Mostrando postagens com marcador Jane Austen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jane Austen. Mostrar todas as postagens

[Resenha] Orgulho e Preconceito - Jane Austen (Releitura)

Quer saber o que eu achei na minha primeira leitura? Clique aqui. Bem estranha, mas o que o tempo não faz?


Avaliação: 5/5
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.
Eu, sinceramente, me impressiono com minha capacidade de mudar de opinião. Como, em uma primeira leitura, eu pude ter uma opinião tão mais ou menos, e na segunda, simplesmente amar, amar e amar ainda mais o livro? E eu tinha consciência que amava essa história, não me entendam mal. É que eu sou estranha. Enfim, considerem esta resenha, não a anterior. 

Pra quem tem preguiça de ler sinopses como eu, aqui vai um resumo do livro. A família Bennet, moradora de Longbourn, recebe vizinhos inesperados na propriedade de Netherfield. O simpático Mr. Bingley e sua irmã, Caroline, e Mr. Darcy, que se acha superior demais para se comunicar com qualquer um daqueles seus vizinhos. Bingley e Jane, a filha mais velha (e mais doce, incapaz de ver o mal em qualquer um) da família Bennet, logo se dão bem. Já Elizabeth, ou Lizzie, de personalidade e gênio fortes, após conhecer o orgulho de Darcy, constrói sua opinião e decide odiá-lo por toda a eternidade. E é daí que se constrói este clássico.

Eu amo a Jane Austen. Já disse isso? A reflexão que se passa por minha cabeça é como um livro do século XVIII (mas publicado no XIX, detalhes à parte) consegue ser tão dinâmico. Cada um dos amigos que conhecemos na estória tem uma personalidade inconfundível. Ora divertida e fútil, como a de Mrs. Bennet, ora esperta, como a de Lizzie, ou tola, como a de Lydia, talvez resignada, como de Mr. Bennet. A verdade é que não dá pra sentir tédio. Sempre tem algo acontecendo, algum fato que contribuirá com o resto do enredo e o desfecho deste romance mais que amado. Viajaremos pelas paisagens e propriedades da parte rural da Inglaterra, com seus bosques e colinas, seus costumes e tudo que pode agradar uma aficionada por antiguidades como eu.

Orgulho e Preconceito está na minha lista de livros preferidos, assim como sua adaptação de 2005 com Keira Knightley e Matthew Macfadyen. Só tenho elogios para um clássico que mostra o poder feminino tanto em sua personagem principal, Elizabeth Bennet, que não se deixa levar pelas convenções de casamento por dinheiro, e em sua autora, Jane Austen, em uma época em que as mulheres poderiam ser vistas como frágeis e incapacitadas.

Concluo esta resenha com uma declaração: Obrigada, Lady Catherine de Bourgh, e principalmente, Mr. e Mrs. Gardiner. Sem vocês, a história de nossa Lizzie não seria tão feliz.

Informações sobre o livro
Título: Orgulho e Preconceito
Título original: Pride and Prejudice
Autora: Jane Austen
Editora: Nova Fronteira (edição Saraiva Pocket)
Páginas: 374






Continue lendo

[Resenha] Razão e Sensibilidade - Jane Austen


Avaliação: 4/5
Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem - Elinor e Marianne Dashwood - quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen - enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.
Depois de assistir, ler e amar Orgulho e Preconceito (ação que continuo a praticar), Jane Austen entrou pra lista de autores mais conceituadas pra mim. Foi o bastante pra tomar a decisão de ler todas as suas obras durante o ano de 2013. Ano passado li duas das três obras mais conhecidas dela: Persuasão e Orgulho e Preconceito, e agora, Razão e Sensibilidade.

O livro conta a história de Marianne e Elinor Dashwood, duas irmãs que após a morte do pai, começam a ter que viver de forma mais humilde, ao se mudarem para um chalé. Lá, suas personalidades serão expostas, levando-nos à apreciar mais uma das obras de Jane, envolvendo romance, ironia, e muitos Mr. e Mrs.

