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[Clareando] Estou de férias!

Pois é, a maioria de vocês provavelmente não notou, mas eu passei um bom tempo distante daqui. Apesar de eu ter basicamente abandonado o blog, não consigo fechá-lo ou desistir dele. Em geral, eu gosto desse universo e gosto de poder escrever, comentar sobre minhas leituras e tal. Pretendo fazer umas resenhas, ver uns filmes e ler posts por aqui. Não sei o que vai me acontecer ano que vem, mas por enquanto, vou tentar relaxar. Passou o Enem e como eu não pretendo fazer mais nenhum vestibular, já estou de férias. Pra quem não sabe, eu fiz o meu primeiro (e, se Deus quiser, único) ano de cursinho em 2016 e agora estou esperando o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio. Apesar de poder usar meu tempo basicamente como quiser, ainda não consegui fazer metade das coisas que pretendia.

Uma coisa que eu normalmente coloco nas metas pras minhas férias é organizar. Tirar as coisas do lugar, passar um pano, arrumar. É isso que estou fazendo, mas ainda falta bastante coisa. Quero ler, ver filmes e ter uns momentos pra parar. Quero rezar mais. Quero viajar, pra praia ou pra serra, ou quem dera, os dois. No entanto, se tem uma coisa que eu estou sentindo horror (e que, infelizmente, estou fazendo) é ficar muito tempo no celular. É horrível perceber que você gastou tanto tempo só... perdendo tempo.

Então, queria só fazer um post pra avisar que eu voltei. Sejam bem-vindos ao Incantevole e o que pode vir dele no futuro. Espero que novidades bem legais. Espero que eu consiga voltar a me dedicar a ele.

E vocês, já estão de férias?
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A esperança do recomeço

Obrigada, Deus, por este início de ano!

Eu amo Ano Novo! E amo listas! Então, fazer uma lista de metas para o ano que está começando é muito legal para mim. Em 2013 e 2014 fiz a mesma coisa, mas não deu certo. Porém, me recuso a desistir e perder essa sensação maravilhosa de recomeço que o início de um ano dá. 

Passei a virada do ano como passo todo ano, com minha família, no evento Réveillon da Paz, realizado por Deus, por meio da Comunidade Católica Shalom. É um réveillon diferente, no qual em vez de uma contagem regressiva, nós estamos... diante do Santíssimo Sacramento. Quem não sabe o que é, vamos começar com o seguinte: eu sou católica. E na Bíblia, Jesus disse aos apóstolos, na Santa Ceia, o seguinte: "Isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim" e "Isto é meu sangue, que será derramado por vós; fazei isto em memória de mim". Desde então, dos apóstolos até os dias atuais na Santa Igreja Católica, celebramos a Eucaristia, na qual o Espírito Santo desce sobre o Pão e o Vinho e os transforma em Corpo e Sangue de Cristo. E nós O adoramos, não um sinal, não o pão, mas Ele mesmo, diretamente no Santíssimo Sacramento do Altar. Recebemos a Sua Benção especial e começamos o ano diante dAquele que vale mais que qualquer coisa neste mundo. Não tem forma melhor de começar o ano!

Réveillon da Paz 2016
2016 é um ano inesperado, no período em que falo isso para vocês. Isso porque ainda não saiu o resultado do Enem, que pode ser um dos fatores determinantes para o que vou fazer pelo resto do ano - estudar Relações Internacionais em Brasília, fazer cursinho... Mas o mais importante é: a vontade de Deus, que eu não sei se é que eu more fora, que eu fique aqui... Então, não vou colocar algo nas metas, porque ainda depende muito.

Então, vamos ver algumas coisas que eu quero fazer em 2016! Algumas das metas têm a ver com continuidade, outras com recomeço, outras em fazer algo totalmente novo. Estou colocando algumas metas, e algumas são mais pessoais!

01) Rezar!
Demoraram anos para eu perceber isso, mas oração faz toda diferença na vida de uma pessoa. 
02) Me consagrar à Nossa Senhora
Não tem como eu explicar tudo aqui, mas em palavras rápidas, é consagrar a sua vida à Mãe de Deus, sabendo que Ela sempre te levará para perto do Seu Filho. O livro que explica o método é O Tratado da Verdadeira Devoção de São Luís Maria, mas vocês podem entender um pouco aqui.
03) Me confessar com mais frequência, de preferência, mensalmente ou a cada dois meses
04) Ir para o Acamp's 2016.1
05) Fazer academia/exercício físico
Estou matriculada por um ano, então não posso ficar adiando!
06) Tirar a carteira de motorista
07) Parar de tomar refrigerante
08) Trocar a armação dos meus óculos 
A minha está antiga e toda torta! Fico outra pessoa sem óculos, e acho que não vou usar lente tão cedo. De acordo com a oftamologista, é porque eu tenho um problema aí que não é totalmente consertado pela lente, então ela seria mais paliativa.
09) Emagrecer no mínimo 10kg
Faz muitos anos que sou gordinha. Já emagreci antes, mas engordei novamente. Espero que dessa vez, com a mudança de hábitos, eu consiga!
10) Criar o hábito de beber 2L de água por dia;
11) Aprender a comer salada e frutas com maior frequência - resumindo, buscar uma reeducação alimentar
12) Cuidar melhor do meu cabelo
13) Ir a médicos especialistas, além odontologista, que não vou há muito tempo fazer uns check-ups

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Retrospectiva 2015 e sobre o ano

Todo ano faço um post desse tipo, mas com abordagens diferentes. Para ser honesta, estava animada com a perspectiva. Acho que gosto de escrever, de organizar meus pensamentos e sabe, "contemplar" o que vivi. O negócio é que pensar no fim de um ciclo e no provável começo de outro - vamos ver se vou passar na faculdade - é muito bom. Eu gosto de admirar e refletir, sabe? Alguns acham isso brega, mas acho que dá outro significado à vida. E é por isso que estou aqui.

2015 foi um ano diferente. Meu último ano de colégio, meu terceiro ano. Foi em 2015 que vivi pela última vez uma rotina de provas, e olha que desde o ano passado, tudo mudou, em geral. Eu já não tinha muitos trabalhos escolares, e esse ano que eu não tive mesmo. Por falar em colégio... Durante todo o meu jardim de infância e ensino fundamental estudei em uma escola, e hoje sou muito grata por lá ter estudado. E durante todo o Ensino Médio, estudei em outra, uma das maiores escolas do Ceará e do Brasil. E, agora, dependendo do que acontecer, vou começar uma faculdade. O tempo passa, meus amigos! Esse ano fiz 18 anos, sou maior de idade, estou fazendo autoescola. Foi bem louco estudar pro vestibular, mas graças a Deus, eu não enlouqueci. Mais um ano, mais aprendizado. Terminei essa grande fase da minha vida, feliz.

Minha turma de terceiro ano. M32!

