a mentalidade do status profissional é uma constante. Estude, passe em primeiro lugar, tenha nome, esteja no outdoor da escola. Tudo isso para quê? E depois, isso realmente importa? E as amizades que você deixou de cultivar para estar ali? A família que você deixou de lado? A vida de oração e amizade com Deus que você negligenciou? Isso se você chegar lá. A pressão psicológica é muito grande, e sem o apoio de pessoas amadas, é muito mais difícil. Eu vivo nesse meio, em uma escola pioneira no país, e sei como é difícil se convencer que, no fim das contas, isso não é tudo. Que minha vida é muito mais que uma vaga na faculdade. É só minha vida profissional. E isso tudo vemos apenas em um personagem. Temos Marah, uma adolescente profundamente ferida e perdida, que recorreu a um namorado desequilibrado e à automutilação para tentar cobrir a dor. Seu pai, John, que agora tem que cuidar de três filhos, um deles fora de casa, e ainda lidar com a perda da mulher. E outros, que nos surpreendem por seu amadurecimento e por despertarem para a vida.

Apesar de minha leitura não ter sido tão rápida, foi válida, para ver como os personagens que conheci no livro anterior se saíram. Dizem que não é necessário ler Amigas para Sempre para entender Por toda a eternidade, mas lendo o primeiro livro antes, a carga emocional é maior, e o entendimento também.

Bem, essa foi minha opinião. Espero que vocês tenham gostado :) Já leram algo da autora? E Por toda a eternidade?

Informações sobre o livro
Título: Por toda a eternidade
Título original: Fly away
Autora: Kristin Hannah
Editora: Novo Conceito
Páginas: 400
Skoob
Série: Firefly Lane
1. Amigas para Sempre (Firefly Lane)
2. Por toda a eternidade (Fly away)

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[Resenha] O Livro das Princesas - Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza


Avaliação: 2.5/5
Quatro autoras, sendo duas norte-americanas e duas brasileiras, se juntam para dar nova vida aos conhecidos contos de fadas. A Bela e a Fera, Cinderela, A Bela Adormecida e Rapunzel recebem novos nomes, roupas e histórias, mas continuam com um ponto em comum: o encontro com o amor.
Essa capa é muito linda, devemos admitir. E eu sou apaixonada por contos de fadas. Juntando esses dois fatos, não restou outra opção além de: eu preciso ler esse livro. Mas, infelizmente, não me agradou tanto quanto eu gostaria.

São quatro contos, e por se tratarem de princesas, cujas histórias incluem amor instantâneo e beijo de amor verdadeiro, ficaria bem difícil ter um conto completamente crível. Tentei relevar isso, mas houve momentos em que passava dos limites. Como em A Modelo e o Monstro, conto de Meg Cabot baseado n'A Bela e a Fera. Apesar dela ter bolado algo legal para o século XXI, o fim ainda me pareceu abrupto e forçado.

Quanto o conto Princesa Pop, só vemos elogios. Paula conseguiu incluir todos os elementos fundamentais da história em poucas páginas, e apesar do tal amor instantâneo e umas coisinhas que, definitivamente, você não vê todo dia, ela conseguiu fazer uma transformação super legal! 

E aí, começam as decepções. Eu amo A Bela Adormecida; é meu conto de fadas preferido, Aurora é minha princesa preferida. Mas, Lauren Kate, eu já vi essa história. Eu já li um livro igual ao seu conto, The Last Kiss, com a diferença de ser maior. Ah, e teve um fim, ao contrário dessa invenção esquisita com um unicórnio. Qual o problema com a roca?! Ela é a marca da história!

Do Alto da Torre é a adaptação moderna da Rapunzel, mas que me pareceu muito forçada, como se ela usasse certos termos como "me sinto trancada na torre" apenas para fazer alusão ao conto original. Até que a ideia foi boa, mas meio absurda. O que me incomodou novamente foi a rapidez, sem falar naquela história meio Hannah Montana.

Bem, essa foi minha resenha. Vocês já leram O Livro das Princesas? O que acharam?

