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[Resenha] Dançando sobre cacos de vidro - Ka Hancock

Atenção! Se você não quiser spoilers, não leia a sinopse. 


Avaliação: 5/5
Lucy Houston e Mickey Chandler não deveriam se apaixonar. Os dois sofrem de doenças genéticas: Lucy tem um histórico familiar de câncer de mama muito agressivo e Mickey, um grave transtorno bipolar. No entanto, quando seus caminhos se cruzam, é impossível negar a atração entre eles. Contrariando toda a lógica que indicava que sua história não teria futuro, eles se casam e firmam – por escrito – um compromisso para fazer o relacionamento dar certo. Mickey promete tomar os remédios. Lucy promete não culpá-lo pelas coisas que ele não pode controlar. Mickey será sempre honesto. Lucy será paciente. Como em qualquer relação, eles têm dias bons e dias ruins – alguns terríveis. Depois que Lucy quase perde uma batalha contra o câncer, eles criam mais uma regra: nunca terão filhos, para não passar adiante sua herança genética. Porém, em seu 11° aniversário de casamento, durante uma consulta de rotina, Lucy é surpreendida com uma notícia extraordinária, quase um milagre, que vai mudar tudo o que ela e Mickey haviam planejado. De uma hora para outra todas as regras são jogadas pela janela e eles terão que redescobrir o verdadeiro significado do amor. Dançando sobre cacos de vidro é a história de um amor inspirador que supera todos os obstáculos para se tornar possível.
Este livro foi uma cortesia da Editora Arqueiro.

Dançando sobre cacos de vidro foi um livro que trouxe muito mais que eu poderia imaginar. Pedi mais porque minha irmã é louca para ser psiquiatra, e quando eu disse a ela que a Arqueiro tinha lançado um livro que tinha um personagem bipolar, ela me mandou solicitar. E foi uma escolha muito boa, podem ter certeza. Obrigada, Ester!

Lucy estava em sua festa de 21 anos quando conheceu Mickey, que por acaso estava paquerando sua irmã. Foi uma atração instantânea. Ela deu seu número de telefone e ele nunca ligou. Um dia, ela estava na lanchonete do hospital e o avista. Voltaram a se falar, e uma conversa superficial levou a algo mais sério: Lucy descobre que Mickey tem transtorno bipolar. Daí, uma relação complexa e desafiadora começa, incluindo o fato de que não apenas Mickey tem uma luta para travar. Lucy tem o câncer de mama nos genes.

Chegando o momento que eu tenho que dizer o que achei da história, acho que resumiria dizer: eu amei. Ok, ok, tenho que falar mais sobre esse livro maravilhoso. Vamos ao primeiro ponto: Ka Hancock não era escritora. Ela, na verdade, é uma enfermeira com especialização em psiquiatria que escreveu seu primeiro livro. Sério, quem diria! Com uma capacidade de sensibilizar e transpôr sentimentos, ninguém acreditaria que ela é uma novata. 

O livro alterna entre o ponto de vista dos dois: Lucy e Mickey, o que é simplesmente perfeito, porque podemos entender o que se passa na cabeça de cada um. Sofremos pelo casal, torcemos por eles, e ainda queremos acreditar que de alguma forma as coisas tomarão outra direção. Eu sabia que bipolaridade era mais que simplesmente uma pessoa que fica mudando de humor - ter uma irmã aspirante à psiquiatra ajuda nisso -, mas com essa leitura, tive uma visão muito mais profunda: eu via pelos olhos não de um profissional, mas de alguém que passa pelas dificuldades do transtorno bipolar. Talvez nenhum livro de Medicina explicasse tão bem. Sério, Ka, você foi maravilhosa.

Gente, e esse enredo? É muito sofrimento! E é uma coisa que não é difícil de acontecer. Câncer de mama é muito comum nos dias de hoje, então a estória não se torna tão surreal. Lucy é uma personagem extremamente forte, não parecendo nem um pouco com Mickey, que tanto pela tristeza quanto pela doença, afunda cada vez mais. 

Dançando sobre cacos de vidro tem de tudo: drama, romance, amor familiar, amizade, amor maternal, o dilema da morte e lágrimas. Sem falar em um ponto que vai para a espiritualidade, já que a morte é uma realidade não tão distante para uma pessoa com câncer. Lucy, inclusive, tem a capacidade de enxergar a Morte. Quando aquele vulto se aproxima, ela sabe que tem alguém perto de morrer. Tudo bem que eu não compartilho inteiramente da mesma fé de alguns personagens, mas isso não foi um empecilho que me fizesse deixar de admirar esta obra. Afinal, eu também creio que as coisas não acabam quando morremos. Existe uma vida além, e suas ações durante a vida terrena vão determinar onde será essa vida.