Foi no meu tempo de colégio que fiz minhas grandes amizades. Afinal, foi onde passei toda a minha vida. E foi assim que conheci "As meninas". São aquelas pessoas que eu conheço desde a minha infância, sabe? E a gente não estuda mais juntas há muito tempo. Mas é chocante como nós mantemos nossa amizade. Elas são família, basicamente. Nossa relação às vezes complica, porque eu sou bem chatinha e elas também. Mas elas têm aquele toque de "sempre", enquanto durarem nossas vidas aqui na terra. Desde a infância, adolescência, idade adulta, casamento, enfim... Na minha vida. E elas são uma das razões pelas quais eu sou grata. Às meninas, Ester, Edna, Carol, Jamyle, Victória e nossa nova aquisição, Bia! Desde sempre e para sempre, né? Mais um dos muitos anos com vocês, se Deus quiser.



Durante esse ano, amizades mais antigas agregaram com amizades menos antigas e amizades novas. Enfim, o que aconteceu foi que eu tive minhas Agregadas comigo, amigas muito especiais, que me acompanharam nessa jornada e que eu amo muito. Todas eu conheci durante meu tempo no Farias Brito. Sei que posso contar com elas. Obrigada por tudo: Júlia, que conheci esse ano, mas uma ótima ouvinte e amiga; Carol, aquela amiga sempre necessária pra nos falar a verdade e cuja amizade quero sempre ter. Obrigada por estar comigo!; Laila, que me ensina o que é amizade, mesmo sabendo dos defeitos uma da outra; Larissa, tu é uma das minhas melhores amigas e muito importante pra mim. Não estudamos juntas esse ano, mas resistimos, e se Deus quiser, resistiremos ainda mais; Taís, minha irmã de caminhada, pessoa que eu confio e tão complicada quanto eu; Letícia, minha dupla desde o segundo ano, a coisa mais diferente de mim. E olha que nos chamávamos de gêmeas! Obrigada por me acompanhar e confiar em mim. Se eu me mudar pra Brasília e tu não chorar, eu te bato; Biazinha, minha companheira de palco, parceira de canto e que eu quero sempre ter comigo;  Também teve a Mari Carvalho, amiga maravilhosa que fiz ano passado e quero pra sempre na minha vida! Obrigada por mais um ano! Às Warriors, obrigada pela amizade de vocês. Ao Pedroi, obrigada por ser um amigo tão presente e por tanto ter me ajudado! #tmj. Juh, não convivemos tanto tempo, mas espero que Deus possa ser mais e mais presente na tua vida e te fazer muito feliz! 

Mariana Rolim. Há 6 anos, ela e eu. No início, uma amizade tranquila. Com as mudanças da vida, uma amizade com mais complicações. Mas vamos continuar. Vamos conseguir. Ainda acho que nossa amizade foi pensada por Deus, então, não pode terminar tão facilmente. Obrigada por todo esse tempo, por mais um ano, por tua amizade e por tudo que vivemos juntas. Vamos em frente, não é?

Durante 2015, pude ir percebendo o que são amigos, o que são colegas e o que são conhecidos. Pude ir percebendo quem tava aqui pra ficar. E que as coisas mudam, também, de forma bem concreta. É como se tivesse juntado um grupinho de pessoas que entraram na minha mudança pra um novo ciclo. Algumas pessoas ficaram, outras vieram ou voltaram. E isso embeleza a vida. Ter pessoas com você.

Agregadas: tá faltando a Lety!

E nisso entra a minha família. À medida que o tempo passa, por mais difícil que seja conviver em família, eles são aquelas pessoas que Deus escolheu pra estarem comigo pra absolutamente tudo. Porque tudo pode te deixar, mas Deus e minha família sempre vão me amar. Eu vou crescendo e percebendo que eu brigo muito (tipo, muito mesmo, a cada duas horas, por exemplo) com minha irmã. Mas aí eu vou vendo que ela é a amiga mais fiel que eu vou ter. Meus pais sabem como eu posso ser chata e enjoada, mas me amam mesmo assim. E, no fim do dia, restam nós cinco, meus pais e meus dois irmãos, pro que der e vier. Eu poderia pedir uma família melhor? Eu tenho pais que temem a Deus, e isso é tudo. E esse ano eles se tornaram Shalom para sempre. Amém!
Sendo que teve uma coisa que mudou minha vida radicalmente há algum tempo (em 2014). Essa coisa, na verdade, não é uma coisa. É, tipo, Deus. Veja bem, eu já era católica, ia à missa e tal. Mas hoje Deus faz parte da minha vida de uma forma completamente diferente. E essa é a parte mais importante desse post. Eu tô botando depois porque acho que precisava me estender mais sobre isso. Ter Deus de forma determinante na minha vida mudou tudo. Mudou como faço as coisas e como vejo o mundo. Ele transformou tudo, e pro melhor. Eu vejo pessoas fazendo propósitos, falando certas coisas, esperando outras, atentando em detalhes... E não vejo sentido. E não vou ser hipócrita e dizer que nunca liguei pro supérfluo e passageiro, porque faço muito isso. Mas, no meu coração, Deus me deu a consciência clara de que tudo que não é eterno, é eternamente inútil, como diz C.S.Lewis. Por isso que minha vida só tem sentido agora. Ela só faz sentido quando é Dele, entendeu? Eu só sou eu vivendo pra Ele. Certas coisas que me interessavam, não me interessam tanto quanto antes. Parece que as belezas do mundo e da vida são coadjuvantes e presentes que Ele me dá, pra eu pensar no eterno e ser grata. Minha família, meus amigos, minha vida profissional... É tudo detalhe. O que importa é o que Ele quer pra mim, porque é isso que me faz feliz. Como diz uma música: "Só em comunhão contigo, eu encontro a minha paz." E isso é muito verdade. O mundo vira sombra quando comparado à Luz que ilumina minha vida. 

Não me entendam mal. Eu amo viver. Eu amo ter amigos, eu amo rir, amo ir pra casa de uma amiga assistir filme. Amo ficar conversando com minha irmã. Amo observar o mar, ouvir música e dançar. Assistir um bom filme. Comer chocolate. Ler um bom livro. Tudo isso é maravilhoso e eu realmente posso contemplar e agradecer. Mas não faz sentindo viver só acumulando prazeres. Essas coisas são toques de alegria que Deus me dá. Porque felicidade é diferente de alegria! Eu posso estar triste, mas continuo feliz. Fico chateada, irritada, mas a constante tá lá. Ele é a rocha. Ele é o sempre. Ele é o que faz a diferença. Viver é maravilhoso, e mais maravilhoso é pensar que (amém!) um dia eu O encontrarei na Eternidade. 

