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[Resenha] Réquiem - Lauren Oliver


Réquiem é o último livro da trilogia Delirium de Lauren Oliver. Este post pode conter spoilers dos dois livros anteriores, Delírio e Pandemônio, cujas resenhas você pode ler aqui e aqui.

Depois de gostar bastante dos dois livros anteriores, chegou a hora do desfecho dessa trilogia que surpreendeu pela originalidade do plot. Uma sociedade onde o amor é uma doença e tem cura, mas, que não é aceita por todos. E é disso, principalmente, que Réquiem vai tratar, utilizando a linha narrativa de Pandemônio. Dessa vez, porém, temos duas narradoras: se em Delírio era apenas a Lena, em Pandemônio era a Lena de antes e a Lena de depois, em Réquiem, as narradoras são Lena e  Hana. A primeira narra do ponto de vista da Selva; a segunda, prestes a casar-se, mostra como é a vida entre os curados. A alternância dos dois pontos de vista foi genial, levando a dinamicidade do enredo ao próximo nível. Você acompanha a história dos dois lados, o que fica especialmente interessante no final do livro, quando os eventos são rápidos.

A autora foi inteligente ao fazer realmente uma distopia, ao contrário de outros livros como a Seleção; o foco é predominante na luta e na revolução, e apesar de o livro tratar da "doença" do amor, o romance ficou em segundo plano. Apesar disso, foi bem trabalhado durante a leitura, o que é bom. Seria ótimo, no entanto, se não acontecesse o que aconteceu no final, no qual Oliver não encerrou a história como deveria. Veja bem, eu entendo que não é necessário que tudo acabe perfeitinho e com um lacinho vermelho pra enfeitar, que o futuro sempre será incerto, mas ela poderia ter feito melhor.

SPOILER DO LIVRO
Me incomodou bastante o fato de ela não ter encerrado o romance da Lena. Apesar de termos uma pista de com quem a mocinha vai ficar, ela não mostrou como o outro reagiu a isso, o que me irritou profundamente. Afinal, eu queria muito saber como a protagonista resolveria essa questão e por que foi do jeito que foi.
FIM DO SPOILER

Quanto ao desenvolvimento das personagens, a protagonista só se torna mais e mais forte. Apta à luta, não quer saber de ficar parada. Julian também se torna um guerreiro, o que me faz admirá-lo bastante, além de ser super compreensivo com a confusão de Lena. Alex me irritou. Sinceramente, não lembro o que eu achava dele em Delírio, mas sei que a partir de Pandemônio comecei a torcer muito para que Lena escolhesse o primeiro (e, não, não vou dizer quem ela escolheu ou se escolheu algum)

Apesar dos prós e contras, a trilogia me agradou muito e acho que Lauren Oliver soube trabalhar muito bem naquilo que ela se propôs a realizar. É uma distopia de mão cheia, que só poderia ter sido melhor se o leitor tivesse uma melhor noção do que acontecia no resto do país. Sinto que a narração era muito focada no grupo da Selva, então a revolução não alcançou um maior dinamismo. Esse problema seria facilmente resolvido com algumas menções aos Inválidos escutando rádio ou lendo um jornal perdido, informando-se do que acontecia em outras cidades.
Bem, foi isso. Espero que tenham gostado! Deixe sua opinião nos comentários!
Informações sobre o livro
Título: Réquiem
Título original: Requiem
Autora: Lauren Oliver
Páginas: 304
Skoob
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[Resenha] Pandemônio - Lauren Oliver


Avaliação: 3.5/5

Pandemônio é o segundo livro da trilogia Delírio. Esta resenha pode conter spoilers do primeiro livro, Delírio.

Em Pandemônio, encontramos novamente com Lena. Porém, é uma Lena mudada. Após fugir com Alex de Portland e pular a cerca, ela se encontra sozinha na Selva, sendo desconhecido o paradeiro daquele que a infectou com a amor deliria nervosa. Ao chegar em sua nova casa, Lena precisou aprender a sobreviver, dividir e principalmente, amadureceu. Aos poucos, ela vai descobrindo o que existe além da cerca de sua cidade, e como ela pode participar desse além. Ela se junta à resistência, e é colocada para estudar em uma escola na cidade de Nova York. É lá que ela conhece Julian, filho de uma autoridade do movimento que luta contra o amor.

Faz muito tempo que li Delírio, mas felizmente, o que eu lembrava deu pra levar o livro com maior tranquilidade. Uma coisa que eu provavelmente não tinha notado anteriormente é a escrita poética de Lauren Oliver, que por vezes é bonita, por vezes parece meio forçada. Além do mais, ela sabe usar muito bem a expectativa, ajustar o texto de uma maneira que você fica tenso. Na verdade, esse livro é muito dinâmico, o que é ajudado pela sequência dos capítulos: um capítulo retrata a vida de Lena antes, na Selva, e o seguinte retrata sua vida já como participante da resistência. Aparecem novos personagens, e apesar de não ser tão forte como no primeiro, a sociedade sem amor se torna um pesadelo para aqueles que lêem. Sem amor, não há humanidade. Não há beleza, não há alegria, apenas cobiça e automatismo. E isso, essa perspectiva, é uma das coisas que mais gosto nos livros dessa trilogia.