Informações sobre o livro:
Título: O Livro das Princesas
Autoras: Paula Pimenta, Meg Cabot, Lauren Kate e Patrícia Barboza
Editora: Galera Record
Páginas: 288
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[Resenha] Cidades de Papel - John Green


Avaliação: 2/5
Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
Não importa quanto eu me esforce, John Green não nasceu pra ser meu autor preferido, nem pra estar entre eles. Depois de ler todos os quatro livros mais famosos dele, ACEDE, QEVA, OTK e, agora, Cidades de Papel, percebo que, definitivamente, não temos muita química. Mas nem tudo que ele faz eu desgosto. Esclarecerei o porquê.

Cidades de Papel contará a história de Margo Roth Spiegelman e Quentin, conhecidos por serem vizinhos e por uma história compartilhada na infância. Após anos e anos, suas vidas voltarão a se cruzar, e de uma forma bem curiosa. Durante uma noite, Margo chama Q para uma aventura. E no dia seguinte, ela some. 

Certo, é essa a premissa. Não contarei mais pra não dar spoiler, já que o livro é basicamente isso. Uma coisa que acho extremamente irritante e que não foi a única vez que vi nos livros do João Verde, foi essa mania de nerds se apaixonarem por uma menina extremamente complexada, popular ou não. Foi de um estereótipo pra outro. Se antes, era a menina nerd que se apaixonava pelo popular da escola, só fizemos inverter os papéis. Esse amor do Colin e no caso deste livro, do Quentin, parece mais uma carência interna do que amor, sério mesmo.

Por outro lado, se detestei Alasca, gostei mais de Margo - desculpa comparar os livros, é que eles têm uma certa semelhança -, e essa personagem que me fez não detestar tanto o livro. Suas reflexões são mais que verdadeiras, e amei suas alegorias com as tais cidades e pessoas de papel. Sério. Me vi pensando com ela, são belas verdades, como as que citarei abaixo. Ela não se ateve a pensamentos românticos e bonitinhos, ou mesmo trágicos, e sim, reais. Sobre a efemeridade da vida e como nos importamos tanto com que não é fundamental. Que passaremos o resto das nossas vidas apenas buscando, nunca conseguindo. Aquela velha história do empresário que morre, e se arrepende por não ter aproveitado o que ele tanto lutou para conseguir.
Você sabia que na maior parte de toda a história da humanidade, a expectativa média de vida foi inferior a trinta anos? Você podia contar com mais ou menos um dez anos de vida adulta, certo? Não havia planos de aposentadoria. Não havia planos de carreira. Não havia planos. Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais e mais futuro, e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro. Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para a faculdade.

Mas outras reflexões me pareceram sem sentido, e somado ao cansaço que eu já estava, era quase impossível entendê-las. Chega um ponto que a narrativa fica lenta e sempre na mesma, e as descobertas que Q faz se tornam desinteressantes. Sem falar nas piadas, é claro. Claro que tem coisa muito engraçada, mas tem baixaria, ou seja, piadas imorais e eu não entendo porque os autores insistem nisso. Parem. Isso não faz nossa mente crescer em nada, poxa. É muito irritante. 

Era isso. Desculpa pela revolta! O que acharam? 

Informações sobre o livro
Título: Cidades de Papel
Título original: Paper Towns
Autor: John Grenn
Editora: Intrínseca
Páginas: 361
Skoob
Comprar: Cultura ♥ Fnac ♥ Saraiva ♥ Submarino
Adaptações cinematográficas: Confirmação por parte da 20th Century Fox. Equipe de produção igual a de ACEDE. Sem decisão de diretor ainda. Alguns afirmam que Nat Wolff, o mesmo que faz Isaac, será o escolhido para interpretar Quentin.



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[Resenha] Cante para eu dormir - Angela Morrison


Avaliação: 2/5 
Cante para eu dormir revelará a dura realidade da vida, a energia firme da amizade e mostrará que o verdadeiro amor transcende tudo. O livro conta a história de Beth, uma garota que sofre bulling e passa toda sua infância sendo rejeitada por sua aparência. As únicas pessoas a aceitá-la são sua mãe e seu melhor amigo, Scott. Mas tudo isso fica para trás quando ela é convidada para ser a vocalista do coral da escola e recebe a transformação que lhe dará a oportunidade de conhecer um amor que vai além de tudo, até mesmo da própria vida. Derek é tão lindo, tão doce, tão fantástico que Beth acha que não merece, mas quer experimentar, mesmo estando á milhas de distância. Porém, existem segredos não revelados entre eles. A história reúne as mais profundas emoções humanas: decepções, tristezas, alegrias, amores e paixão, muita paixão, que ficará gravada em cada coração por muito tempo, mesmo depois do término da leitura.
Cante para eu dormir estava sob meu olhar há muito tempo, mas nunca tive a oportunidade de ler. Quando ela apareceu, fui ler esperando um romance leve, com um toque melancólico, mas nunca esperaria uma história tão intensa e dramática.