Sendo assim, minha faculdade é importante? É. Eu quero ir pra UnB? Quero. Vou ficar chateada se tiver que fazer cursinho? Vou. Mas não é mais isso que guia minha vida. Não são meus estudos, por mais que eles sejam ainda muito importantes pra mim. Se eu estiver fazendo a vontade de Deus, por mais que doa não ser a minha, é felicidade. Eu quero ter um namorado? Quero. Mas só faz sentido se Ele quiser também. Quero sempre manter contato e sair com minhas amigas? Sim! Mas elas são minhas amigas por serem presentes de Deus. Eu posso agradecer, posso viver bem e ver as belezas do mundo, mas sempre sabendo que eu sou feliz não por uma coleção de pequenos prazeres, mas sou feliz por Alguém que é eterno. Não faz sentido depositar sua vida em pessoas e em coisas. Pessoas erram e coisas passam. Quando tais coisas passarem, minha vida passa junto. Isso parece certo?

Em 2015, Deus me deu um serviço de forma concreta. Ministério de Crisma. Me deu crismandos, pessoas que apesar de não ter acompanhado tão de perto como deveria, cresceram e disseram sim à Igreja. Mostrou Sua generosidade ao me dar mais um ano com meu grupo de oração que ainda por cima, cresceu, e passou de Lemuel para Bnei Yishael. Me fez crescer, amadurecer. Fez alguns dos dons que Ele me deu serem postos em prática, porque dom guardado não faz sentido. Me deu a graça de conhecer melhor Nossa Senhora. Fez com que eu me conhecesse melhor, percebesse meus defeitos, e que sem Ele, eu não su nada. Que ainda tenho muito a crescer, mas que Ele vai estar lá operando essas obras em mim, para o mundo. abe o que é legal em tudo isso? É que nenhuma dessas coisas que eu fiz foi em vão. Porque, pela graça de Deus, ajudei de alguma forma no crescimento de outras almas. Deus me fez participar do Seu Plano de Salvação! É pra isso que eu nasci! Pra evangelizar. Eu me encontrei, e apesar das dúvidas normais da caminhada, não fico constantemente olhando pro mundo como uma grande incógnita, assunto que alimenta tantos poetas e músicos: "Qual o sentido da vida?" A vida não é uma grade incógnita, e graças a Ele, eu posso dizer isso. E não ache que isso não é pra você! Deus chama a todos. Então, se isso tocou seu coração de alguma forma, corra! Deus te chama! Você não nasceu pra simplesmente viver um dia após o outro, esperando a próxima coisa acontecer.



Tá, esse é um blog bastante voltado pra leitura, né? Eu não li muito em 2015. Foi uma vergonha. Não tive um livro preferido. Meu filme preferido foi A Esperança - Parte 2. Sinceramente, não penso mais tanto nisso. Comecei a questionar o sentido de ter esse blog, já que na maior parte do tempo, sinto que estou falando pro vácuo. Se você leu até aqui (oi, Pedroi e Edna), obrigada por ser um amigo de verdade. O que me deixa relutante é que eu gosto de ter um local pra escrever, pra colocar pensamentos pra fora. Então, eu não sei o que vai ser em 2016. Veremos! Vou fazer metas pra 2016? Vou. Porque eu gosto de metas. Vou cumpri-las? Esperamos que sim. Não vou me iludir e achar que tudo vai mudar em um minuto, mas não quero ser a pessimista que arruina as esperanças dos outros. Temos sempre a chance de melhorar. Que venha 2016 e tudo que Deus guarda pra mim.

A todos que estiveram em 2015, obrigada. E a Deus: louvado sejas! 

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O que é o Natal

A palavra natal do português já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De nātālis do latim, evoluíram também natale do italiano, noël do francês, nadal do catalão, natal do castelhano, sendo que a palavra natal do castelhano foi progressivamente substituída por navidad, como nome do dia religioso.Já a palavra Christmas, do inglês, evoluiu de Christes maesse ('Christ's mass') que quer dizer missa de Cristo. (Wikipédia)
Fim de novembro, até dezembro. Começam as promoções, propagandas, pessoas vestidas de Papai Noel. Luzinhas pela cidade, enfeites pela casa, árvore de Natal. Posts em blogs recomendam filmes e livros para a ocasião. Os canais na televisão fazem especiais natalinos. Os jornais falam do comércio, e as pessoas são entrevistadas comentando sobre a correria para comprar todos os presentes que faltam.

O que é o Natal?

"Ah, o Natal não é sobre presentes! Muitas pessoas esquecem disso. É tempo de rever seus hábitos, estar com a família, fazer o bem, estar junto. De reunir todo mundo. De fazer aquela Ceia com pessoas que você ama."

Uma resposta sensivel, alguns diriam. É, quando colocada diante das propagandas na televisão e nas ruas de promoções de Natal, ou "Natal é na loja tal", o consumismo gritando para você comprar, é sim. Mas, meus amigos, por mais sensível que essa resposta seja, ela não está totalmente correta. É legal, é importante, é bonito montar a Ceia. Porém, como disse o padre na missa do terceiro domingo do Advento, isso não é o essencial. E como tudo na vida, se algo não tiver um centro, algo que é essencial, se torna vazio. E é isso que está acontecendo. Um Natal banalizado.

O Natal é nada mais, nada menos, quando nós lembramos, vivemos e louvamos a Deus porque Ele se fez carne e habitou entre nós. Depois de um tempo ouvindo isso, pode aos poucos não despertar mais a nossa sensibilidade. E é por isso que o Advento, as quatro semanas anteriores ao Natal, e o próprio Natal existem. Para todo ano nos lembrarmos. Se você acredita em Deus, reflita comigo. Deus, o Todo Poderoso, o Onipotente, Onisciente, o Criador de tudo aquilo que existe, e cuja ausência é a origem de todo o mal. Esse Deus, tão perfeito, tipo, DEUS, assumiu a forma de uma de suas criaturas. Ele simplesmente se fez Homem. Homem, sabe? De carne e osso? Que cai, rala o joelho, sangra, sente dor, fica triste, chateado, se alegra e, como nós, ama. Mas não é esse amor desfigurado que o mundo mostra; é o Amor. E é por isso que Ele veio. Para nos salvar. Vocês conseguem imaginar isso? Conceber isso? Deus simplesmente quis vir ao nosso encontro! Depois morrer em uma Cruz e ressuscitar por nós! Depois de ter nos criado, Ele nos deu seu Amor. Tudo que o coração humano anseia. E o trocamos pelo pecado. Mas Ele veio ao nosso encontro. Nós não merecíamos. Mas tudo isso porque além de tudo aquilo que eu falei, e primordialmente por isso, Ele é Amor. Como não louvar? Como não agradecer? Como não contemplar e dedicar dias para seus mistérios?

