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[Resenha] Cidades de Papel - John Green


Avaliação: 2/5
Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.
Não importa quanto eu me esforce, John Green não nasceu pra ser meu autor preferido, nem pra estar entre eles. Depois de ler todos os quatro livros mais famosos dele, ACEDE, QEVA, OTK e, agora, Cidades de Papel, percebo que, definitivamente, não temos muita química. Mas nem tudo que ele faz eu desgosto. Esclarecerei o porquê.

Cidades de Papel contará a história de Margo Roth Spiegelman e Quentin, conhecidos por serem vizinhos e por uma história compartilhada na infância. Após anos e anos, suas vidas voltarão a se cruzar, e de uma forma bem curiosa. Durante uma noite, Margo chama Q para uma aventura. E no dia seguinte, ela some. 

Certo, é essa a premissa. Não contarei mais pra não dar spoiler, já que o livro é basicamente isso. Uma coisa que acho extremamente irritante e que não foi a única vez que vi nos livros do João Verde, foi essa mania de nerds se apaixonarem por uma menina extremamente complexada, popular ou não. Foi de um estereótipo pra outro. Se antes, era a menina nerd que se apaixonava pelo popular da escola, só fizemos inverter os papéis. Esse amor do Colin e no caso deste livro, do Quentin, parece mais uma carência interna do que amor, sério mesmo.

Por outro lado, se detestei Alasca, gostei mais de Margo - desculpa comparar os livros, é que eles têm uma certa semelhança -, e essa personagem que me fez não detestar tanto o livro. Suas reflexões são mais que verdadeiras, e amei suas alegorias com as tais cidades e pessoas de papel. Sério. Me vi pensando com ela, são belas verdades, como as que citarei abaixo. Ela não se ateve a pensamentos românticos e bonitinhos, ou mesmo trágicos, e sim, reais. Sobre a efemeridade da vida e como nos importamos tanto com que não é fundamental. Que passaremos o resto das nossas vidas apenas buscando, nunca conseguindo. Aquela velha história do empresário que morre, e se arrepende por não ter aproveitado o que ele tanto lutou para conseguir.
Você sabia que na maior parte de toda a história da humanidade, a expectativa média de vida foi inferior a trinta anos? Você podia contar com mais ou menos um dez anos de vida adulta, certo? Não havia planos de aposentadoria. Não havia planos de carreira. Não havia planos. Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. Mas aí a expectativa de vida começou a aumentar, e as pessoas começaram a ter mais e mais futuro, e a passar mais tempo pensando nele. No futuro. E agora a vida se tornou o futuro. Todos os momentos da vida são vividos no futuro: você frequenta a escola para entrar na faculdade para arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal e mandar os filhos para a faculdade para que eles consigam arrumar um bom emprego para comprar uma casa legal para mandar os filhos para a faculdade.

Mas outras reflexões me pareceram sem sentido, e somado ao cansaço que eu já estava, era quase impossível entendê-las. Chega um ponto que a narrativa fica lenta e sempre na mesma, e as descobertas que Q faz se tornam desinteressantes. Sem falar nas piadas, é claro. Claro que tem coisa muito engraçada, mas tem baixaria, ou seja, piadas imorais e eu não entendo porque os autores insistem nisso. Parem. Isso não faz nossa mente crescer em nada, poxa. É muito irritante. 

Era isso. Desculpa pela revolta! O que acharam? 

Informações sobre o livro
Título: Cidades de Papel
Título original: Paper Towns
Autor: John Grenn
Editora: Intrínseca
Páginas: 361
Skoob
Comprar: Cultura ♥ Fnac ♥ Saraiva ♥ Submarino
Adaptações cinematográficas: Confirmação por parte da 20th Century Fox. Equipe de produção igual a de ACEDE. Sem decisão de diretor ainda. Alguns afirmam que Nat Wolff, o mesmo que faz Isaac, será o escolhido para interpretar Quentin.



