Reações. Eu não sei vocês, mas quando tô lendo perto de alguém eu gosto de esboçar reações. Quando eu tô sozinha não é tão legal assim, mas às vezes dá vontade de fazer aquele "
Oh!" (tipo um ÃH, sendo que puxando o ar. Vocês me entenderam), aí a pessoa vai e pergunta: "O que foi?" aí você: "A Katniss foi encontrar o Peeta e ele..." ou algo do tipo. É legal, né?
A questão do silêncio. Ah, essa aí é boa. Estou eu na sala da minha casa lendo. Alguém liga a TV no quarto, e sim, eu tenho uma audição muito sensível nessa situação. Eu não sei vocês, mas não gosto de ler com barulho. Se é com barulho, tem que ser com um barulho tão forte que você nem distingue direito o que está sendo dito. Quando não é o caso, lá vem eu toda bonitinha fechar a porta do cômodo que está servindo como fonte do barulho, ou abaixar o som (mas Fortaleza é tão quente que até fechar uma porta pode deixar o lugar réi abafado). Engraçado que nem livrarias tem silêncio. Claro que não, lá o pessoal conversa, como por exemplo a Saraiva ou a Cultura daqui da minha cidade, que tem até lanchonetezinha pra todo mundo bater um papo.
Essa é uma das razões do por que de ler enquanto estão todos dormindo é mais positivo.
Ciúmes e posers. Outra coisa que acontece na vida dos leitores são os que gostam de alguma série. Aquela série que você guarda no coração, uma das suas preferidas, que você quer ver adaptação. E com isso, vem a consequência: posers. Às vezes a gente pode acabar julgando, a pessoa nem é poser, mas sempre dá aquele ciuminho besta: "
Sai, ela é minha. Esses livros me pertencem". Meio inevitável, não? A gente tem é que tomar vergonha na cara e deixar de ser chato, porque algum dia nós também nos sentimos atraídos pela série e fomos "principiantes".
Adaptações. Wow! O livro que você gosta vai (ou já foi) ser adaptado. Simbora, galera. Bora pro cinema - ou alugar o DVD - ver o filme. Ele termina. Querido diretor,
você pode me explicar o que aconteceu com a minha história?!?! (Opa, desculpa, a história do autor). Alguns de vocês já devem ter passado por isso, pensando que o diretor, a produção, o roteirista, whatever, estragou toda a história, porque não tem nada a ver. (Chris Columbus, meu filho, cadê a Clarisse La Rue? *PJ feelings*), mas o fato é que a gente tem que entender que as pessoas tem que se empolgar com o filme, e o diretor acaba tendo que mudar algumas coisinhas (algumas?), e às vezes o autor nem tem controle disso. Se não me engano o Rick postou que ele não tem controle sobre os filmes que saem. O Ladrão de Raios, por exemplo, mudaram a história na adaptação, mas será que se fosse colocado como tem no papel, seria bem aceito? Quem vê filme pode ter menos paciência de quem lê, né, e pode achar que não é tão empolgante. Fazer o que? Ah, sem falar quando escolhem um ator pra representar um personagem que você achou totalmente nada a ver. Recentemente divulgaram que quem interpretaria a Johanna no filme Em Chamas, continuação de Jogos Vorazes, supostamente seria a Jena Malone, que teve gente que detestou, gente que gostou - como eu. No fim, a gente pode opinar, mas a decisão não é nossa (a não ser que o pessoal do filme chegue: "Atenção! Votem para o ator que vocês querem que interprete tal personagem em tal adaptação!", o que, ha, não é o caso).
Romances. Alguém pode me explicar o que por que que nos livros os garotos são sempre tão mais empolgantes que as meninas? Sinceramente, quem dá a graça de um romance é o menino, gente. As frases fofinhas que ele fala. Tem gente que não gosta de água-com-açúcar, tem gente que acha a coisa mais fofa e dá aquele sorrisinho bobo. Um romance dá toda uma graça de uma história (Katniss and Peeta ♥), vocês não acham? Tem gente que não gosta que o romance seja o centro da história. Eu não me importo muito, a não ser que a protagonista trate o mocinho como a vida dela. "Eu tinha que fazer aquilo por ele." "Ele era tudo pra mim" Faça-me o favor, amiga.
Empréstimos. Qual a pior parte de emprestar? O livro poder voltar estragado, o buraco na estante por ele não estar ali? O filhote voltar com as orelhas amassadas? (vi isso num blog, legal né? hahaha). No fim das contas, o melhor é emprestar pra quem você tem confiança, que você sabe que vai devolver e cuidar. Tem um livro meu que eu emprestei do Diário de um banana que até hoje não voltou pra casa, e nem sei há quanto tempo ele tá fora. Isso é chato, ó. Mas a gente tem que aprender a confiar também. Se fosse a gente, não gostaríamos que emprestassem?
Estar preso à um livro grande E chato (ou não tão empolgante). Isso aconteceu com o Rieri do blog
RIOT há um tempinho, né, Oliveira? Ele tava lendo um livro que além de ser grande, não tava dos mais empolgantes. Eu não gosto muito de abandonar livros, porque o tempo que passei lendo-o foi meio "perdido". Claro que dá pra retomar a leitura depois, mas mesmo assim.
Fazer uma resenha de um livro que você não gostou muito e ainda mais quando é de parceria também não é uma coisa das mais agradáveis, mas é importante que os blogueiros se comprometam com a verdade e dêem sua opinião. Uma dica que eu dou é reservar um espaço no blog pra uma política de parcerias, pra depois ninguém estar reclamando. Claro, falar sua opinião, sem difamar o autor.
Nossa, eu falei demais! Espero que me perdoem e que tenham gostado do texto. Tem alguma outra experiência ou algo que gostaria de compartilhar? Que tal deixar nos comentários?
Fiquem ligados no blog!