E por que que ainda assim insistimos em olhar pro que não importa, pro que passa? C. S. Lewis mesmo dizia: "Tudo que não é eterno, é eternamente inútil", porque por mais que sejam lindos, a iluminação e a decoração, a Ceia de Natal, ou mesmo os momentos em família, tudo isso passa, a comida estraga e as pessoas morrem. No fim, restam apenas Deus e nossas almas, na Eternidade ou no Inferno. Como nós cuidamos das nossas almas? Nós cultuamos aquilo que é eterno ou aquilo que é passageiro? O que estamos priorizando? Realmente amamos Deus do jeito que dizemos? Se sim, por que é tão difícil parar alguns minutos diariamente para realmente falar com Ele, não simplesmente falar uma oração bem rápido? Por que é tão difícil ir à uma missa? Agradecer, falar Dele para os outros? E eu digo isso me incluindo na pergunta, porque pra mim também é difícil.


Alguns virão dizer: "ah, mas eu pesquisei e o Natal era na verdade para celebrar o Deus Sol no solstício". Porém, o Natal só tem esse nome, só tem a simbologia e as tradições que conhecemos por seu significado cristão. Todo símbolo têm um significado. E se o perde, se torna apenas um conjunto de traços ou matéria. É para isso que os símbolos servem: são códigos para uma mensagem. Que mensagem estamos vivendo?

E, não me entendam mal. É lindo reunir-se com a família, presentear aqueles que amamos, montar a árvore de Natal. Se o Papai Noel é um símbolo de Natal, antes existiu São Nicolau, um santo da Igreja Católica que era conhecido por presentear crianças, mas também por dar um tapa no rosto de um herege diante da proposta feita no Concílio de Nicéia de que Jesus não é Deus. Se nos presenteamos, antes presentearam Jesus os três Reis Magos. Se acendemos luzinhas, é porque antes uma estrela brilhou no Céu para avisar que veio até nós a Luz do Mundo e dirigir os reis magos. Se nos reunimos com nossa família, antes reuniram-se Maria, José e o Menino Jesus naquele presépio. Se montamos uma árvore de Natal, primeiramente Adão pecou ao comer do fruto da árvore, e, mais importante que qualquer pecado e desobediência, primeiramente Deus nos Amou. E por isso o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Para por amor nos salvar naquela Cruz, feita de madeira advinda de uma árvore. A árvore da Cruz. Um símbolo sem significado são apenas traços. O Natal é lindo, mas sem Aquele para quem Ele foi criado, se torna vazio.


Feliz Natal e que Jesus Cristo possa nascer em nossos corações!


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[Clareando] Metas para 2015!


Eu fiz metas pra 2014 e não cumpri! YAY!
Isso não é nem um pouco divertido, mas quem disse que desisti? Amo listas, propósitos e mudanças de vida. Quem disse que não ia fazer umas metazinhas pra 2015? E vou partilhar um pouco com vocês. <3

Não vou colocar todas as minhas metas aqui, até porque algumas são pessoais e etc, mas vou dá-los uma ideia geral!

01) Ser fiel a Deus.
Esse é um ano muito diferente na minha vida. Finalmente, estou descobrindo o que é seguir a Vontade Dele. Quero me empenhar na vida de oração, grupo e Ministério. Eu agora sou do Ministério de Crisma! Quão legal é isso?! Quero que Ele seja tudo na minha vida!

02) Emagrecer!
Meu plano é emagrecer 10 kg, e isso envolve comer 1 porção de fruta por dia. Acho que vai ser difícil, mas vamos tentar. O que eu sei é que meu corpo é péssimo para minha auto estima, e quero muito mudar isso.

03) Passar em Relações Internacionais na UnB
Quase nada, né? Mas é o curso que mais me identifiquei. Primeiro, quero saber se é a vontade de Deus mesmo, mas por enquanto, esse é o plano. Vou tentar ingressar via Sisu, porque minha escola, infelizmente (ou felizmente, menos concorrência) não prepara para o vestibular de lá, que é totalmente diferente. Deus queira que eu consiga, porque é muito concorrido!

04) Comprar um Kindle Paperwhite!
Eu namoro aquele aparelho há tempos! E tem que ser o Paperwhite, porque amo ler à noite, dá licença, gente! Ainda amo livros físicos, mas já experimentei ler em um Kindle (tradicional) e amei a experiência!

05) Chegar a 700 seguidores no blog!
Tá na hora, por favor! 

06) Ler no mínimo 24 livros.
É meu terceirão, mas quero ler pelo menos 24 livros, o que daria uma média de 2 livros por mês. Afinal, a gente não pode parar, né?!

07) Ser mais legal e amável.
Será que eu consigo? Tenho fé que sim, somente pela Graça. Ser chato, egoísta e grosso faz mal a todos, mas principalmente a você mesmo! 

08) Me preparar e juntar dinheiro pra ir pra JMJ 2016!
Eu não pude ir pro Rio em 2013 com mais 3 milhões de jovens pra esse evento lindíssimo da minha amada Igreja Católica, mas quero muito ir ano que vem! Afinal, é na Polônia - especificamente na Cracóvia - terra de São João Paulo II! Tantos jovens, tantos corações por um motivo! Tanto amor e fé reunidos! E ainda posso tentar dar uma passada em Auschwitz.

09) Terminar 2015 com a consciência que fiz meu melhor. E espero que vocês terminem assim também!

Benvenuto, 2015!
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[Clareando] Conheça os SacconeJolys

Não sei se vocês lembram, mas no fim do ano passado, eu fiz uma Retrospectiva 2013 de vários âmbitos da minha vida. E falei brevemente de um vlog que acompanhava chamado SacconeJolys. E agora vou explicar melhor quem eles são, como os descobri e o porquê de eu gostar tanto deles.

Nice to meet you!

Jonathan Patrick Joly, 34, é um homem irlandês, de Dublin, que já passou por tudo, sempre tentando encontrar algo que o satisfizesse. Até que descobriu o YouTube, e como se sentia bem fazendo parte dessa comunidade.

Anna Brigitte Saccone, 27, é uma mulher nascida em Baltimore, mas que com 7 anos se mudou para Irlanda. Seu pai, Eduardo Saccone, foi uma importante escritor italiano, e sua mãe, Margaret Saccone, presente em sua vida até hoje, é irlandesa/alemã.


Como tudo começou...

Há 7 anos, Anna e Jonathan, ou JofeeJokes, se conheceram. Namoraram, noivaram, e em 2 de setembro de 2011, casaram-se. Ao invés do sobrenome de Anna sumir, eles juntaram seus dois sobrenomes e viraram a inédita família "SacconeJoly". Apenas nove dias depois de seu primeiro aniversário de casamento, 11 de setembro de 2012, tiveram sua primeira filha, Emilia Tommasina SacconeJoly, uma das maiores alegrias desse casal de vlogueiros, a fofura e gracinha da casa. Dia 9 de abril de 2014, nasceu o segundo filho do casal, Eduardo Jonathan SacconeJoly, assim chamado em homenagem ao seu avô, que morreu por causa de um câncer, e de seu pai, Jonathan.

E como eu entro na história...