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[Resenha] Tipo Destino - Susane Colasanti


Avaliação: 2/5
Lani e Erin são melhores amigas, embora não tenham muito a ver uma com a outra. Lani é uma taurina tranquila e Erin é a impetuosa leonina. Uma adora Astrologia (e outras artes adivinhatórias também) e ficar em casa; a outra gosta de pessoas e baladas. Suas preferências — incluindo pizzas e meninos — são bastante diferentes, ou eram, até que Erin começou a namorar Jason… Assim que Lani conheceu o namorado de Erin, sentiu uma enorme conexão com ele. Uma sensação de que já se conheciam a vida toda. E, apesar de acreditar que ele sentia o mesmo, ela sempre soube que Jason estava fora de cogitação, afinal, ele era quem ele era! Ela decidiu ignorar seus sentimentos. Não importava o quanto quisesse ficar perto de Jason, nada a demoveria da ideia de se manter distante dele. Então, Erin viajou durante todo o verão… 
Este livro foi uma cortesia da Editora Novo Conceito.

Tipo Destino vai contar a história de Lani, uma adolecente que leva uma vida comum. Sua personalidade inclui basicamente astrologia e crer no destino. Sua melhor amiga, Erin, conheceu um garoto e começou a namorá-lo: Jason. O problema é que Lani sentiu uma atração quase imediata por ele. Ela nunca poderia trair a melhor amiga... Mas ela viajou.

Pela sinopse, eu não poderia esperar nada diferente de um livro que falasse sobre muita Astrologia, mas sim, eu esperava. Bem, esperava que não fosse tanto por esse lado, né. Mas a Lani sendo a principal, não deu outra. Aconteceu que o livro não teve nada a ver comigo, que não acredito nem em signos nem em destino. Tudo que ela falava não passava de palavras e palavras sem nenhum significado mais profundo.

O único ponto que poderia ser mais universal seria essa história: o namorado da minha melhor amiga. Devo dizer que é realmente uma sensação bem complicada. Acho que cada caso é um caso, e acho melhor não abrir discussões do tipo "eu faria tal coisa".

Bem, a leitura foi rápida, mas eu definitivamente não me apeguei ao livro. É bem adolescente mesmo. Não é que eu não goste de livros adolescentes, mas este tema realmente não foi a melhor escolha. 

Foi isso. Comentem o que acharam da resenha, se já leramt o livro ou algo mais da autora! Até mais!

Informações sobre o livro
Título: Tipo Destino
Título original: Something Like Fate
Autora: Susane Colasanti
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Skoob
Comprar: Cultura ♥ Fnac ♥ Submarino 
Adaptações cinematográficas: -




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[Resenha] Os Adoráveis - Sarra Manning


Avaliação: 2/5
Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” pelo e Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos. Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável. Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso). Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “ex” — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ¬ ficaram pela primeira vez.

Este livro é uma cortesia da Editora Novo Conceito.

Jeane é uma blogueira do Adorkable, uma página famosa e sobre estilo de vida. Ela realmente acredita que todas as outras pessoas, com exceção dos dorks, são cegos e guiados por modas. Ela seria, então, única, e quer ficar longe de todas as pessoas que interferem nessa sua singularidade. O que ela não esperava era que a pessoa mais comum do mundo exercesse algum tipo de influência sobre ela, por causa de uma ficada. 

Esperava um livro leve e divertido. O que me foi apresentado, na realidade, foi um monte de valores errados mascarados de diversão. Perdão, mas devo ser sincera. Essa arrumação, como os cearenses dizem, de ficar por ficar sempre vai ser considerada, por mim, como uma coisa errada. E é exatamente o que o livro mostra. Jeane e Michael ficam uma vez, e por impulso, começam a usar seus corpos apenas pelo mero prazer. Eu definitivamente não levei na esportiva, já que as leituras devem ser filtradas e delas retirado o que é bom. E devo dizer que de Os Adoráveis, não consegui uma grande quantidade de "suco".