 COMENTÁRIO COM SPOILER 
Gente, quanto ao romance da Lena com Julian, eu não sei direito o que achei. Eu não tinha esses ships todos dela com o Alex, e acho que prefiro mais ela com o Julian. Eu nunca pensei que diria isso, porque pra mim, é regra que num triângulo amoroso se fique com o primeiro amor. Mas Delírio, junto com outras distopias que li, provam o contrário. Apesar disso, acho que não me agrada muito o fato de Julian ser tão sensível, sabe? Por vezes, parece uma criança. Tudo bem que o meio no qual cresceu não ajudou muito, mas isso me deixou meio agoniada. E a cena dele observando a Lena tomando banho não é romântica, mas esquisita. 
FIM DO TRECHO COM SPOILER

Eu não lembrava se gostava da Lena ou não em Delírio, porque não tinha muito o costume de atentar nas personagens, e sim no enredo. Na verdade, ainda não tenho esse costume todo, que precisa ser treinado. Mas com a leitura deste segundo livro, gostei dela. Tirando o fato que ela criticava os membros da ASD e do governo por serem frios e matarem as pessoas sem compaixão, em nome de uma ideia, mas de vez em quando ela torrava de ódio e queria que todo mundo morresse. Achei isso meio contraditório.

Bem, de qualquer forma foi um livro que gostei, e que tem um cliffhanger gigantesco no final. Tava só esperando fazer essa resenha pra ler sua continuação, Requiem, ou correria o risco de misturar as histórias. E você, já leu algum livro dessa trilogia? Não esqueça de deixar seu comentário!

Informações sobre o livro
Título: Pandemônio
Título original: Pandemonium
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 304


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[Série] Delirium - Pilot (1x1) - Disponível por tempo limitado


Série: Delírio
Título original: Delirium
País de origem: EUA
Avaliação do episódio: 2.7/5

Link assistido (sem legenda)

Acredito que a maioria aqui já sabe que a Hulu disponibilizou o pilot do projeto de série de Delirium, ou Delírio, no Brasil, trilogia distópica da autora Lauren Oliver, publicada pela Intrínseca (resenha aqui). Na história, a protagonista Lena vive em um mundo onde o amor é considerado uma doença, chamada amor deliria nervosa, e os jovens com 18 anos passam por um cirurgia para nunca se apaixonarem. Lena espera ansiosamente por essa cirurgia. Ou, melhor, esperava.

Infelizmente, a série não foi comprada, vulgarmente falando, e ficamos apenas com um pedacinho dela. E estou aqui para falar minha opinião. 

Quem leu minha resenha, vai ver que eu gostei bastante do livro. Ainda não li Pandemônio e muito menos Réquiem, mas vendo este "primeiro episódio", qualquer um que leu apenas o primeiro volume percebe que ele foi todo colocado em 40 minutos de episódio. E tem gente se apaixonando. Em 40 minutos. Vocês acham que dá pra alguém convincentemente desenvolver uma relação via tela em tão pouco tempo? E isso é um problema. Por outro lado, outras pessoas comentaram e eu concordo: é necessário algo que chame atenção pra série, um cliffhanger, e isso que eles precisaram fazer, colocar algo super corrido. Não apenas esse romance, mas personagens que entram apenas em Pandemonium, por exemplo, entrando no piloto de Delirium.


Lena, a protagonista, é interpretada por Emma Roberts, um caso complicado pr'eu falar. Ainda não decidi se, pra mim, ela atua bem ou não. Alex, por Daren Kagasoff, Julian, por Gregg Sulkin e Hana por Jeanine Mason. E já vi algumas pessoas reclamando porque a atriz que faz a Hana não é loira. Come on, people. Isso é realmente importante? A não ser que ela tenha algum super poder que dependa dos seus cabelos loiros, o que não é o caso, contanto que a atriz atue bem, não vejo problemas. Também não tenho opinião formada sobre ela. Sou daquelas mais imersa no enredo que na atuação.

Algo que me incomodou foi como as pessoas já vacinadas agiam. O livro deixava claro como elas eram frias, não compartilhavam nem de gentilezas. E isso que me fez gostar tanto de Delírio. Ele mostra como o amor que move tudo. E o pilot não mostrou isso. Basta qualquer um assistir pra notar. Já a ambientação e outros detalhes ficaram muito bons, como: a colina que olha pra praia, o prédio da Shh, os passeios de bicicleta, as corridas de Lena e Hana. Mas também percebemos mudanças não apenas na ordem dos fatos, como a aparição de Julian, mas no que o próprio livro dizia.

Apesar de tudo, eu acho chato que tenha sido cancelada. Eu assisto pouquíssimas séries. Gosto mais de filmes e livros, que prendem mais minha atenção, então essa seria uma boa pra eu ter mais uma no meu Banco de Séries. Tomara que eles mudem de ideia.