Conheci essa família enquanto navegava pelo YouTube, vendo vídeos sobre gravidez e revelação para o marido (algo assim. Bem, pra quem não sabe, um dos sonhos da minha vida é ser mãe, então tá explicado). Até que achei um vídeo chamado "WE ARE HAVING A...", onde o casal revelava o sexo de seu próximo bebê, no caso, Eduardo, ou como sua irmã mais velha chama, "Ardo". E foi vendo mais vídeos que eu me apaixonei.

A família

Os SacconeJolys são compostos por 10 indíviduos: quatro pessoas e seis cachorros. Anna, Jonathan, Emilia e Eduardo (ou Wardo). Albi e Sina, dois malteses, tiveram cinco filhotes: Theo, Nuvola, Nivea, Biancaneve e Minnie, mas Minnie, infelizmente, não sobreviveu. 


Anna, a mãe, organizada e apaixonada por maquiagem e cupcakes, proprietária dos olhos que ambos os filhos herdaram, e Emilia, a grande alegria da casa e big sister. Com 2 anos, ela ama falar e é uma criança muito ativa e engraçada. Ela ama desenhos animados, e apesar de ser irlandesa, está se acostumando com o sotaque britânico. Como ser mais fofa?! E ela é a melhor amiga do papai, Jonathan. Eles sempre estão juntos, é a coisa mais fofa, bem daddy's girl. Mas ele também é louco pelo little man dele, como mesmo chama, o Eduardo! Ele é super sorridente, animado, em movimento, e nisso ambos os filhos parecem com o pai.

Concluindo!
Essa família é simplesmente encantadora. Faz parte da minha rotina, ao chegar da escola, assistir os SacconeJolys. Ou durante as férias, como acordo tarde, ir ver o novo vídeo. Eles postam todo dia um vídeo de cerca de 18 minutos com alguns momentos do dia anterior. E é simplesmente um amor. Eles se mudaram de Cork, Irlanda, pra Inglaterra, e nós realmente compartilhamos estes momentos com eles. É como se fôssemos todos uma grande família. Sem falar que os dois têm canais no YouTube, e a Anna ainda tem um blog.


Isso é uma das coisas que eu faço quando não estou na blogosfera. E vocês?! Conheciam os SacconeJolys?!
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[Clareando] Feliz Natal... Mesmo?


Um Clareando fora de hora.

Esse é o tipo de coisa que sempre me falavam na minha escola católica quando eu era pequena. Eu sabia que era (e é) verdadeiro, mas não deixava de ser repetitivo. Mas olhando pro mundo, não posso deixar de observar como é algo que realmente acontece, todos os anos.

Dia 25 está se aproximando, e todo mundo sabe que data importante vamos comemorar. É, nós todos, vocês provavelmente também, que estão lendo esse texto. A comemoração é do amor, da família, não é? Não. Não é. E, quando, meu Deus, colocaram essa mentira disfarçada de verdade no mundo?! Quando o nascimento de Jesus virou uma festa mundana e comercial? E eu sei que existe o outro lado, o lado do encontro com a família, de viajar pra cidade natal, reunir todo mundo. Tem aqueles luzinhas, a cidade enfeitada, os blogs com promoções "especiais", todo mundo com aquela alegria. Mas esse ainda não é o sentido correto, não chegamos à verdadeira alma da festa. E qual o motivo de toda essa alegria, afinal? Por que nos encontramos com nossas famílias, trocamos presentes? O que estamos comemorando?

O Natal, originalmente, era para celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno. No século terceiro, ele foi transformado pela Igreja Católica para converter pagãos e passou a ser a celebração do Nascimento de Jesus. Sabe, aquela Igreja, que tanta gente critica e chama de intolerante? E Aquele Deus que nós muitas vezes esquecemos, até mesmo no dia da celebração do nascimento Dele? E usamos a festa dele pra um discurso que pode acabar sendo superficial? Eu fui procurar uma imagem pra esse post, coloquei "christmas" (christmas) no weheartit, e só vi meias, árvores, gorrinhos, mas e Ele?

Outra coisa que eu percebo (não tanto aqui no Brasil, nunca vi), mas em vlogs que assisto, é o costume do calendário do Advento, as velas acesas a cada domingo, mas ninguém fala nada sobre a época de conversão que tal período propõe, que, na verdade, é um período de espera para a segunda vinda de Jesus (sendo o Seu nascimento a primeira).

Eu fico bem indignada, sabe? Não perco meu sono por isso, mas não deixa de ser chato. Todo mundo quer usar o feriado, mas não com o sentido genuíno. Esquecemos o que verdadeiramente importa. Enchem a casa de vermelho, com um tal de Papai Noel (outro personagem usado erroneamente, que na verdade é um santo - da Igreja Católica, olha só!), falamos de amor ao próximo, mas será que paramos para refletir e contemplar o ato de amor feito por Deus? Sua divindade teve que ser contida em um mísero corpo humano, tudo isso para, futuramente, nos salvar? E então, celebrar a Ressurreição Dele em outra festa usada erroneamente - a Páscoa? Será que paramos para contemplar o sim de Maria, Nossa Mãe? 

Escrevi esse texto porque, enfim, blogs são pra isso, né? E eu espero que todos nós, no dia 25, quando nos reunirmos com nossas famílias, paremos para pensar o porquê de estarmos ali. É lindo se encontrar com as pessoas amadas, ver o amor em cada uma delas, encontrar com elas. Mas isso é uma parte da festa. Porque tanta luz, tantos presentes? Qual é a Luz que vem iluminar nossa vida? Uma que dura um mês em árvores de shoppings, ou a Luz que é eterna? 
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[Clareando] Mundo, mundo, vasto mundo; mais vastos são os nossos corações.


Madrugada de quinta pra sexta. Sentada na varanda, WhatsApp aberto. Mas não tem ninguém chamando. Sons distantes, distantes. Bêbados gritando palavras grosseiras. Carros parando no drive-thrue do McDonalds. Jovens acordados marcando qual será a próxima festa. Night Changes tocando no YouTube. O vento bate com força no oitavo andar, dando uma sensação fresca e um escape ao comum calor de Fortaleza.

Antigamente, esse seria o horário perfeito pra escutar La Notte da Arisa. Olharia para as luzes da cidade, sentiria o vento, refletiria. Mas aquela cujo nome comece com um m, a melancolia, tão falada nas músicas italianas, malinconia, deu lugar a outra coisa. Eu poderia me sentir triste, sozinha, como parece ser regra na humanidade. Mas agora, tudo tem outro sentido. Depois que O conheci, fui descobrindo sua verdade, e a vida tornou-se uma aventura que, apesar de ter momentos difíceis, é um presente. Os motivos que eu tinha para chorar com uma música italiana são minimizados pelo que tenho a agradecer: minha vida não é vã. Não vago ao acaso, e o caminho a seguir é de luz, que ofusca toda a escuridão e incerteza dos outros que me chamam. Esses mesmos de escuridão, que tantos escrevem músicas, refletem, refletem, compartilham. Eu tenho a certeza. Aquele buraco que tantos se perguntam - preciso de um amor? Me aproximar da família? Fazer filantropia? "Talvez seja algo da vida, simplesmente. Estamos apenas vivendo uma aventura da qual nunca sairemos vivos." eles diriam. Falta algo. Só não sabem o quê.