Beth era chamada de A Fera em sua escola, devido a sua aparência. Rosto cheio de espinhas, cabelo crespo que sempre ficava em seu rosto, além de ser muito alta. As pessoas que ela tinha em sua vida eram Scott, seu melhor amigo, e sua mãe, já que seu pai as abandonou, além de chamá-la de monstro quando era ainda um bebê.

Tais comentários e situações pelas quais ela passou, a marcaram profundamente. Se tornou uma adolescente extremamente traumatizada e ferida. Não era mais um apelido; para ela, era uma verdade. Feia, e apenas isso. A única coisa que sabia fazer bem era cantar. E é por isso que ela participava de dois corais: o da escola, com Scott, e os das garotas de Ann Harbor. Após a solista de Ann Harbor ser retirada, ela passa a cantar, pois sabe que consegue. A música era a única coisa que ela acreditava fazer bem. Após um tempo, sua equipe é convocada para uma competição internacional de corais na Suíça, e é lá que conhece Derek. Para isso, a mãe da antiga solista faz uma transformação em Beth, e ela se torna... bela.

A narrativa da autora foi extremamente convincente pelo ponto de vista da Beth, em primeira pessoa. Percebemos seus sofrimentos, seus traumas, depois de ter passado por toda a humilhação, até mesmo de seu pai! Esse foi um dos motivos da história não ter recebido nota menor. Apenas a música entendia Beth, e é esse é um dos pontos que a história peca: é um livro! Como imaginar a voz de Beth? E as letras foram traduzidas, o que acaba tirando um pouco de sua essência. É como poesia. 

Além disso, outras coisas me incomodaram bastante. Eu não acredito em amor instantâneo. O livro tem que me explicar, como se eu estivesse no livro. Derek, ao apaixonar-se por Beth, se apaixona primeiramente por sua voz. Isso é belíssimo! Mas ele não viu uma faceta fundamental, a Beth massacrada. Viu a Beth bela, com problemas, mas não com sua ferida mais profunda e antiga. Scott sempre a conheceu, mesmo anteriormente à sua transformação. Dessa forma, o relacionamento da protagonista com o Derek não "me comprou". E não amei o livro como a maioria das pessoas faz. Não criei um apego ao casal. E, consequentemente, o desdobramento não me emocionou como aos outros. Com o acréscimo de ter parecido algo muito carnal, uma necessidade constante de contato físico. O amor não precisa disso. Sem falar que o final foi esquisito.

À princípio, nem ia fazer essa resenha, já que ela é basicamente negativa, mas é pra isso o blog, não é? No YouTube, disponibilizaram a canção final do livro, não sei quem gravou, sei que tem! É belíssima. Me fez repensar um pouco sobre a estória, o que eu realmente achei.

Foi isso, gente. Foi longa, mas acho que ficou boa, não? Espero que vocês tenham gostado! Deixem sua opinião sobre a resenha e também sobre o livro, se tiverem lido :)

Informações sobre o livro
Título: Cante para eu dormir
Título original: Sing me to sleep
Autora: Angela Morrison
Editora: Pandorga
Páginas: 364

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[Resenha] Starters - Lissa Price



Avaliação: 3/5 

Após a Guerra dos Esporos, onde a população maior de 20 anos e menor de 60 anos foi dizimada pela ausência de vacinas, Callie está sozinha no mundo e responsável por seu irmão, Tyler, que além de pequeno, está doente. Tem seu amigo Michael para apoiá-la, mas ela sabe que não adiantará por muito tempo. Sua única saída é a Prime Destinations, que oferece um contrato para que os jovens aluguem seus corpos para idosos que querem viver o que seus corpos não permitem mais. O que ela não sabia é o que viria com o que parecia ter uma única dificuldade: a distância de seu irmão.