Mas, espera, espera. O livro de todo não foi ruim. Pelo contrário, este suco, mesmo sendo pouco, estava cheio de vitaminas. A história consegue abrir nossos olhos pra uma mania atual: as pessoas querem tanto, tanto, ser diferentes, exclusivas e "cultas", que deixam de viver para manter uma imagem. Quantas pessoas se recusam a ouvir certo tipo de música, de ler certo tipo de livro, porque faz parte das "massas"? Porque todo mundo lê? O que a gente acaba não percebendo é que essa mania de ser diferente faz com que você perca algumas coisas realmente legais da vida e acabe sendo igual a todos - a todos que querem ser diferentes.

Achei que a estória foi bem fluida e rápida. Quanto à diagramação, eu realmente não gostei da capa. Achei mal feita, e acho que uma capa minimalista com um I ♥ Dork, por exemplo, ficaria linda. E mesmo a capa original! Acho que o trabalho de fazer montagens foi desnecessário, porque às vezes basta uma coisa simples pra ficar bonito. A letra estava em bom tamanho.

Bem, gente, era isso. Me digam o que acharam da resenha e até mesmo do livro! Até mais!

Informações sobre o livro
Título: Os Adoráveis
Título original: Adorkable
Autora: Sarra Manning
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Comprar: Cultura - Fnac - Submarino
Adaptações cinematográficas: -







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[Resenha] Uma Longa Jornada - Nicholas Sparks


Avaliação: 3/5
Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele. Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra diversos momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial e seus efeitos sobre eles e suas famílias. Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga a um rodeio. Lá, é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição. Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade. Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família. Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado. Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder. Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida.
Este livro foi uma cortesia da Editora Arqueiro.

Uma Longa Jornada (título escolhido pelos parceiros, até onde eu sei, mas obrigada, obrigada) vai contar a estória de Ira, Luke e Sophia. Três pessoas que têm apenas uma coisa em comum: um amor muito forte em suas vidas.

Sophia acabou de terminar com seu namorado. Impelida por um amiga, decidiu ir a um torneio, pra ver se o tempo ficava menos nublado. É quando ele aparece, querendo tirar satisfações, e fica agressivo. E então, surge Luke: um grande caubói, que a defende e fica automaticamente interessado por ela. 

Ira ama uma mulher. Apesar de não estar mais com ele, isso nunca mudou. Agora ele está preso dentro de um carro, com membros fraturados, e assim começou a repensar sobre sua vida com sua amada.

Definitivamente, não sou uma leitora assídua do Nicholas Sparks. E começo a pensar que talvez seus livros não sejam a melhor pedida para mim. Eu esperava um drama mais excessivo em Uma Longa Jornada, mas o que achei foi um romance, que apesar de ter sua cota de tristeza, não foi o bastante para virar totalmente inesquecível. Não me entendam mal: eu acredito no amor. Mas não consigo deixar de pensar que os romances do Sparks fazem parte de uma fórmula para conquistar todas as mulheres do mundo, que sonham em encontrar o cara perfeito. Nada no enredo do livro me chamou muito a atenção, mas não posso negar que li rapidamente, ou seja: o livro me prendeu.

Não houve nada de novo, e mesmo tendo lido apenas 2 livros do Nicholas (Querido John e O Casamento), senti que qualquer outro livro que eu lesse daria no mesmo, só mudando os nomes dos personagens, e, claro, da doença. Mas acredito que não apenas Uma Longa Jornada, mas todos os livros do Nicholas têm uma mensagem em comum: o poder do amor.

Informações sobre o livro
Título: Uma Longa Jornada
Título original: The Longest Ride
Autora: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 368
Comprar: Cultura ♥ Fnac ♥ Submarino ♥ Saraiva
Adaptações cinematográficas: -



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[Resenha] Corações Feridos - Louisa Reid


Avaliação: 4/5
Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte... Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade?
Este livro é uma cortesia da Editora Novo Conceito.