A completude de minha alma contrasta com o sofrimento que observo. O vazio de tantos corações que se afogam na bebida, tentando preencher com álcool um vazio do tamanho do infinito. Fotos no Instagram, vodka na mão, legendas sobre diversão e "viver a vida ao máximo." Uso de drogas, corpo descoberto. "Saí ganhando daquele relacionamento. Perdeu." Corpo passa por vários pares de mãos em apenas uma festa. O batom vai saindo, a voz fica rouca. Chegam em casa, cansados, mas já esperando pelo próximo fim de semana. Poderão novamente sentir o êxtase encontrado naquele espaço cheio de luzes e barulho, que por algumas horas, calam os gritos das perguntas em sua mente: "o que estou fazendo aqui?"

Participam de grupos militantes: pela legalização do aborto, pelo fim do capitalismo, demonstrações de femismo, contra maus tratos de animais, sempre tentando dar valor aos próximos anos, já que os passados, simplesmente, passaram. A expectativa de realização passa pro vestibular, então para aprovação no próximo concurso, para mudança de casa, namorado, pro noivo, pro casamento, o casamento não funciona, passa pro próximo amor, para os filhos, e depois de tanto buscar, tenta aceitar que é assim. "A vida é feita de decepções e alegrias, basta encontrar a felicidade nas pequenas coisas." E o que nós, que conhecemos a Verdade queremos gritar, é que não é só isso! Há muito mais! Seu coração é grande, não precisa se contentar com as miudezas do mundo! Sua busca, que nem você sabia que fazia, só achará o destino Nele. O Amor Dele pode mudar sua vida de forma que nunca imaginou... Não aceite o que é terreno se você nasceu para o céu. "Mas eu já acredito em Deus". E se eu te disser que não é só isso?

Ficou curioso? O que mais há para aprofundar, se você já reza o Pai-Nosso toda noite, agradece e vai dormir? Sabia que dá para ter uma experiência viva com o Amor de Deus? Sentir até fisicamente sua presença e seu amor? Sentir-se completo? Sabia que Ele tem um plano pra realizar na sua vida? Que você não precisa perambular pelo mundo tentando descobrir a que lugar pertence, na ilusão que suas escolhas, que nem sempre são certas, são Dele? Eu descobri onde pertenço. Sei em Quem coloquei minha fé.

E como eu faço isso, Clara? Minha sugestão é que você comece por aqui, principalmente você, de Fortaleza. Dificuldade em ser convencido? Leia isto.

Dúvidas? Meu Facebook.
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[Clareando] Projeto 2015: Hora de recomeçar!

Oi, gente!
No post sobre metas pras férias, eu coloquei algo sobre um tal de projeto 2015. E é justamente o que eu vou apresentar pra vocês agora!

Por que?
Bem, desde a minha alfabetização, sempre fui a "gordinha" do grupo. No meu sexto ano, fiz uma dieta que me secar. Aí engordei de novo. No fim de 2012, fiz outra que me deixou bem magrinha. E engordei de novo. E agora, no fim de 2014, num estágio gritante, decidi emagrecer de novo. Não dava mais pra passar pra "semana que vem".

Para me ajudar no processo, chamei umas amigas. Nós criamos um grupo no WhatsApp e todo dia nos ajudamos, conversando e mandando foto do que comemos e quando pisamos na jaca (oops!). 

Como?
O que todas estão fazendo (ou tentando) é dieta, mas acima de tudo, ficar mais saudável. Algumas das minhas amigas já são magras, mas simplesmente querem ser saudáveis. Eu tomei pra mim também em usar hidratante após o banho e lavar o rosto sempre que acordar e antes de ir dormir. Também quero usar protetor solar quando souber que vou para rua, mas ainda não fiz isso. 

Protetor térmico, máscara de limpeza profunda, gel para lavar o rosto, hidratante e reparador de pontas.
Fiz o mercantil com a minha mãe já pensando em coisas dietéticas e saudáveis: frutas, biscoitos integrais, iogurte desnatado, dentre tantos outros.

EQilibri e Nesfit são os melhores amigos de qualquer um que esteja de dieta!

Tecnologias ao nosso favor
Outra coisa que ajuda muito é meu celular. Tinha baixado um aplicativo chamado TecnoNutri, que já me foi útil anteriormente, mas agora uso um recomendado pela minha irmã: My Fitness Pal. Ele serve pra você registrar o que comeu baseado num limite diário de calorias de acordo com seu peso, o quanto quer perder e em quanto tempo, como se exercitou, e até quanta água bebeu. Só peca em relação ao anterior porque não me dá aviso das refeições - e principalmente, da hora de beber água. Sempre esqueço. A grande novidade do aplicativo é que você pode simplesmente passar o código de barras do alimento com o celular, e ele já traz todas as informações pra você. Se não tiver, você mesmo pode registrar ou mesmo criar receitas! Super recomendado! Ah, e outra coisa legal é que no fim do registro diário, ele faz uma estimativa de quanto você estaria pesando se continuasse no ritmo daquele dia. 

Quanto aos exercícios físicos, não faço nenhum. Ainda. Já fiz um tempo escasso de academia, o bastante pra decidir que não quero aquilo pra minha vida. Vou optar pela dança, jazz especificamente, duas vezes por semana. Vou fazer algo que amo e ainda perder calorias.

E aí, o que acharam do projeto?
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[Clareando] Clichê, mas é verdade: a vida é assim

Escrito em novembro de 2014

Algumas semanas atrás, protelando pra estudar em casa, me lembrei que tinha a gravação do Festival di Sanremo deste ano na minha televisão. Quando passou o festival, há meses atrás, ouvi Arisa, uma das minhas vozes preferidas, cantar Controvento e me apaixonei pela música. Ao escutá-la novamente, nove meses depois, foi difícil não refletir e sentir vontade de escrever.

À medida que vou ficando mais velha, percebo que a virada do ano não traz nenhuma mudança significativa, a não ser que você mude. Em fevereiro, eu tinha uma ideia completamente diferente do ano que viria. Esperava ser a aluna perfeita que não acumula matéria; a serva de Deus, que não falta o grupo, se confessa e é boa com todos; me manter organizada; fazer dieta e ser saudável, e tantos outros planos que não são impossíveis, mas dependem de uma força de vontade muito grande. Esperava terminar o ano me sentindo bem, completa, realizada.

E, bem...

Não fiz o que planejava: não emagreci (pelo contrário, engordei), não fui a aluna perfeita, me cansei, perdi a paciência, fui ingrata. E enquanto escutava Controvento, me deu uma sensação esquisita. De como as coisas mudam, como o tempo passa sem a gente nem observar, e quando você percebe, já está em novembro, com 2015, seu ano de vestibular batendo à porta. Estou exausta, minhas forças foram drenadas depois de tantas aulas, mas por incrível que pareça, não estou me lamentando.