Sério, leiam esse livro. Lindo, ensina sobre o amor: sobre permanecer juntos, mesmo nas adversidades. É disso que se trata. A perfeição não existe, não até o âmbito humano (com exceção de Jesus, Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem), e o casamento muito menos. É sobre lutar a cada dia, não desistir, porque se você casou com essa pessoa, é porque algum dia você a amou tanto que foi capaz não de ser cego ante aos defeitos dela, mas sim decidir que eles são mero detalhe comparados ao amor.

Acho que a resenha foi um pouco longa, mas o livro foi muito bom. Espero que tenham gostado! Não deixem de comentar!

Informações sobre o livro
Título: Dançando sobre cacos de vidro
Título original: Dancing on broken glass
Autora: Ka Hancock
Editora: Arqueiro
Páginas: 330
Comprar: Cultura - Fnac - Submarino - Saraiva
Adaptações cinematográficas: -




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[Resenha] Uma Longa Jornada - Nicholas Sparks


Avaliação: 3/5
Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele. Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra diversos momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial e seus efeitos sobre eles e suas famílias. Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga a um rodeio. Lá, é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição. Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade. Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família. Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado. Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder. Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida.
Este livro foi uma cortesia da Editora Arqueiro.

Uma Longa Jornada (título escolhido pelos parceiros, até onde eu sei, mas obrigada, obrigada) vai contar a estória de Ira, Luke e Sophia. Três pessoas que têm apenas uma coisa em comum: um amor muito forte em suas vidas.

Sophia acabou de terminar com seu namorado. Impelida por um amiga, decidiu ir a um torneio, pra ver se o tempo ficava menos nublado. É quando ele aparece, querendo tirar satisfações, e fica agressivo. E então, surge Luke: um grande caubói, que a defende e fica automaticamente interessado por ela. 

Ira ama uma mulher. Apesar de não estar mais com ele, isso nunca mudou. Agora ele está preso dentro de um carro, com membros fraturados, e assim começou a repensar sobre sua vida com sua amada.

Definitivamente, não sou uma leitora assídua do Nicholas Sparks. E começo a pensar que talvez seus livros não sejam a melhor pedida para mim. Eu esperava um drama mais excessivo em Uma Longa Jornada, mas o que achei foi um romance, que apesar de ter sua cota de tristeza, não foi o bastante para virar totalmente inesquecível. Não me entendam mal: eu acredito no amor. Mas não consigo deixar de pensar que os romances do Sparks fazem parte de uma fórmula para conquistar todas as mulheres do mundo, que sonham em encontrar o cara perfeito. Nada no enredo do livro me chamou muito a atenção, mas não posso negar que li rapidamente, ou seja: o livro me prendeu.

Não houve nada de novo, e mesmo tendo lido apenas 2 livros do Nicholas (Querido John e O Casamento), senti que qualquer outro livro que eu lesse daria no mesmo, só mudando os nomes dos personagens, e, claro, da doença. Mas acredito que não apenas Uma Longa Jornada, mas todos os livros do Nicholas têm uma mensagem em comum: o poder do amor.

Informações sobre o livro
Título: Uma Longa Jornada
Título original: The Longest Ride
Autora: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 368
Comprar: Cultura ♥ Fnac ♥ Submarino ♥ Saraiva
Adaptações cinematográficas: -



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[Resenha] O Casamento - Nicholas Sparks


Avaliação: 3.5/5
Após quase 30 anos de casamento, Wilson Lewis é obrigado a encarar uma dolorosa verdade: sua esposa, Jane, parece ter deixado de amá-lo, e ele é o único culpado disso. Viciado em trabalho, Wilson costumava passar mais tempo no escritório do que com a família. Além disso, nunca conseguiu ser romântico como o sogro era com a própria mulher. A história de amor dos pais de Jane, contada em Diário de uma paixão, sempre foi um exemplo para os filhos de como um casamento deveria ser. Diante da incapacidade do marido de expressar suas emoções, Jane começa a duvidar de que tenha feito a escolha certa ao se casar com ele. Wilson, porém, sente que seu amor pela esposa só cresceu ao longo dos anos. Agora que seu relacionamento está ameaçado, ele vai fazer o que for necessário para se tornar o homem que Jane sempre desejou que ele fosse. Em O Casamento, Nicholas Sparks faz os leitores relembrarem a alegria de se apaixonar e o desafio de se manterem apaixonados.
Meu primeiro comentário é: definitivamente, este livro não é a continuação de Diário de uma paixão. A única coisa em comum é um personagem, e não faz diferença se você conhece a história anterior ou não. Ainda bem, porque não havia lido o livro, e da mesma forma, O Casamento foi uma experiência encantadora. 

