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[Resenha] A Marca de Atena - Rick Riordan


Avaliação: 4/5
Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy - após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz. Os problemas de Annabeth não param por aí - ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela? O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar; no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga.
Quem me conhece, sabe que sou fã de Rick Riordan e que sou apaixonada por Percy Jackson. Sendo assim, não poderia deixar de ler Os Heróis do Olimpo e querer ter todos os exemplares na minha casa. Mas, infelizmente, ser fã não significa amar tudo que o artista - ou no caso, autor - que você gosta, faz.

A Marca de Atena é o terceiro livro da saga Os Heróis do Olimpo, spin-off do best-seller Percy Jackson e os Olimpianos. Agora, temos a fusão da mitologia grega com a mitologia romana, muitas aventuras e mais um inimigo gigantesco - literalmente. Em MdA, Annabeth finalmente reencontra Percy, e agora estão todos juntos no Argo II. A missão foi reservada para ela: seguir a marca de Atena, enviada por sua mãe, que está tendo problemas de identidade e furiosa. Mas para quê ela tem que seguir essa tal marca? Pra descobrir, você tem que ler.

Desde que li O Herói Perdido, fui embalada pela fama dos livros e "gostei" sem nem pestanejar, afinal, era um livro do Rick Riordan, eu tinha que gostar. Mas, então, confessei a verdade pra um amigo, e vi que não era a única que estava vendo problemas nessa nova série do Rick. Percy Jackson é um ícone no mundo da literatura, e claro que está dando dinheiro, e claro que é positivo continuar escrevendo livros sobre ele. Mas e se os livros ficam repetitivos? É o que sinto em The Heroes of the Olympus: em todo livro, eles saem em busca de algo que "ajuda" na guerra entre romanos e gregos. Mas pelo espaçamento entre um livro e outro, você começa a sentir a história fragmentada e pensar que todos os livros são a mesma coisa, com poucas variações.

Vejam bem, eu continuo amando o Percy e vou continuar lendo a série, e acredito que vá gostar mais dos volumes que estão por vir. Mas o livro não me empolgou muito, não me deixou grudada, com a apreensão e ansiedade que eu sentia demais enquanto lia PJO! O cliffhanger deste terceiro livro é muito legal, mas não conseguiu mascarar o que eu vinha sentindo sobre a série no todo. Sem falar que eu cresci: iniciei a leitura de Percy Jackson com 12 anos, e vou fazer 17 agora em 2014. O que me empolgava não me empolga mais tanto, mas continuo amando mitologia grega e achando que os 5 livros anteriores que iniciaram a estória do nosso filho de Poseidon ainda são fenomenais para mim, porque cada livro tinha seu diferencial. 

Espero que melhore daqui pra frente. E, sim, dói se despedir dos nosso amigos - e nem acredito que estou dizendo isso, alguém me cala - talvez, realmente, esteja na hora das aventuras de Percy Jackson se encerrarem. Tudo tem um fim, mesmo as coisas boas. Como diz Marte, em um dos livros da série - li MdA há tanto tempo que nem sei se é desse - a vida só é valiosa porque ela termina. Assim também são os livros: de que adianta uma estória durar éons? Ela também tem que ter um fim, e ela sempre terá seu valor, mas ela também precisa acabar.

De qualquer forma, não posso negar que Rick tem um talento pra contar histórias e mesclar com lições de mitologia, uma ótima pedida pra um jovem leitor, apaixonados por aventuras e por mitologia. Espero que vocês tenham curtido a resenha, comentem o que acharam e não me matem, por favor!

Informações sobre o livro
Título: A Marca de Atena
Título original: The Mark of Athena
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 480
Comprar: Cultura - Fnac - Submarino - Saraiva
Adaptações cinematográficas: -




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[Resenha] Extraordinário - R.J.Palacio


Avaliação: 5/5

August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.
Auggie é uma criança. Ele gosta de brincar, gosta de rir, gosta de doces. Mas ele nasceu com uma deformidade facial, que faz todos que passam por ele estranharem e depois fingirem que não estão encarando. Pela primeira vez na vida, ele vai frequentar a escola. Com Extraordinário, vamos acompanhar sua aventura por um mundo em que as aparências são cartão de visita.