Hephzibah e Rebecca. Gêmeas. Linda, viva.  Triste, medrosa. As duas irmãs não poderiam ser mais diferentes, compartilhando apenas algo em comum: vivem sob o mesmo teto. Juntas, elas guardam um segredo. Seus pais não são o que todos da comunidade pensam. Elas o conhecem muito bem. Infelizmente.

Independentemente do que esperava do livro, fui encurralada por estas páginas. A história das irmãs me deixava chocada, curiosa, com raiva. Raiva de Hephzibah, pena de Rebecca. Tão ingênuas, tão perdidas! Até agora não sei bem o que dizer, já que o livro é realmente único. Não tem como enquadrá-lo em uma categoria geral, porque é O livro Corações Feridos. Todos os relatos e a sutileza com que eles são apresentados são incríveis, surpreendentes, tocantes. Ela fala de uma forma que não entrega totalmente o fato, bem subjetiva, mas no fundo, no fundo, você sabe o que é e fica chocado. Rouba mesmo a nossa atenção.

Como eu disse acima, Hephizibah me irritou. Mas é que ela nunca teve alguém que a educasse, que se importasse mesmo com ela. E Rebeca... Pobre Rebecca!  Tanto sofrimento para uma garota só! Para uma pessoa que não tinha nenhuma noção, que passou toda sua vida sendo tratada como pior que lixo! É inacreditável! 

Nunca havia lido nada da autora. Ao iniciar o livro, já tinha uma ideia sobre o que mais ou menos seria: fanatismo religioso. Li, li, li, e dava poucas pausas, devido a narrativa fluida de Reid. Já me preparei para ataques, porque toda vez que alguém mete religião em algo, é para criticar. Mas o que me surpreendeu é que ela não criticou a religião; pelo contrário, em alguns pontos, até a defendeu.

A mais importante reflexão que o livro trouxe é: o que será que se passa naquelas aparentes famílias felizes? Será que todo mundo é o que aparenta? E o que aquelas irmãs passaram me pareceu tão terrível, que não é possível que isso aconteça. Mas o pior: acontece! E a gente nem sabe. E eu não posso falar muito, porque, afinal, vocês que não leram nem sabem do que estou falando! Mas... leiam. É importante que nós tenhamos noção e consciência. E eu peço a Deus que proteja e dê consolo a todos os jovens que passam por algum tipo de sofrimento como este. Porque ninguém merece, mesmo. Terror físico e psicológico.

Informações sobre o livro
Título: Corações Feridos
Título original: Black Heart Blue
Autora: Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
Páginas: 256 
Comprar: Cultura ♥ Fnac ♥ Submarino
Adaptações cinematográficas: -




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[Resenha] Uma questão de segundos - Harlan Coben

Esta resenha pode conter spoilers do primeiro livro da série de Mickey Bolitar. Para ler a resenha do mesmo, clique aqui.

Mickey Bolitar nunca teve uma vida normal. Até os 15 anos, ele morou em diversos países por causa do trabalho beneficente dos pais. Quando, por fim, os três se estabeleceram nos Estados Unidos, o pai morreu em um acidente de carro e a mãe acabou internada em uma clínica de reabilitação. Forçado a morar com seu tio Myron, Mickey descobre que está sendo vigiado por uma organização secreta chamada Abrigo Abeona e começa a investigá-la.
Este livro é uma cortesia da Editora Arqueiro.

Ok, aqui estamos de novo com o problema da sinopse. Tive que cortar um pedaço daquela disponível no Skoob, porque ela simplesmente te fala o que acontece no livro. Então, não leiam.