Jane e Wilson são casados há quase 30 anos, e o longo tempo de convivência acabou por tornar a vida banal e fria. Ele nunca foi muito romântico, e ela aprendeu a sobreviver calada. Depois de uma cena que Wilson não gostaria de presenciar, ele começa a se perguntar se sua mulher ainda o ama, e o que pode fazer para resolver a situação.

Acredito que não tenha pensado muito sobre o que o livro se tratava. Consegui-o e comecei a ler. Realmente, o Nicholas até merece todos aqueles elogios. O cara consegue fazer um romance água-com-açúcar que toda menininha vai amar. A leitura me arrancou sorrisinhos bobos, aumentou minha vontade de casar e ser mãe, e ainda é ótimo para refletir. Mais uma vez, os livros me ensinam que o tempo não pode ser perdido. Tudo o que você faz tem consequências, e claro, tudo que você não faz

Não há muito o que se comentar, porque o livro não gira em torno de um grande acontecimento, e sim de algo que pode acontecer com qualquer casal que não se lembra de sempre manter sua relação bem. Nesses momentos que é importante ter Deus como base de um casamento, e essa convicção só aumenta, principalmente ao observar o casamento dos meus pais. Mas, bem, isso é outra história! 

Informações sobre o livro:
Título: O Casamento
Título original: The Wedding
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Preço: Cultura ♥ Saraiva ♥ Fnac
Adaptações cinematográficas: -




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[Resenha] O duque e eu - Julia Quinn


Avaliação: 1/5
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Este livro foi uma cortesia da Editora Arqueiro.

Meu primeiro romance histórico! Acho que tinha visto uma blogueira falar sobre esses livros, e que seriam lançados pela Arqueiro. Quando vi que haviam saído, fui logo solicitar o meu. Eu já amava filmes dessa época (e ainda amo), então achei que realmente gostaria dessa estória.

Daphne Bridgerton é uma jovem que debutou há pouco tempo, então é hora da sua mãe buscar por um marido. Ela começa a andar por bailes para conhecer os pretendentes, mas sempre sob o olhar de seus irmãos mais velhos. Uma noite, depois de ser perseguida mais uma vez por um rapaz que não para de implorar pela sua mão, ela esbarra com o duque de Hastings. Ele se sente atraído por ela e pelo seu jeito diferente de ser, e ela começa a se sentir atraída por ele. Cansados dessa vida de buscar por maridos, no caso de Daphne, e ser seguido por mães que buscam maridos para suas filhas, no caso do duque, eles decidem armar um plano: irão fingir que estão interessados um pelo outro para se livrarem por um tempo. O duque previu que fingindo estar interessado por Daphne, os outros rapazes veriam o que estavam perdendo e a cortejariam. O maior desafio foi o de Daphne: não se apaixonar por ele.

À princípio, eu gostei do livro. A personalidade de Daphne, o provável romance, a época, a própria escrita da autora. Mas o livro começou a se tornar detestável. O único interesse que o duque (ou Simon, como preferir chamá-lo) parecia ter em Daphne era sexual, e a autora não poupava descrições. Não sei se isso é uma característica dos romances históricos, mas acredito que sim. O livro teve cerca de 55% (ou mais) da sua história relacionada a sexo, sexo e mais sexo. Isso não me convence, porque eu não acredito que atração sexual seja romântico.

As desculpas de Simon Basset para evitar uma coisa que Daphne tanto queria no livro eram ridículas e egoístas, o que me fez concluir que ele é o extremo oposto de cara que eu gostaria na minha vida.

A história não me convenceu, a narração não me convenceu, o clímax não me convenceu, a autora não me convenceu. Não gostei do livro, e não recomendo para ninguém. Eu acho que não foi o tipo de leitura que te engrandece, sabe? Realmente, não rolou. 

Bem, era isso. Se você já tiver lido esse ou outros volumes da série (porque são 8, um pra cada membro da família Bridgerton, acredito eu), não esqueça de deixar seu comentário sobre ele e todos os outros livros, e também sua opinião sobre a resenha. Gostaria de saber o que vem por aí, para tirar conclusões sobre dar continuidade à leitura.