Todo mundo fala bem deste livro, todo mundo mesmo. Quando vi que minha amiga tinha, tive que aproveitar a experiência. 

A estória não tem um super mistério, um super romance, um super mundo, personagens mágicos, nada disso. Ela vai nos contar sobre August, e tocar cada um de uma forma diferente.

Meu Deus, o ser humano julga demais. Você pode chegar e dizer pra mim que "o que importa é o coração", mas quando vê uma pessoa com uma aparência no mínimo diferente ou não igual ao padrão de beleza instituído da sociedade, você estranha, para dizer o mínimo. Mas conhecer Auggie me fez pensar como o mundo é injusto. É uma pessoa normal, que por uma síndrome genética, não nasceu conforme os padrões, e que por isso é excluída. Quantas pessoas maravilhosas como o August nós podemos ter perdido na vida por julgarmos somente pelo rosto? Quantas vezes deixamos de nos colocar no lugar delas, imaginar como é se sentir sozinho e excluído todos os dias? Quantas já excluímos por motivos bem menores? Quantas vezes fomos mesquinhos? 

A gente conhece pontos de vista diferentes, desde o Auggie até o namorado da irmã dele. A linguagem simples da autora leva-nos a conhecer o cotidiano dessa família nem um pouco convencional, que tem que viver com o que para alguns é um fardo, e para outros é uma benção. O maior amor humano do mundo (fora o de Deus, apesar de Jesus ser humano, mas enfim) é o dos pais, e com Extraordinário você vê o que é aquele amor incondicional. E essa história me faz refletir sobre o aborto, sobre essa necessidade do mundo de ter pessoas perfeitas. Parece a mania da eugenia de Hitler! Ou você era como ele determinava, ou merecia ser morto. E isso se aplica perfeitamente àqueles que defendem o aborto às crianças que estão com alguma deformidade. Um indivíduo com Síndrome de Down é tão humano quanto eu. Você o mataria? E é tão humano quanto um bebê anencéfalo. Mesmo que a vida dele dure 5 horas, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. É o sexto mandamento: Não matarás.


Informações sobre o livro
Título: Extraordinário
Título original: Extraordinary
Autora: R.J. Palacio
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Comprar: Cultura ♥ Fnac



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[Resenha] O Teorema Katherine - John Green

Avaliação: 2.5/5
Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.
Atenção, porque esse livro é marcante. Foi o primeiro e-book que eu li. A experiência foi diferente. As páginas ficaram mais longas, e o livro passou de 304 para 198 páginas, o que, por incrível que pareça, me cansou mais. Acho que ainda prefiro os livros de papel, sem falar que eu tinha que recarregar o iPad, e nem sempre podia ler, pois havia outras pessoas usando-o. Li OTK porque queria conhecer mais do John Green, e via e-book porque consegui de graça.

"O Teorema Katherine" conta a história de Colin, um adolescente que já passou por 19 namoros. O curioso é que todos eles foram com uma Katherine. Após terminar com a Katherine XIX, ele e seu melhor amigo, Hassan, partem em uma viagem sem destino programado. E acabam indo parar no interior, e conhecendo pessoas que poderão mudar os "velhos hábitos".

Depois de ler A Culpa é das Estrelas, um livro com carga emocional forte (para a maioria. Para mim, nem foi essas coisas todas. Leia a resenha aqui), esse livro é bem... comum? Realmente, não há nada demais. É bom para passar o tempo, só isso. Depois de uma leitura pesada, por exemplo. O quesito "fofura" também não me impressonou muito, mas houve algumas lições que eu gostei bastante durante a leitura. Colin resolveu fazer um "teorema de previsibilidade de relacionamentos", mas a verdade é que a verdade é imprevisível. Não há como colocar um relacionamento humano na matemática, pelo fato de que humanos são inconstantes e únicos. 

É isso. Até!

Informações sobre o livro:
Título: O Teorema Katherine 
Título original: An Abundance of Katherines
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 304 (198 no E-book)
Preço: Cultura ♥ Saraiva ♥ Leitura ♥ Estante Virtual ♥ Fnac
Adaptações cinematográficas: -




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