Harlan Coben, também conhecido como mestre das noites em claro, nos presenteia com mais um de seus romances policiais. Dessa vez, Mickey Bolitar, sobrinho de Myron Bolitar, tem sua vez como um "investigador não declarado". Com a ajuda de seus amigos Ema e Colherada, vai tentar descobrir o que está acontecendo.

"O que está acontecendo" pode ser uma expressão muito superficial, mas é porque não tem como especificar. São várias coisas acontecendo simultaneamente: um mistério específico do livro (assim como Refúgio focou no caso de Ashley, esse foca em outro); Abrigo Abeona, Dona Morcega e Carniceiro de Lodz; vida de Ema, entre outros. 

De acordo com Dona Morcega ou Lizzy Sobek, o pai de Mickey está vivo. A foto em que o terrível Carniceiro de Lodz aparece mostra um rosto conhecido. É o mesmo homem que disse à Mickey, no momento do acidente, que Brad Bolitar, seu amado pai, havia morrido.

A narrativa de Harlan é extremamente rápida. Logo você lê 100 páginas, e a ação e o ritmo não as abandonam. É aquele tipo de livro que você chega no fim de um capítulo ou parte de capítulo e a última frase é impactante a ponto de você fazer questão de ofegar (eu, particularmente, porque meus irmãos também gostam desses livros e eu queria deixá-los curiosos). Uma coisa que você tem que fazer é não tentar adivinhar nada, porque não adianta: a resposta não vai ser o que você pensava.

Nesse livro conhecemos melhor a paixão de Mickey pelo basquete, sabemos mais sobre Ema e uma coisa acontece com Colherada. É claro que não vou falar o que é, mas gosto de deixar o mistério no ar para forçá-los a ler. O livro não enrola e deixa vários pontos para serem descobertos e aprofundados no próximo livro, então, Harlan Coben, apressa aí! 

Informações sobre o livro:
Título: Uma questão de segundos
Título original: Seconds Away
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 222
Preço: Cultura - Saraiva - Fnac - Submarino
Adaptações cinematográficas: -
Série: Mickey Bolitar
2. Uma questão de segundos
Avaliação:

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[Resenha] O Menino do Pijama Listrado - John Boyle

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os Judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. "O Menino do Pijama Listrado" é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.
Holocausto. Pergunte a qualquer um que é. A grande maioria vai saber. "Foi o extermínio dos judeus feito pelo Hitler", todos dirão quando você perguntar. E mesmo sendo um assunto tão triste, é um dos que mais me interesso. Vejo filmes e mais filmes relacionados à esse tema, mesmo sabendo o peso que dá no coração de ver aquilo e não poder mudar, a raiva dos nazistas, a vontade de... de... nem sei bem o que. "O Menino do Pijama Listrado". Eu vi o filme antes de ler o livro. É um filme triste, muito, muito triste. Tentei ler o livro já há algum tempo, mas não peguei o ritmo. Dessa vez, li todinho. E foi uma leitura maravilhosa.

Bruno tem 9 anos. Mora em uma grande casa de 5 andares, com um corrimão que vai lá de cima até baixo, no qual ele escorrega pela casa toda e tem que parar em pé, ou perde 5 pontos, como ele mesmo diz. Um dia, encontra Maria, a criada da sua casa - que sempre está com a cabeça baixa e não fala muito, ele não sabe bem por que - arrumando suas coisas. Ele teria que se mudar de Berlim e da casa que tanto gostava, o que realmente não o agradou. Ao chegar na nova casa e olhar pela janela, vê um lugar enorme, rodeado por cercas de arame farpado com pessoas todas vestidas com um pijama listrado. Que inveja, pensa ele. Eles têm amigos pra brincar. Eu não. Até que ele conhece um desses meninos, que é estranhamente magro e fica sentado todos os dias de frente a uma cerca.