Informações sobre o livro:
Título: O duque e eu
Título original: The duke and I
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Preço: Saraiva ♥ Fnac ♥ Estante Virtual
Adaptações cinematográficas: -





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[Resenha] O destino do tigre - Colleen Houck

Essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. Para ler as resenhas, clique aqui.


Avaliação: 5/5
Com três profecias da deusa Durga solucionadas, agora resta apenas uma no caminho de Kelsey, Ren e Kishan para que a maldição seja quebrada. Mas o maior desafio do trio os aguarda: A busca pelo último presente de Durga – A corda de fogo – na Ilha Barren situadas na Baía de Bengala. Uma busca que ameaçará suas vidas. É uma corrida contra o tempo e o malvado feiticeiro Lokesh – neste ansiosamente aguardado quarto livro da série A Maldição do Tigre – colocará o bem contra o mal, testará laços de amor e lealdade, e , finalmente, revelará o verdadeiro destino do Tigre, de uma vez por todas.
Este livro é uma cortesia da Editora Arqueiro.

Quatro livros, quatro profecias, três livros de indecisão (o primeiro ainda não tem triângulo amoroso). A história dos dois príncipes indianos e da Kelsey chega ao seu (provável, ou quase fim. Parece que terá mais um livro, mas não sei) fim. Depois de muito tempo juntos, desbravando personagens das mitologias orientais, chegou a hora das escolhas finais. 

Depois de todas as aventuras da família Rajaram e Kelsey, chegou a última parte da profecia: conseguir a Corda de Fogo. Para isso, viajarão ao centro da Terra e conhecerão lugares inimagináveis, árvores de fogo, monstros e muito mais.

Essa é uma série complicada. Primeiro livro, não gostei muito. Segundo, é. Terceiro, já gostei mais. E o quarto, definitivamente, foi o melhor de todos! A mitologia finalmente ficou interessante (com direto até a Fênix). O mais legal é como a mitologia se mescla à vida da Kelsey. 

Acompanhar o fim do romance pode até ser um pouco irritante, mas sou uma menininha das 'brabas', como se diz no Ceará. Amei o romancezinho, e o fim é a coisa mais fofa do mundo! Acho que foi um fim excepcional pra uma série, e uma enorme fonte de cultura pela mitologia. Como todos os outros, a narrativa é leve, e o livro passa rapidinho. Amei a leitura, e se tiver mais um, pode mandar! 

Informações sobre o livro:
Título: O destino do tigre
Título original: Tiger's Destiny
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 393
Série: A Saga dos Tigres
Adaptações cinematográficas: -




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[Resenha] A Viagem do Tigre - Colleen Houck

Essa resenha pode conter spoilers. Para ler as resenhas de A Maldição do Tigre e O Resgate do Tigre, clique nos links.

Avaliação: 3/5
Perigo. Desolação.  Escolhas. A eternidade é tempo demais para esperar pelo verdadeiro amor? Em sua terceira busca, a jovem Kelsey Hayes e seus tigres precisam vencer desafios incríveis propostos por cinco dragões míticos. O elemento comum é a água, e o cenário de mar aberto obriga Kelsey a enfrentar seus piores temores.Dessa vez, sua missão é encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e tentar libertar seu amado Ren tanto da maldição do tigre quanto de sua repentina amnésia. No entanto o irmão dele, Kishan, tem outros planos, e os dois competem por sua afeição, além de afastarem aqueles que planejam frustrar seus objetivos. Em A viagem do Tigre, terceiro volume da série A Saga do Tigre, Kelsey, Ren e Kishan retomam a jornada emdireção ao seu verdadeiro destino numa história com muito suspense, criaturas encantadas, corações partidos e ação de primeira.
Kelsey já resolveu 2/4 da maldição de seus tigres, Ren e Kishan. Já procurou os presentes da deusa Durga, e agora seus amados príncipes já podem ficar 12 horas por dia na forma humana. Chegou a hora de enfrentar mais uma barreira para quebrar a maldição, mas dessa vez com um agente para complicar: Ren perdeu a memória. O amor da sua vida não se lembra mais dela. E agora? Esperar por Ren ou ficar com Kishan?