Starters é um livro bem antigo, se formos pensar assim. Faz tempo que ninguém fala dele. Mas só agora pude parar para lê-lo, e não esperava muita coisa. Sou acostumada a me decepcionar com tudo, e acabei tendo uma boa surpresa ao iniciar a leitura. A narrativa da autora era ágil, e ao mesmo tempo explicativa, detalhada, mas não cansativa. Quando Callie entra na Prime Destinations, já sentimos que vai vir algo dali. Sentimos pela forma que ela descreve os funcionários. O lugar. Até certo ponto, o livro vai falando de sua vida, até que chega em uma revelação para que você deixe o plano de abandonar o livro de lado (eu nem pensei nisso, mas quem pensou...)

E foi isso o que mais me agradou: o enredo. As surpresas e teorias, você nunca saber o que vai acontecer devido a imprevisibilidade do corpo de Callie. Por um certo tempo, achei que faltava grandiosidade, sabe? Eu gosto daquelas distopias que tem uma revolução nacional, mas no contexto do livro, entendi que não era possível.

Quanto a Callie, achei meio esquisito ela conseguir pensar em superficialidades como ela pensava enquanto seu irmão sofria em um prédio abandonado com problemas nos pulmões. Mas de uma forma geral, gostei dela, e de sua coragem. Essas protagonistas me fazem perceber cada vez mais como sou medrosa.

Como não vi algo que me surpreendesse muito, mas ao mesmo tempo, por ser um livro "ativo" e dinâmico, resolvi que a melhor classificação seria "bom". O final é surpreendente e deixa um super cliffhanger para o próximo livro. E é por isso que preciso parar de perder tempo e ler "Enders"! Bem, é isso! Até a próxima!

Informações sobre o livro
Título: Starters
Título original: Starters
Autora: Lissa Price
Editora: Novo Conceito
Páginas: 368
Adaptações cinematográficas: Há anos, literalmente, em 2012, foi divulgado que alguns estúdios estavam brigando para adaptarem o livro, e que o roteiro seria de Lissa Price, porém não se trata de informação oficial. 
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[Resenha] Orgulho e Preconceito - Jane Austen (Releitura)

Quer saber o que eu achei na minha primeira leitura? Clique aqui. Bem estranha, mas o que o tempo não faz?


Avaliação: 5/5
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.
Eu, sinceramente, me impressiono com minha capacidade de mudar de opinião. Como, em uma primeira leitura, eu pude ter uma opinião tão mais ou menos, e na segunda, simplesmente amar, amar e amar ainda mais o livro? E eu tinha consciência que amava essa história, não me entendam mal. É que eu sou estranha. Enfim, considerem esta resenha, não a anterior. 

Pra quem tem preguiça de ler sinopses como eu, aqui vai um resumo do livro. A família Bennet, moradora de Longbourn, recebe vizinhos inesperados na propriedade de Netherfield. O simpático Mr. Bingley e sua irmã, Caroline, e Mr. Darcy, que se acha superior demais para se comunicar com qualquer um daqueles seus vizinhos. Bingley e Jane, a filha mais velha (e mais doce, incapaz de ver o mal em qualquer um) da família Bennet, logo se dão bem. Já Elizabeth, ou Lizzie, de personalidade e gênio fortes, após conhecer o orgulho de Darcy, constrói sua opinião e decide odiá-lo por toda a eternidade. E é daí que se constrói este clássico.

Eu amo a Jane Austen. Já disse isso? A reflexão que se passa por minha cabeça é como um livro do século XVIII (mas publicado no XIX, detalhes à parte) consegue ser tão dinâmico. Cada um dos amigos que conhecemos na estória tem uma personalidade inconfundível. Ora divertida e fútil, como a de Mrs. Bennet, ora esperta, como a de Lizzie, ou tola, como a de Lydia, talvez resignada, como de Mr. Bennet. A verdade é que não dá pra sentir tédio. Sempre tem algo acontecendo, algum fato que contribuirá com o resto do enredo e o desfecho deste romance mais que amado. Viajaremos pelas paisagens e propriedades da parte rural da Inglaterra, com seus bosques e colinas, seus costumes e tudo que pode agradar uma aficionada por antiguidades como eu.

Orgulho e Preconceito está na minha lista de livros preferidos, assim como sua adaptação de 2005 com Keira Knightley e Matthew Macfadyen. Só tenho elogios para um clássico que mostra o poder feminino tanto em sua personagem principal, Elizabeth Bennet, que não se deixa levar pelas convenções de casamento por dinheiro, e em sua autora, Jane Austen, em uma época em que as mulheres poderiam ser vistas como frágeis e incapacitadas.

