Sempre fui daquelas orgulhosas. Nunca gostei de correr atrás de ninguém. Vivi anos da minha juventude em constantes conflitos com minhas amizades. Quando sinto que sou apenas mais uma na vida de alguém, me viro e tento prosseguir com a minha vida. O negócio é que todo mundo deixa um pedacinho de si em você, e é difícil me mover como se nada me prendesse. E o que acontece? Enquanto eu espero que a pessoa sinta falta e perceba o que aconteceu, que aquela amiga cansou, tudo se vira contra mim. Ela faz novos amigos, entra em uma nova turma, e você se torna o clássico que só observa.
Há um tempo, decidi que seria mais independente. Que se uma amizade é desvalorizada do outro lado, a perda era de quem deixava de lado. E ouvindo Seasons of Love, comecei a me sentir triste. Na verdade, era uma tristeza que já assolava meu coração há um tempo. Me sentia só, e ao olhar ao redor, me via abandonada. E, claro, voltando para a música, quando eles se perguntam como você mede um ano, e sugerem: "meça pelo amor", eu senti falta desse amor. Sentir aquela bolha de alegria por saber que tem pessoas especiais perto de você. Olhar para seu ano e se sentir feliz não pelo que ganhou, pelo que conquistou profissionalmente - ou na escola, no caso -, mas por ter pessoas especiais na sua vida. E, meu Deus, como meu ano foi miserável. Conheci pessoas maravilhosas que consegui realizar a proeza de deixar que eles fossem embora. Ou eles me deixaram ir e não perceberam.
Então, dezembro chega, o tempo de fazer um balanço do ano. O meu, é, que o que valeu a pena em 2013, foi levado pelos ciúmes, pela minha incompetência e continua sendo levado pelo meu orgulho.
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