Acho que entendi. Finalmente entendi a história. Eu li os dois primeiros livros, mas não havia visto a história como um todo. Agora, em A Viagem do Tigre, eu consegui entender melhor o propósito dele, e por que eles faziam o que faziam. Por que se aventuravam para conseguir alguns objetos. Agora eu compreendi. Cada busca é um novo passo para quebrar a maldição, e durante esse passo, a relação do triângulo amoroso anda. Agora que entendi melhor a história, posso demonstrar minha opinião melhor. Acho que entendi um pouco tarde demais, mas vocês podem observar que minhas resenhas anteriores não se atenham tanto ao enredo. Pode parece ridículo, mas... é.

Kelsey, Ren, Kishan vão à procura de mais um presente de Durga com a ajuda de Sr. Kadam e Nilima: Um colar. Mas para achar esse colar, terão que enfrentar tempestades no mar, criaturas marinhas, e dragões. Nessa saga, a autora não se limita à mitologia híndi, mas também encontramos elementos da chinesa, como aconteceu neste livro. Enquanto isso, Kelsey tem que lidar com a dor de escolher entre Ren e Kishan: Ren não lembra dela, mas ela o ama ardentemente; Kishan a ama, mas o amor dela não é tão intenso quando comparado ao amor que sente por Ren. 

Minha opinião quanto esses livros se mostrou mais clara: eu não gosto tanto das partes de ação e aventura, e o fato de que a mitologia citada não me atrai muito não colabora pra que eu goste mais. Eu sou uma menininha, eu sei: eu quero saber como Kelsey vai terminar seu romance. Mas acho legal termos aventura, porque se não o livro ficaria muito irritante. Para muitos o triângulo amoroso é extremamente chato e repetitivo, mas eu confesso que já achei pior. O grande problema é que minhas opiniões, ao invés de ficarem totalmente do lado de Ren, começaram a se equilibrar: Ren ficou muito atirado, conquistador (o que não me agradou) e Kishan mostrou um lado doce e compreensivo com relação à Kelsey. Assim como o dela (mas bem menos, claro), nosso coração fica dividido. Mas ainda acho meio óbvio com quem ela vai ficar.

Tenho certeza que as pessoas que gostam de aventuras vão gostar desse ponto nessas histórias. Colleen consegue criar situações interessantes, com lutas, monstros, criaturas diferentes, o que acaba sendo uma ótima pedida pra quem gosta de histórias assim. Ela descreve sem tornar cansativo; até o que os personagens comem ela diz, mas de forma que não sirva como conversa jogada fora, e sim como complemento da história.

Olhando como um todo, até que eu gostei. Agora espero pela continuação, no mês que vem. Espero que tenham gostado da resenha!

Informações sobre o livro:
Título: A Viagem do Tigre
Autor: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 496
Preço: Cultura ♥ Saraiva ♥ Leitura ♥ Estante Virtual ♥ Fnac
Adaptações cinematográficas: 

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[Resenha] Julieta - Anne Fortier


Avaliação: 5/5
Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro. Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena. Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando. O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias. E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo. Instigante, repleto de romance, suspense e reviravoltas, Julieta – livro de estreia de Anne Fortier – nos leva a uma deliciosa viagem a duas Sienas: a de 1340 e a de hoje. É a história de uma lenda de mais de 600 anos que atravessou os séculos e foi imortalizada por Shakespeare. Mas é também a história de uma mulher moderna, que descobre suas origens, sua identidade e um sentimento devastador e completamente novo para ela: o amor.

Julie Jacobs é uma jovem que aos 3 anos perdeu seus pais e foi morar na casa de sua tia Rose, que nunca quis que suas sobrinhas-netas fossem para seu país natal, a Itália, e com Umberto, o mordomo dela. Passaram-se mais de 20 anos e Rose morre. Ao receberem o testamento, ela descobre que tudo ficou para sua irmã gêmea que sempre a ofuscou, Janice, e pra ela ficou apenas um papel que a instruía a ir para Siena e descobrir o que sua mãe havia deixado para ela. Uma caixa com papéis relacionados à Romeu e Julieta, mas por trás disso há muito mais, uma antiga maldição, um amor quase impossível e uma história espetacular. 

Pedi esse livro em parceria com a Editora Arqueiro (obrigada!) e já sabia que era uma adaptação de Romeu e Julieta, só não sabia que seria tão bom! O livro envolve romance com mistério, surpresas, e ainda mistura história com ficção, passado ao presente. Dessa vez a história não se passa em Verona, como Shakespeare fez, mas em Siena. Por que? Vocês irão descobrir lendo o livro.

