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[Filme] Os Delírios de Consumo de Becky Bloom


Título nacional: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
Título original: Confessions of a Shopaholic
Diretor: P. J. Hogan
Duração: 104 minutos
Ano de produção: 2009
País de origem: EUA
Estreia nos EUA: 2009
Estreia no Brasil: 10 de abril de 2009
Censura: 10 anos
Elenco principal:
♥ Isla Fisher como Rebecca Bloomwood
♥ Hugh Dancy como Luke Brandon
♥ Krysten Ritter como Suze
♥ Robert Stanton como Derek Smeath
Livro adaptado: Confessions of a Shopaholic de Sophie Kinsella

Avaliação: 5/5

Esse é um clássico dos filmes que todo mundo já viu... menos eu. Escolhendo o filme que eu ia assistir com minha melhor amiga, sugeri esse, afinal! E não me arrependi nem um pouco. 

Bem, ele vai tratar sobre Rebecca Bloomwood, uma jornalista viciada em comprar. Após ir a um escritório para se candidatar para a revista Allete (o que não deu certo), ela é instruída a se candidatar a uma outra revista, já que "once you're in, you're in", e ela poderia ser transferida. Após fracassar nisso também, ela manda uma carta genial para a Allete, e uma de desaforo para a outra revista, de Economia. Os destinatários são trocados e ela acaba conseguindo o emprego junto com Luke Brandon, e é conhecida como a Garota da Echarpe Verde.

O enredo é divertido, engraçado, leve. Ótima pedida para as férias, para chamar as amigas, comprar Pringles e assistir com o ar condicionado ligado. Mas o que me chamou atenção no filme foi como ele tem valores belos e universais. A parte em que Becky explica o porquê de comprar tanto é uma daquelas geniais.

Quando eu compro, fico feliz. O mundo fica mais bonito. Mas então isso passa. E eu tenho que comprar de novo.

Quantas vícios são construídos assim? Tantas vezes nós fomos buscar a felicidade no que passa! Encontramos prazer, mas não a saciedade do coração. Isso porque nosso coração tem um vazio do tamanho de Deus, e somente a busca da Vontade Dele, a Água Viva, pode nos fazer felizes.

O vício em compras dela, mas por trás, a busca do supérfluo, é a fonte de todos os seus problemas. Magoa pessoas amadas por causa disso. Em uma das conversas com seu pai, chateada e triste, em uma situação em particular, ele oferece vender seu trailer para ajudá-la. 

- Se o senhor vendê-lo, eu o mato.
- Nós queremos - disse ele.
- Mas define você!
- Não, filha. Ele não me define. Só o que me define são você e sua mãe.

E é isso mesmo. No fim, o que nos define é o amor, como tratamos aqueles que estão perto, com os desconhecidos. Não é sua bolsa da Prada, seus sapatos Gucci, sua mansão à beira-mar. Isso fala sobre o que você tem, não sobre o que você é. E em um mundo que grita isso, esse filme é como uma lufada de ar fresco.

No fim das contas, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom foi o oposto do superficial, e uma agradável surpresa. 


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