Ao começar este texto, não sabia como ele iria terminar, e nem minha opinião definitiva sobre o que fiz ou deixei de fazer. Mas, por fim, percebi que a vida é assim, imperfeita, que nós somos seres humanos, incompreendidos, falhos. Que apesar de tudo, gostei de 2014. Aprendi muito, conheci gente nova, e tive melhoras, sim, em relação à antiga Clara. Não me sinto desesperançosa para 2015; pelo contrário, tenho vontade de melhorar cada vez mais, mas sempre com a consciência de que nem tudo é como a gente planeja. Na verdade, quase nada.
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[Clareando] Pequenas coisas que me fazem falta

Oi, gente!
Eu sou do tipo que ama ver nos blogs coisas pessoais, textos das pessoas, tags sobre elas, viagens e etc. Não que eu não goste de livros, mas é tão legal conhecer quem está por detrás daquilo tudo! E por isso eu também gosto de fazer isso aqui no blog. Como estava sem criatividade, pensei e acho que esse seria um post legal de escrever.

Estou terminando o 2º ano do Ensino Médio, com aulas de manhã todos os dias, à tarde duas vezes por semana, provas toda segunda-feira, e tenho que conciliar - ou deveria conciliar - tudo isso com minha vida pessoal. O problema é que eu não consigo. Me desorganizo e o tempo que poderia estar produzindo, estou na verdade, no ócio, olhando pro nada. Mas das coisas que eu sinto falta agora que não tenho tempo, algumas delas são:

1. Morro de saudades de alugar filmes na sexta-feira
Pertinho da minha casa, tem uma locadora que eu amo entrar quando chego sexta-feira à noite, pegar um filme e assistir depois. Como toda segunda tenho prova, basicamente, não faço isso. Eu nunca tive mesmo o costume de fazê-lo, mas já fiz e faria muito mais se tivesse tempo.

2. A emoção de saber que tem um livro bom me esperando
Sem tempo means sem tempo para ler também. O tempo que eu leio é o tempo em que deveria estar desacumulando matéria, mas tem vezes que eu sou "rebelde" mesmo e vou ler. Afinal, YOLO! Amo a sensação de lembrar que tem um livro que parece ser muito bom me esperando.

3. Dormir
Eu amo dormir, e quando eu durmo, sou uma pedra. Demoro a cair no sono, mas quando eu já estou lá... Hoje mesmo minha amiga foi tentar me acordar gritando "CLARA!", gravou e tudo, e eu nem me mexi. Acordei, mas sem susto. Detalhe: eu estava dormindo no banco da escola antes da aula começar - dormi 22h, o que foi até cedo, e acordei 5h30 -, porque estava exausta.

4. Marcar fins de semana na casa minha melhor amiga
Minha melhor amiga e eu nunca fomos ao cinema ou à praia juntas. Ela tem mais amigos, festas para ir, mas eu sou uma pessoa mais quieta nesse aspecto. Então nossos programas se resumem a eu ir passar o fim de semana na casa dela, e não tenho mais essa folga! (Desculpa, Mari!)

5. Saber que tenho tempo
Essa é a melhor coisa de todas. Poder ver uma série, ler um livro, ver um filme, sem a culpa te corroendo (ok, eu sou tão birobada que até nas férias eu me sinto um pouco culpada, porque tem vestibular e tal, mas não tanto), porque eu deveria estar fazendo alguma coisa, estudando, etc. Eu amo a leveza, a despreocupação que as férias me trazem.

6. Ser chamada para fazer alguma coisa e poder ir
O título é autoexplicativo, né? Ir ao cinema é uma das coisas que eu mais gosto, mas nem isso tá dando mais direito.

Bem, era isso, gente! E vocês, do que sentem falta?!
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Sim, conheci a Kiera Cass!

GENTE.
GENTE.
GENTE.

Eu conheci a Kiera Cass.

E as voltas que o mundo deu para que isso acontecesse estão escritas abaixo.


Há muito tempo, no grupo Blogueiros de Fortaleza, administrado pela Maria Clara do blog Perdida na Utopia, vi a notícia e não consegui acreditar de jeito nenhum! Ela vinha pra uma das capitais mais esquecidas do Brasil? Mesmo? Fui correndo falar pras minhas amigas que partilham de sentimentos literários por essa série (sim, série, não é mais uma trilogia) tal acontecido. 

Então, certo, 25 de agosto. 16h. Mas... espera. 25 de agosto é uma segunda-feira. E toda segunda eu tenho prova. E adivinha qual o horário da prova? Dá só um chute. Isso mesmo. 16hs. Se fosse de uma matéria mais fácil... mas era de Química, Física e Biologia. Se eu fosse, teria que fazer segunda chamada das TRÊS matérias, o que não era nada agradável. Minha amiga e eu decidimos fazer segunda chamada. Era a Kiera Cass, gente! Uma das autoras mais famosas do mundo!

O tempo foi passando e eu deixei o evento por suspenso. A data foi se aproximando e minha amiga foi desistindo da segunda chamada, e eu era insegura demais pra abrir mão da minha nota assim (sou nerd mesmo). Mas no dia 25, saímos mais cedo da aula (10h00, perdendo duas aulas) e fomos pra Cultura. Pensamos que tinha pouca gente, mas vimos que a tal fila "pequena" era a continuação da fila imensa que começava no ANDAR DE CIMA. Ficamos lá, esperamos. Eu era o número 334 na contagem improvisada que uma moça fez lá para evitar a bagunça. 

Enquanto estava na fila, conversava, reclamava com o povo, andava, conversava mais, tudo isso esperando... E eu comecei a refletir um fato que já estava consciente: eu não tinha UM livrinho da Kiera. ONDE ela ia autografar? Liguei pra minha mãe pedindo que ela pedisse pra pessoa que ia buscar meus irmãos levar dinheiro, mas tal pessoa estava SEM dinheiro. E minha mãe, com o seu amor de mãe que dispensa comentários, saiu do trabalho lá no fim do mundo e foi até a livraria apenas passar o cartão de crédito. Eu escolhi comprar A Escolha, já que é o mais marcante dentre eles. Enfim, esperei mais e consegui minha senha, que saiu como 336. E a ficha foi caindo... E eu IA CONHECER A AUTORA DE "A SELEÇÃO". Já tinha desistido de fazer a prova, tava almoçando e fiquei sabendo que tinham liberado mais 100 senhas. Tinha menina triste porque não tinha conseguido antes, mas que conseguiu depois. E eu pensei, pensei, calculei quanto tempo cada grupo ia passar no auditório com ela (eles falaram que iriam chamar de 100 em 100, por cerca de 1h cada, calculei e vi que se trocasse de senha com alguém perto dos 600, dava tempo de tudo! Troquei e fiz a prova (que foi terrível).