Esse foi o primeiro livro que li de Anne Fortier, e ela escreve muito bem. Quando eu digo muito bem, não é brincadeira. Ela simplesmente deve ter nascido para ser escritora, porque realmente tem talento com as palavras. O livro tem um verdadeiro intricado, um mistério, que me fez ir dormir mais tarde do que eu deveria (como se eu dormisse cedo. Mas enfim, vocês entenderam). Você descobre coisas de alguns personagens que nunca imaginaria!

A diagramação está ótima, a letra em um bom tamanho, e capa é toda clássica. No início dos capítulos tem trechos que imagino que sejam de Romeu e Julieta.

Quanto aos pontos negativos, um pouco do que o livro envolve, algumas cenas mais "explícitas", mas continuei gostando muito. E também em relação à maldição. Talvez tenha sido falta de atenção minha, mas não sei se entendi bem os efeitos que ela teve sobre as famílias em geral.

- Não a compares com o Sol - advertiu o comandante Marescotti, caminhando até o boneco de palha para recolher suas flechas. - Sempre preferiste a companhia da Lua.
- Porque vivia numa noite eterna! É claro que a Lua tem que ser a soberana do infeliz que nunca fitou o Sol. Mas irrompeu a aurora, pai, envolta nos dourados e vermelhos do casamento, e é a alvorada da minha alma!

Bem, é isso. Até!

Informações sobre o livro
Título: Julieta
Autor: Anne Fortier
Editora: Arqueiro
Páginas: 448





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[Resenha] A Maldição do Tigre - Colleen Houck


Avaliação: 3/5

Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.

Recebi esse livro em parceria com a Editora Arqueiro. A diagramação e a revisão estavam ótimas, sem falar na arte da capa, com um laminado, a fonte meio em alto relevo, enfim, na parte física, o livro está de parabéns mesmo.

Kelsey Hayes é uma adolescente comum, que está procurando emprego no verão e acha um em um circo. Ela fará diversas coisas, mas dentre elas, terá a tarefa de tratar de um tigre branco dos olhos azuis, chamado Dhiren. Ela rapidamente sente uma espécie de simpatia, de ligação com ele, para depois descobrir que ele é um príncipe indiano envolto em uma maldição, e ela pode ser a pessoa especial capaz de quebrá-la - e de conquistar seu coração.

O que falar sobre esse livro? Apesar de não ser ruim, eu não achei grande coisa. Quando comecei a ler Percy Jackson não tinha muito interesse, provavelmente, mas me apaixonei pela mitologia grega. Já com a indiana, eu não consegui sentir uma ligação, e é algo presente na história, os deuses indianos, em algumas localidades onde a história se passa, nas personagens, é um marco. 

Algumas reflexões da protagonista eram extremamente irritantes, do tipo: "É o que, menina?", nada a ver. A autora deve ter colocado pra ter um conflito, mas eu não me convenci totalmente. Também achei que tinha uma dosezinha de sensualidade, que vocês já sabem, porque eu comento aqui sobre livros assim. Mas o que me resta é filtrar, retirar o que é ruim, e reter o que é bom. Acho que livros YA terão essa característica com frequência - infelizmente.

Informações sobre o livro
Título: A Maldição do Tigre
Autora: Colleen Houck
Páginas: 342
Preço: Cultura - Saraiva - Fnac - Submarino - Estante Virtual 
Série: A Maldição do Tigre
1. A Maldição do Tigre 
Adaptações cinematográficas: -







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De olho no preço #7



Como semana passada não tivemos De olho no preço, hoje o post vem bem recheado! Espero que vocês gostem! 

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Que tal? Eu queria muito Predestinados, e apesar de ter 4 dos 6 livros lançados do Percy (incluindo Arquivos do semi-deus) eu queria comprar um box pra tê-los novinhos! Mas essa não é a prioridade agora. Pra avaliarem um preço de um box ou de um conjunto de livros, dividam o preço pelo número de livros, pra saber quanto sairia o preço de um. Dependendo dele, você vê se vale a pena. O box do Percy, por exemplo, saiu por 60 reais, arredondando. Você faz a conta, e é como se cada livro saísse por 12 reais. Vale à pena ou não? Espero que vocês tenham gostado! Não deixem de participar da promoção que tá rolando no blog e de lerem e comentarem nas resenhas.
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[Promos e sorteios] Primeiro sorteio do blog!