Concluo esta resenha com uma declaração: Obrigada, Lady Catherine de Bourgh, e principalmente, Mr. e Mrs. Gardiner. Sem vocês, a história de nossa Lizzie não seria tão feliz.

Informações sobre o livro
Título: Orgulho e Preconceito
Título original: Pride and Prejudice
Autora: Jane Austen
Editora: Nova Fronteira (edição Saraiva Pocket)
Páginas: 374






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[Resenha] Os 13 Porquês - Jay Asher



Avaliação: 3/5
Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta de que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, ela explica que 13 motivos a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
Você já viu algum colega seu zoar com outro. Você provavelmente já implicou com alguém, pelo menos uma vez. Você já viu alguém sozinho, no canto, alguém da sua escola que parecia não ter muitos amigos. Mas uma coisa você não viu, não escutou e, provavelmente, não procurou saber: o que se passa por dentro do coração daquela pessoa.

Os 13 Porquês vai contar a história de Hannah, sim. Apesar de Clay ser o protagonista, quem aqui conhecemos é Hannah. Uma menina que decidiu se suicidar. E o motivo ela irá nos contar pelas suas 13 fitas. 

Leitura rápida, extremamente rápida. As 256 páginas passam voando, e apesar de saber que não adianta nada, você ainda torce pra que Hannah desista. Pra que alguém, por favor, perceba pelo que aquela garota está passando. E mais importante: é um choque de realidade para que você, que está lendo isto agora, percebe que no seu círculo de conhecidos, ou mesmo de amigos, há alguém que sofre muito, vem acumulando tudo dentro de si, e em algum momento, ela poderá não aguentar mais. Foi isso que Os 13 Porquês me mostrou. Procure nos olhos de quem você conhece algo escondido. Ele pode estar gritando por ajuda, mas o grito mais barulhento que existe é aquele feito no silêncio. 

Informações sobre o livro
Título: Os 13 Porquês
Título original: Thirteen Reasons Why
Autor: Jay Asher
Editora: Ática
Páginas: 256
Skoob
Comprar: Cultura ♥ Saraiva
Série: -
Adaptações cinematográficas: Filme já com produtores e roteiristas. O papel de Hannah Baker será interpretado por Selena Gomez. Mas, pelo visto, mais nada saiu.





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[Resenha] A Escolha - Kiera Cass


Avaliação: 3/5
A Seleção mudou a vida de trinta e cinco meninas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria encontrar-se em qualquer lugar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima de seu final e as ameaças de fora das paredes do palácio se tornam mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página da seleção, este best-seller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou em uma viagem cativante ... Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas muito depois da última página é virada.
E, então, a trilogia da Kiera Cass, sucesso de vendas, chegou ao fim. E as capas bonitas também, o que é um erro. Um erro muito grande. Enfim, a verdade é que não tem como falar do último livro de uma série ou trilogia sem falar dos livros em geral. Mas vamos começar.

A partir daqui, você pode ter spoilers, amigão. Se quiser saber mais sobre os anteriores, leia as resenhas de A Seleção e A Elite, cujos links estarão abaixo.

A Escolha vai concluir o que já sabíamos, e, infelizmente, não é nem um pouco surpreendente. A Seleção não é uma trilogia distópica; é uma trilogia romântica. Esqueça os rebeldes, os ataques. Tudo isso passa batido. O que é bem chato, já que eu esperava mais. Queria ver fogo, destruição, revoluções, gente! Uma coisa bem... deixa eu ver... distópica? Não era essa a proposta? É tão difícil assim casar uma distopia com um romance? Ela não seria a primeira a fazer isso! Já deu certo antes!

Quanto ao romance, nenhuma surpresa, apenas America e sua leve estupidez aparecendo, sabe. Não senti falta de nenhuma resposta... Devo ser desatenta, mas não vi nenhum nó atado. Tenho quase certeza que vi em outras resenhas algumas pessoas comentando que a Kiera deixou de responder algumas perguntas. 