Chegando lá, depois de ter ido à pé, pela sétima cidade mais perigosa do mundo e terceira do Brasil, às 21h, para a Livraria Cultura, correndo, subo as escadas - livraria assustadoramente vazia - e ofegante, perguntamos sobre nosso número. Já tinham chamado. Chamaram o responsável e ele "gente, ainda bem que vocês chegaram". Entramos, e lá estava ela com seu lacinho branco e seu fofo marido do lado (já viram o Twitter dele? Muito legal, e sempre do lado dela!) . Fui pra fila, e aconteceu. Minha vez chegou, ela disse  "hi!" mais adorável do mundo e autografou meu livro. Só disse para ela "Thank you for your stories and non-sleep nights!" Estava surtando, e ela brincou como se ela também estivesse se acalmando, sabe? SUPER FOFA! Foi inesquecível. Ela ainda falava "obrigada!" algumas vezes! E parece que liberaram mais senhas porque ela queria conhecer a todos! Ou seja, de 16h às 22h, ela ficou falando com 650 pessoas (liberaram mais 50 durante a noite) e tudo isso com a maior simpatia do mundo! Eu nem amava tanto A Seleção, mas após conhecê-la, os livros subiram o patamar. Nunca mais poderei olhar para eles sem lembrar do dia 25 de agosto de 2014, cansativo, mas que valeu MUITO a pena. E pensei como ser escritor e ser famoso por isso deve ser gratificante. Te admiram não por sua voz, seu rosto, seu sorriso, mas pela sua capacidade intelectual! E poucos elogios são tão bons!

Desculpa pelo tamanho, mas uma experiência assim só poderia ser descrita de duas formas: com um texto, ou com uma palavra: incrível.

Para mais fotos e mais de Clara, acesse:

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[Clareando] Throw back... Sunday!


Pra quem não sabe, o Clareando é uma coluna que vai ao ar normalmente dia de domingo, a cada duas semanas, mais ou menos. Hoje, estou fazendo um post estilo Throw Back Thursday, que pra quem não sabe, é uma "tag" do Instagram dos dias de quinta, onde as pessoas postam fotos de um passado mais distante. Sendo que ao invés de thursday, hoje é... sunday!

E hoje, aqui no blog, vou mostrar um pouquinho do meu passado para vocês. Essa foi a primeira vez que saí em um jornal (apareci de novo este ano, depois mostro!), no caso, Diário do Nordeste, coluna Teen Age (é escrita pela irmã de um antigo colega de classe). Fui entrevistada com um amigo meu sobre Percy Jackson e os Olimpianos, uma das minhas séries preferidas, mesmo agora.  Essa é uma Clara de quase 14 anos, estudante do 8º ano do Ensino Fundamental e já amante de livros, em 12 de junho de 2011. 

E aí, você tem alguma lembrança do tipo?
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[Clareando] Sobre o Brasil e a Copa do Mundo


*Esse post deveria ter saído no domingo, mas como temos jogo na sexta e não sabemos da nossa classificação... 

Pra maioria dos brasileiros, a Copa do Mundo é um período esperado, que vem com muita animação e, também, com muito temor. A responsabilidade é grande: somos a Seleção com maior número de vitórias mundialmente, disso todo mundo sabe, e estamos sedeando o evento.

E o Brasil, como fica?
Com isso, vieram protestos e tretas com relação aos gastos e superfaturação das obras, pessoas falando que veríamos "o gigante acordou" de novo, e seria uma oportunidade para mostrar para o mundo a nossa situação e o que precisa ser mudado. Até agora, não vi muito movimento, fora uns protestos pontuados. Concordo que o Brasil está precisando urgentemente de uma reforma política, mas mais importante, cultural. Quebrar tudo não vai resolver nada, quando nossa população não tem consciência do que é política, e quão importante ela é para si e para os outros. Os seus filhos e netos vão morar no que você e suas escolhas estão construindo hoje. Sou uma grande entusiasta de protestos, mas isso quando são pacíficos. A violência tira nossa legitimidade e ofusca os verdadeiros interesses das manifestações. Além de manifestações, tem os que são "contra" a Copa. Bem, eu definitivamente não sou, e vou explicar o porquê!

Não acho que a Seleção seja culpada. Quebrar e falar mal, na altura do campeonato (literalmente), do que nossos impostos construíram, é inútil. Penso que a Copa seja muito mais que gente correndo atrás de uma bola. É, verdadeiramente um momento lindo, em que a nossa brasilidade se mostra mais do que nunca! 

E eu amo a Copa porque...
♥ Todo mundo se reune pra assistir os jogos. E nunca é só pra ver o jogo. A gente conversa, ri, come, faz churrasco, tem banho de piscina, fotos grupais (coisa que eu amo!)
♥ A emoção é indescritível. A união. Fico emocionada em ver aquelas milhares de pessoas cantando o hino nacional, exaltando nossas belezas e sentindo, pelo menos um pouquinho, o amor pelo país. A gente precisa levar esse amor pra mais âmbitos. Por exemplo? Votando com consciência! Parar de falar mal e buscar soluções! Sendo honesto aqui e fora do país, levando uma boa reputação do Brasil, etc.
♥ Ainda na questão da emoção: por mais que doa, por mais heartattacks que nós tenhamos, quanto mais difícil a partida, mais gostosa a vitória. (Quem lembra de Brasil e Chile?)
♥ Moro em uma cidade sede, Fortaleza. De vez em quando, visito a área do litoral leste, ali na Beira-Mar. Lá tem hotéis onde seleções como a do México e da Costa Rica ficaram hospedadas, então chove estrangeiro. A festa é certa! Eu amo o encontro de culturas!
♥ O Brasil tem a oportunidade de mostrar sua cultura para o mundo; desde nossa alegria até nossa feijoada.
♥ Aparecem músicas legais! Tipo a do Itaú, e que por mais que sejam marketing, ainda dão aquela ideia de união. 
♥ Todo mundo finge que entende de futebol!

Jogo Brasil x Chile, reunião dazamiga. Aí já tínhamos a certeza da classificação.

Com esse evento, meu nacionalismo foi renovado, e eu pretendo levá-lo para âmbitos além do futebol. Isso é cultural: olhar só pro que não presta. Eu sei que problema é que não falta, mas a gente não pode falar mal de um político, quando usa o "jeitinho brasileiro" pra sempre sair na melhor. Se cada um fizer sua parte, procurando ser honesto, votar conscientemente e espalhar isso por aí, o Brasil ainda poderia ir mais longe.

Um dia, perguntei ao meu professor de Geografia se ele acreditava que o Brasil seria desenvolvido algum dia. Sua resposta foi: "Clara, se eu não acreditasse, eu nem moraria mais aqui." Reflitamos sobre nosso amor com nosso país! Você nasceu aqui e está sob o nome de brasileiro! Faça jus a esse nome! E, para encerrar: rumo ao Hexa!

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