Provavelmente vocês já ouviram falar nesse livro, porque ele é muito bem falado. E é verdade. É um livro simples e maravilhoso. Em momento algum o autor diz o que está se passando. E isso é o mais interessante. A história é toda no ponto de vista de uma criança de 9 anos, que não sabe o que está se acontecendo. Uma criança ingênua e pura, que não entende por que aquelas pessoas são separadas deles, por que o trabalho do pai é tão importante, ou por que a sua avó desaprova tanto o que seu pai está fazendo. O autor faz apenas "indicações", que nós, conhecedores do assunto, sabemos o que é. Uma chaminé nesse campo estranho, que pra ele é apenas uma chaminé, mas todos nós sabemos muito bem o que é. Bruno não entende por que o soldado amigo do seu pai trata Pavel, um criado, tão mal. Pra ele, todos nós merecemos respeito. Afinal, qual o problema com aquele homem? Ele não sabe que milhões de pessoas estão sendo exterminadas, que uma guerra enorme está acontecendo, não entende por que em Berlim ele tinha que apagar as luzes perto de escurecer, não entende. Mas nós, sim.

Mesmo sabendo o final da história, o desenvolvimento vale toda a leitura, mas é claro que quem não sabe o que acontece vai aproveitar muito mais. O Holocausto é um assunto que nunca poderá ficar antigo, por que é algo grandioso e terrível demais pra que seja esquecido, e é importante que nos lembremos sempre pra não permitirmos que aconteça novamente. Não apenas com judeus, mas com todos os povos e raças, pois todos nós somos iguais e temos direito à vida e a sermos respeitados, independente de opiniões adversas. 

Recomendo muito a leitura, e agora deixo vocês com alguns quotes pra sentirem um gostinho do livro:

   "Não estou falando deles", disse Bruno. "Quero saber daquelas pessoas que vejo da minha janela. As que moram nas cabanas, lá longe. Estão todas com as mesmas roupas."
   "Ah, aquelas pessoas", disse o pai, acenando com a cabeça e sorrindo levemente. "Aquelas pessoas... Bem, na verdade elas não são pessoas, Bruno."
   "E então um dia as coisas começaram a mudar", ele prosseguiu. "Eu voltei da escola, e minha mãe estava costurando braçadeiras para nós, feitas de um tecido especial, e desenhando uma estrela sobre cada uma delas. Como esta." Usando a ponta do dedo, ele reproduziu o desenho no chão poeirento.
   "E sempre que saíamos de casa, ela dizia, tínhamos de usar uma daquelas braçadeiras."
  "Meu pai também usa uma", disse Bruno. "Em seu uniforme. É bem bonita. É de um vermelho brilhante, com um desenho branco e preto feito por cima." Usando a ponta do dedo ele reproduziu o outro desenho na poeira do chão do seu lado da cerca.
   "É, mas elas são diferentes, não?", disse Shmuel.
   "Ninguém jamais me deu uma braçadeira", disse Bruno.
   "Mas eu nunca pedi para usar uma delas", disse Shmuel.
   "Mesmo assim", disse Bruno, "acho que bem que eu gostaria de usar uma. Não sei qual delas eu preferiria, se a sua ou a do meu pai."
Página 113
   "Polônia", disse Bruno, pensativo, medindo a palavra na língua. "Não é tão boa quanto a Alemanha, é?"
Shmuel franziu o cenho. "Por que não?", perguntou ele.
   "Bem, porque a Alemanha é o maior de todos os países, respondeu Bruno, lembrando-se de algo que ouvira o pai comentar com o avô em certo número de ocasiões. "Somos superiores."
Página 101
Informações sobre o livro:
Título: O Menino do Pijama Listrado
Autor: John Boyle
Editora: Cia das Letras
Páginas: 188
Adaptações cinematográficas: The Boy in the Striped Pyjamas, por Heyday/Miramar em Budapeste, entre abril e julho de 2007. Elenco principal de Asa Butterfield, Jack Scanlon, David Thewlis, Vera Farmiga, Rupert Friend. - Trailer

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