E vocês, o que acharam?

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Na minha caixa de correio #1

Tudo bem com vocês, leitores? Bem, em outro post falei em considerar a ideia de unir o Na minha caixa de correio com o Na minha estante para não ter que fazer dois vídeos e bem, aqui estamos! Vou tentar postar dias de sábado ou domingo, mesmo hoje sendo segunda-feira.Tem coisas que eu já tenho faz um tempo e até já li, mas como estava há séculos sem mostrar nada, aqui estão os livros:
1. Box Jogos Vorazes, comprado no Submarino (resenha)
2. Delírio, comprado no Submarino (resenha)
3. Você está sendo vigiado, cortesia da Editora Arqueiro 
4. Dias de chuva e tempestade, cortesia da Editora Arqueiro 
5. Nunca diga adeus, cortesia da Editora Arqueiro (resenha)
6. O Rei do Ferro, comprado na lojinha da Editora Underworld 
7. O Filho de Netuno, ganhei da minha madrinha (não está nas fotos individuais)















Fotos dos livros reunidos
                                   
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[Resenha] Delírio - Lauren Oliver


Avaliação: 4/5
Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?
Lena, uma menina de 17 anos, que mora em Portland, conta os dias para sua intervenção. Processo em que ela finalmente ficará livre do amor deliria nervosa. Essa doença que assombra sua família, que deixou marcas, uma doença repelida pelas pessoas. Ela não vê a hora de estar livre e ser feliz. Quando ela passar por essa intervenção, será pareada a um rapaz, terá filhos e uma família. 
Não gosto de pensar que continuo andando por aí com a doença em meu sangue. Às vezes sou capaz de jurar que posso senti-la se movendo por minhas veias como algo estragado, tipo leite azedo. Isso faz com que me sinta suja, me faz pensar em crianças pirracentas, em resistênca, em meninas doentes raspando o chão com as unhas, arrancando os cabelos, babando. (pág. 7)
Até que um dia ela se apaixona por Alex, que esconde um segredo. Ela começa a descobrir o amor, esse sentimento que preenche o seu coração, a faz sentir única e feliz, estando ao lado dele. E prefere morrer a passar pela intervenção.
Abro a boca e digo:
- Eu também amo você.
(pág. 295)
Dentre as personagens, Hana, a melhor amiga de Lena, é uma das melhores, juntamente com Gracie. Gracie, apesar de não falar praticamente nada, é uma gracinha! Hana é divertida, uma pessoa boa, engraçada, aspirante da liberdade de poder viver, e não viver repreendida pelas garras do sistema que impede que as pessoas amem. Gostei muito dela. Lena também não é ruim, apesar de ter aquela fragilidade e ir se fortificando com o passar da história. 

Uma das coisas que eu mais gostei no livro foi perceber como era a vida das pessoas curadas. Ver que o amor é o que move tudo. É incrível como as pessoas que passaram pela intervenção são frias, vivem numa vida "mesma", sem a alegria que o amor proporciona. Não apenas no ponto de vista romântico, mas o amor que move as famílias, os amigos, que nos faz sentir bem. Ver como as pessoas sem amor são frias, não demonstram sentimentos, não têm apego a nada. Uma sociedade sem amor é simplesmente inconcebível.
Por um segundo ficamos paradas ali, piscando uma para outra, e em seguida ela estende os braços em minha direção. Tenho certeza de que vai me envolver em um abraço, como nos velhos tempos, ou, ao menos, me apertar com um dos braços.
Em vez disso, ela simplesmente tira uma mecha de cabelo de minha testa.
O livro é muito bom. Devemos ler com algo em mente: isso é o início de uma trilogia. É uma introdução. Nele, descobrimos um pouco de como funcionava a vida de Lena, as personalidades de algumas personagens, como era a sociedade sem o amor. No fim, temos um começo do segundo livro da trilogia, "Pandemônio", e é claro que dá vontade de ler, saber o que acontece a seguir. Mas teremos que esperar.
Mas não apenas eu. Tudo parece lindo. A Shhh diz que o deliria altera a percepção, compromete a capacidade de raciocinar com clareza e impede julgamentos corretos. Mas ela não diz o seguinte: o amor transforma o mundo inteiro em algo maior. Mesmo o lixo, brilhando no calor, um amontoado enorme de sucata, plásticos derretidos e sujeira, parece estranho e milagroso, como um mundo alienígena transportado para a Terra. À luz da manhã, as gaivotas empoleiradas no teto da prefeitura parecem ter sido cobertas com uma tinta branca espessa; quando elas se destacam sob o céu azul-claro, penso que nunca vi nada tão intenso, claro e bonito. 
Eu super recomendo o livro, é muito bom. Vamos, Lauren, nos surpreenda com os próximos!

Informações sobre o livro
Título: Delírio
Autora: Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Páginas: 342 
Preço: Cultura ♥ Saraiva ♥ Submarino



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