Olá, belos! Tudo bem com vocês? Desculpem-me pela ausência no blog, mas é porque eu tô relendo um livro, as aulas voltaram e como ontem eu tinha muita tarefa pra fazer, não deu pra postar o De olho no preço. Mas a novidade de hoje é: o primeiro sorteio do blog! Sim, em parceria com a (maravilhosa) Editora Arqueiro, vamos sortear um exemplar do livro Refúgio, do autor Harlan Coben.

a Rafflecopter giveaway

• Vocês têm de hoje até o dia 30 de agosto para participar da promoção;
• Não deixem de seguir todas as regras;
• O ganhador receberá um email com as informações necessárias e terá até 3 dias para responder. Se passar do prazo e não responder, será feito um outro sorteio
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[Resenha] Você está sendo vigiado - Gregg Hurwitz


Patrick Davis tinha um sonho: ver seu nome nos créditos de um filme. Mas não imaginava o preço que teria de pagar por isso. Logo depois de vender seu primeiro roteiro a um estúdio, sua vida entra em colapso. Ele não consegue se firmar como roteirista de Hollywood e, para piorar, seu casamento mergulha numa crise. Misteriosamente, Patrick passa a receber DVDs com gravações dele e da esposa dentro de casa. Após descobrir câmeras escondidas, o casal procura a polícia. Dias depois começam as ligações e os e-mails anônimos, com instruções, que começa a seguir. Mas sua decisão se revela um erro. Logo ele se vê envolvido numa rede de intrigas que pode custar sua vida e a das pessoas que ama. Cada vez mais acuado, Patrick percebe que só há uma saída: superar seus inimigos ocultos no próprio jogo deles. Eletrizante da primeira à última página, Você está sendo vigiado foi um enorme sucesso de crítica nos Estados Unidos, fazendo com que Gregg Hurwitz fosse apontado como uma das revelações do suspense, comparado a grandes mestres do gênero, como Harlan Coben.

"Você está sendo vigiado" é um dos lançamentos de junho de uma editora parceira nossa, a Arqueiro. Solicitei logo pra Isabella junto com outro livro e depois de um tempinho chegou aqui em casa. O primeiro livro que tinha lido em solicitação com a Arqueiro não foi muito bom, mas devo dizer que Você está sendo vigiado foi muito mais positivo.

Patrick Davis finalmente havia conseguido um contrato e vender um roteiro seu: "Você está sendo vigiado". O filme seria feito com um ator chamado Keith Conner, mas após uma suposta briga entre ele e o ator, ele foi dispensado. Se tornou professor, vivendo uma vida diferente da anterior.

Até que um dia ele recebe um DVD com imagens suas andando, escovando os dentes, coisas comuns. Ele acha estranho. Vai recebendo mais coisas, instruções e vai seguindo. Suas primeiras instruções envolviam ajudar duas pessoas. Na terceira, mesmo com a pressão de sua esposa para não ir, ele acaba indo, intrigado com a mensagem das pessoas que estavam por trás. Ele se vê no meio de um esquema muito bem planejado.

A leitura desse livro é predominantemente rápida, sabe? Li em dois dias. A diagramação da Arqueiro é bem simples, e acho que se eles dessem mais uns toques nela, o livro ficaria melhor do que já é. Achei alguns poucos erros ortográficos, eu acho, nada demais.

A história é bem construída. Tem umas coisas por trás que Patrick vive que ao começar a leitura você nem poderia imaginar. Mesmo, estar sendo vigiado é apenas um dos pontos da história. 

Gostei da história em si, da fluidez da leitura, e claro, fiquei torcendo por Patrick e sua esposa, Ariana. Eles são lindos e Patrick foi muito forte. Todo casal deveria ser forte assim. O fim do livro não é tão agitado quanto o resto por já estarmos sabendo o que acontece por trás do mistério de Patrick. 
Meus olhos se encheram de lágrimas. Tive a sensação de estar de volta ao altar da igreja, onde, diante de um padre, fizemos votos de que ficaríamos unidos pelo resto de nossas vidas, embora eu ainda não soubesse o verdadeiro significado daquelas palavras. (pág. 161)
Não vou falar muito mais para não soltar spoiler. Quer desvendar o que se passa na vida de Patrick e o por que de logo ele estar sendo vigiado? Você terá que ler para descobrir. 
Ao fazer a curva fechada, agarrei o volante e me segurei para não cair do banco. Se a faca debaixo da coxa escorregasse, abriria um talho na minha perna. A lâmina estava afiada e o cabo se projetava para fora, ao alcance da minha mão. Sentia o cheiro forte de borracha queimada pela ventilação do ar-condicionado. Resisti à tentação de enfiar o pé no acelerador: não podia correr o risco de ser parado pela polícia. Não com o prazo que eu tinha.