Por mais que pareça que eu detestei o livro, não foi o caso. Continuo achando o romance super fofo, o livro super viciante, e um ótimo entretenimento, no tipo de livro que guardo as melhores lembranças. Mas quando vejo algum livro sob a categoria "distopia", espero algo grandioso, revolucionário, e não foi o que aconteceu, e acabou sendo uma expectativa não alcançada. De qualquer forma, cumpriu seu papel em me desligar da realidade e afirmar novamente como eu amo o mundo da leitura.

Informações sobre o livro
Título: A Escolha
Título original: The One
Autora: Kiera Cass
Editora: Selo Seguinte
Páginas: 352
Trilogia: A Seleção (The Selection)
1. A Seleção (The Selection)
2. A Elite (The Elite)
3. A Escolha (The One)

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[Resenha] Calafrio - Maggie Stiefvater


Avaliação: 1/5

Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um lobo e sobreviveu ao ataque de uma alcateia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas - uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo. Tudo que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.

Ora, ora, se não é um romance sobrenatural. Seguinte, galera: eu não tenho nada contra ficção. Na realidade, gosto muito e sinto falta de ler uma boa fantasia, que é um dos meus gêneros preferidos. Mas acho que coisas com lobos não são muito minha praia.

Calafrio ou Shiver, de acordo com o título original, conta a história de Grace, uma adolescente que vive ao lado de uma floresta e que ama o inverno, e principalmente, os lobos que aparecem durante esta época do ano. O porquê de tudo isto será descoberto conforme a leitura, que, hã, eu não recomendo.

Eu me senti lendo Crepúsculo, e nunca nem li a série da Stephanie Meyer! Mas é uma melosidade, e olha que eu gosto de coisas românticas! Eu não curti é essa necessidade doentia que alguns personagens demostram quando se trata da vida amorosa. Meu amigo, ou no caso, minha amiga, aquela criatura não é tua vida. Enquanto as pessoas colocaram tudo que têm em seus parceiros amorosos, elas serão incrivelmente infelizes, porque pessoas são propícias a erros! É uma ficção, etc, tem gente que gosta, mas pra mim, realmente não funcionou. Sem falar que o livro foi bem chato, e só no final houve mais alguma emoção. 

Por fazer um tempinho que li, não me recordo bem da narrativa, mas tenho uma vaga impressão que achei as descrições de Maggie, definidas por alguns como "poéticas", meio forçadas, sabe? Como se ela tivesse fazendo questão de criar uma "prosa poética". 

Acho que tudo isso que eu disse foi o bastante. Obrigada por lerem a resenha e não deixem de comentar o que acharam!

Informações sobre o livro
Título: Calafrio
Título original: Shiver
Autora: Maggie Stiefvater
Editora: Agir
Páginas: 348
Skoob
Comprar: Saraiva ♥ Fnac ♥ Cultura
Série: Calafrio (Shiver)
1. Calafrio (Shiver)
2. Espera (Linger)
3. Sempre (Forever)
Adaptações cinematográficas: a produtora Unique Features associada a Warner Bros comprou os direitos do filme. (Fonte: Blog Family More)


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[Resenha] A Outra Vida - Susane Winnacker


Avaliação: 4/5
O mundo de Sherry — de uma hora para outra — mudou completamente. Por causa de um vírus muito contagioso, as pessoas que ela costumava conhecer, e quase todas as pessoas de sua cidade, Los Angeles, na Califórnia, se transformaram em mutantes assustadores. Esses mutantes têm uma força excessiva, são ágeis, o corpo é coberto de pelos, eles lacrimejam um líquido imundo e… comem gente! Portanto, não há muito o que fazer — talvez tentar fugir — quando se encontra algum deles. A não ser que você tenha ao seu lado a força e a determinação de um jovem como Joshua. Joshua perdeu uma irmã para os mutantes e sua raiva é tão grande que ele seria capaz de vingar todos aqueles que perderam alguém para as criaturas. No entanto, para que esta revanche aconteça, é preciso prudência. Afinal, até que ponto a disseminação deste vírus foi uma coisa realmente natural? Que poderosos interesses estão por trás desta devastação? E será que Joshua e Sherry conseguirão ter a cautela necessária para lutar contra as criaturas justo agora que seus corações estão agitados pelo começo de uma paixão?
Este livro foi uma cortesia da Editora Novo Conceito.