Acredito que não dá pra fazer um 'resumão' de um livro da Jane sem entregar a história. As coisas acontecem aos poucos, são sutis. Não é como falar de um livro que tem apenas uma premissa, de onde a história vai se desenvolver. São livros que falam sobre as pessoas da época, os costumes, o que é uma das coisas mais legais. Os romances são bonitinhos e a princípio podem até parecer previsíveis, o que Jane mostra que não é verdade.

O mais complicado de ler livros antigos é justamente a linguagem. É mais formal, sem falar que essa mania de chamar todos pelo sobrenome pode ser muito confusa. Confesso que fiquei o livro inteiro sem saber quem era quem, ou qual a diferença de uma Mrs. pra outra. Acho que no fim eu descobri (acho, né), sem falar que houve um momento que a história ficou realmente cansativa. Minhas esperanças nas personagens morreram, mas ainda bem que surgiram novamente, quando Jane deu uma desviada no caminho anterior. Acredito que ela é muito inteligente, e é engraçado pensar que esse era o propósito dela: nos enganar. Isso serve pra tirarmos na nossa cabeça que livros clássicos são chatos, antiquados ou previsíveis. Ela nos prova o contrário, certo?

Acho que todos devem dar uma chance pra essa autora. Nunca poderemos ler todos os livros do mundo, mas alguns (como é o caso dos livros da Jane) valem à pena ser lidos. São leves, e sem contraindicação. Falem nos comentários qual a opinião de vocês sobre este livro, se já tiverem lido, ou mesmo sobre a própria autora. Espero que tenham gostado!

Informações sobre o livro:
Título: Razão e Sensibilidade
Título original: Sense and Sensibility
Autor: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 298
Preço: Cultura - Saraiva - Leitura - Estante Virtual - Fnac
Adaptações cinematográficas: Existem diversas adaptações, mas a mais conhecida é a dirigida por Ang Lee, com atuações de Emma Thompson e Kate Winslet.




Continue lendo

[Resenha] Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína - recompensada, ao final, com uma felicidae que não lhe parecia possível na classe que nasceu.
Elizabeth Bennet é a segunda de cinco filhas da nervosa Mrs. Bennet e do "figura" Mr. Bennet. Um dia chega a notícia em sua vizinhança de que Mr. Bingley iria alugar uma casa lá, além de ele ser solteiro e rico. Esse fato fez Mrs. Bennet ficar alerta, ela sendo louca pra casar suas filhas. Além de Mr. Bingley, a família conhece um tal Mr. Darcy, que após apenas um baile perceberam ser um rapaz desagradável, inclusive para Elizabeth. Darcy é um homem distante com os desconhecidos, que demonstra um desdém por pessoas de fora. O que Lizzie não sabe é que por trás do orgulho de Mr. Darcy e do seu preconceito, poderia se iniciar uma relação e descobrir mais sobre ele.

Orgulho e Preconceito é o livro mais conhecido da autora inglesa Jane Austen. Quando eu vi a adaptação com a Keira Knightley fiquei apaixonada pelo filme, principalmente pelo Mr. Darcy, seu rosto lindo e distante, seus olhos azuis e o amor secreto que ele escondia. A princípio eu não tinha muita vontade de ler o livro, mas depois de um tempo queria muito ler. Li, gostei e não me arrependo.

A história é tão diferente dos romances atuais. Para alguns pode parecer que não tem dinâmica, que a Jane Austen escreve demais, que o livro é chato. Bem, realmente não é super movimentado, mas eu não me arrependo de tê-lo lido. É uma história única, totalmente clean (e vocês sabem que eu comento às vezes sobre o livro conter cenas de sexo, etc), ou seja, livre pra todos os públicos. Digo, nesse ponto, mas duvido que uma criança queira ler esse livro. É uma relação que não necessita de um monte de palavras de amor durante o livro todo pra se tornar linda. As partes que eu mais gostava eram as que Mr. Darcy estava presente, e claro que tinham algumas cenas mais sem graça, mas como já disse, não me arrependo de tê-lo lido, e recomendo. É um livro que todas as mulheres - e os homens, se quiserem - deveriam ler.

Informações sobre o livro
Título: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Editora: Saraiva Pocket
Páginas: 374
Avaliação:




Continue lendo

© Incantevole, AllRightsReserved.

Designed by ScreenWritersArena