Informações sobre o livro
Título: Você está sendo vigiado
Autor: Gregg Hurwitz
Editora: Arqueiro
Páginas: 262 (a história em si)
Preço: Cultura - Saraiva



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[Resenha] Nunca diga adeus - Doug Magee


Avaliação: 2/5
Com apenas 9 anos, Sarah está prestes a viver uma grande aventura: vai viajar sem os pais pela primeira vez na vida. A viagem tinha tudo para ser feliz e inesquecível, mas logo se transforma num terrível pesadelo. Sem o marido para ajudá-la, Lena, mãe de Sarah, confere e assina os documentos autorizando a ida da filha. David saiu de casa cedo dizendo que recebera uma ligação do trabalho. Mais uma desculpa esfarrapada que ela não engoliu. O casamento está em crise, mas ela acredita que os dois vão conseguir se acertar no período em que a menina estiver fora. Já pensando nos momentos a sós com o marido, Lena entra em pânico quando uma segunda van chega para buscar Sarah. Pouco depois, ela descobre que o primeiro motorista não faz parte da equipe do acampamento e que sua filha e outras três crianças foram sequestradas. Após algumas horas, os criminosos enviam um e-mal exigindo 1 milhão de dólares para libertar as vítimas. Mas as condições para a entrega do dinheiro lançam suspeitas sobre alguns dos pais, e os casais começam a se voltar uns contra os outros, expondo seus segredos e relacionamentos já desgastados. Neste suspense de tirar o fôlego, o desespero e a ganância levam algumas pessoas a tomar decisões impensáveis. Mas a fé e a intuição sempre podem superar as dificuldades.

Lena tem uma filha chamada Sarah e é casada com David. Ela e seu marido estão passando por uma fase difícil, então mandam Sarah para um acampamento de duas semanas, assim poderão ter esse tempo apenas para os dois e para resolver o que está acontecendo.

Quando o grande dia chega, Lena está preparando tudo, até que a van que iria pegar Sarah chega antes do esperado. D.J é a pessoa que veio pegar sua filha, um sujeito que a princípio parece ser alguém que transmite segurança. Quando Sarah parte, David não estava em casa, e sua filha se vai. Mas alguns minutos depois chega outra van, perguntando por Sarah. Lena fica confusa. Mas depois de conversas, conclui que Sarah foi sequestrada. Daí, começam as investigações, as tentativas de resolver o crime.

O livro é narrado em terceira pessoa, sendo assim, de fácil compreensão, em seu geral. Não é muito longo, as letras estão em bom tamanho. Diagramação, boa.

Vejam bem, o livro não é ruim. É um bom livro pra se passar um tempo, um suspense básico. Até certa parte do livro você não sabe o que estava por trás do sequestro, mas sabe quem sequestrou. E o ponto é justamente esse: durante a leitura, você vai criando suspeitos, tentando descobrir quem está por trás daquilo.
Ele não sabe de nada, concluiu Lena, consciente de que seu nível de confiança na humanidade vinha despencando desde que J.D batera à sua porta. (pág. 182)
Minha contra-indicação vai para o fato de o livro apresentar cenas eróticas. Tem gente que não vê problema, as pessoas mais liberais, e tudo bem que as pessoas no livro estavam casadas (não tenho certeza), mas certas coisas permanecem entre os casais, entendem? Então por isso, eu recomendo à vocês que quando tais partes estiverem chegando, dêem uma puladinha e passem pra outra parte.

Eu também não gostei do fato de terem continuado dúvidas em minha cabeça quanto a determinadas ações que algumas personagens fizeram, e eu não sei, digamos, que consequências essas ações tiveram depois. E o fim, o modo como se resolveu. Pareceu meio surreal, para um livro que estava dentro da "normalidade".
A palavra amor era sempre problemática, mal definida, amorfa, mencionada sem a mínima compreensão de seu significado. Enfim, talvez fosse a profundidade ansiada por Lena. Ao contrário da imagem de Sarah, ou das palavras que descreviam sua essência, o amor que sentia não era uma coisa nem uma ideia. Era um tecido vital que unia a todos sem o menor esforço. Atemporal, existia desde antes do nascimento de Sarah e permaneceria muito tempo depois da morte de todos eles. (pág. 208)

Informações sobre o livro
Título: Nunca diga adeus
Autor: Doug Magee
Editora: Arqueiro
Páginas: 235
Preço: Saraiva - Submarino - Cultura







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