Sherry está há três anos sem ver a luz do Sol. Uma epidemia atacou uma parte dos Estados Unidos, e o governo mandou que todos se escondessem. Ela não se sabe até aonde a doença chegou, nem o que está acontecendo lá fora. Mas um dia, a comida acaba, e ela e seu pai tem que sair do abrigo que lhe conferia segurança para buscar seu sustento. Um mundo e possibilidades assustadoras esperam por ela do lado de fora, e nós vamos descobrir tudo isto com ela.

Uma epidemia. O homem perdeu seu lado humano e agora é uma espécie de zumbi. Zumbi? Confesso que essa ideia não me pareceu muito atrativa, à princípio. Não era chegada a essa história de uma galera morta que volta pra vida, mas A Outra Vida, felizmente, não me decepcionou nesse quesito. A verdade é que o ser humano aqui não é um zumbi, porque ele nem chega a morrer; é uma espécie de animal, à la "Eu sou a Lenda", o filme que tem como ator principal o Will Smith.

A semelhança não incomoda muito, pois o livro se prova único. Sua respiração acelera, e é impossível não entrar no ritmo de suspense e de não saber o que está por vir que Sherry vive. A curiosidade ataca: por que todos os rádios pararam de funcionar? Onde estão os militares? Onde está o governo? Onde estão os conhecidos? O que está acontecendo?

Definitivamente, o ponto que mais chamou minha atenção foi o ritmo rápido do livro. Mas também encontramos romance. Eu achei meio forçado, porque do nada, Sherry e o rapaz que ela conhece, Joshua, estavam andando de mãos dadas e... Apaixonados? Se pelo menos a autora tivesse mostrado as qualidades e os motivos pelos quais eles se apaixonaram, sabe? Quanto aquele mistério que está por trás de tudo, eu não achei tão surpreendente. Acho que poderia ser algo mais grandioso, mas mesmo assim, a leitura foi muito boa. 

Bem, agora aguardo a continuação, e espero - e acredito, não sei - que teremos um desenvolvimento mais impactante.

Informações sobre o livro
Título: A Outra Vida
Título original: The Other Life
Autora: Susane Winnacker
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Skoob
Adaptações cinematográficas: -



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[Resenha] Claro que te amo! - Tammy Luciano


Avaliação: 2.5/5
Piera tem certeza: está cometendo a maior loucura da sua vida ao assistir, escondida, ao casamento de seu ex-noivo. Depois de seis anos de relacionamento, entrar de penetra na comemoração foi tudo que André deixou para ela. E olhar a cena não a faz feliz, mas encerra uma fase de sua vida. Hora de recomeçar. Mas como recomeçar se seu coração está cheio de dor? Envolver-se com a história de Piera é como descobrir que sempre há um lado muito bom a ser revelado… Mesmo que tudo pareça tão difícil.
Este livro é uma cortesia da Editora Novo Conceito.

"Claro que te amo!" vai contar a estória de Piera, uma jovem brasileira que após namorar durante 6 anos com o aparente amor da sua vida, termina por culpa de uma traição e demora a sair de dentro do poço. Como se não fosse o bastante, sua mãe desaparecida a vida inteira resolve aparecer, provocando confusão e muitas incertezas. Mas mesmo o lado ruim, pode trazer um lado bom...

Gente, o que dizer de um livro médio? "Claro que te amo!" foi um livro bem mais ou menos. Uma estória de amor nunca é demais, mas o que aconteceu foi que eu não me encantei nem um pouco por essa. Comum e muitas vezes forçada, a relação entre Piera e o que aparece na sua vida não me emocionou, apesar de não conseguir abandonar o livro. 

As conversas de Piera e suas amigas, que deveriam ser divertidas, para mim não tiveram muito valor. Devo dizer que a parte que mais merece atenção é a relação familiar da protagonista: ter que conviver com a realidade de uma mãe que a abandonou e agora retorna: o que sentir? O que fazer? Perdoar? E, claro, a relação dela com seu pai, um amor e uma cumplicidade que ultrapassa todas as barreiras - podem crer, todas as imagináveis.

Bem, acho que não foi bem minha praia. Quero ler Garota Replay para ter uma noção mais clara da escrita da autora, e acho que o outro livro seria mais meu tipo. Até!

Informações sobre o livro
Título: Claro que te amo!
Título original: Claro que te amo!
Autora: Tammy Luciano
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Comprar: Cultura ♥ Fnac ♥ Submarino
Adaptações cinematográficas: -






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